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Tuesday, February 21, 2012

Fábrica da Baleia em São Vicente Ferreira, São Miguel, Açores

In 1993, I had an opportunity to take some of the last photos of the whaling processing plant in São Vicente Ferreira, S. Miguel, Azores. The plant was built in 1945 and processed whales caught off the coast from port at Capelas, until the early 1970's.
Since then, the plant was demolished and a swimming area was built to serve the local population. 
Unfortunately, all the contents of the plant were lost, except for those that are held in private hands. Additionally, government leaders of the time, did not recognize the importance of  establishing this as a museum, to allow visitors to view what was once part of the livelihood of the whale hunters of the time.
And, oh yes, part of the mysticism of visiting the plant while it was in operation, was the smell that lingered in your clothes and body. 
I hope that you enjoy this bit of history!

Music: www.zeduarte.com From the Album -  Espírito Santo Vem
A actividade baleeira na ilha de São Miguel, designadamente na freguesia das Capelas, teve o seu início já no decorrer da segunda metade do século XIX.
É no lugar conhecido por “Calhau Miúdo” que se instalam as primeiras e rudimentares indústrias que laboram as baleias (cachalotes) ali chegadas a reboque das canoas da “ Companhia Velha” e da “Companhia Nova”.
A partir de um processo de fusão e alienação destas companhias surge a Companhia das Armações Baleeiras que deslocaliza a actividade para a nova e moderna fábrica construída no lugar dos Poços, que, vai funcionar desde 1945 até ao princípio da década de setenta, data em que encerra as portas, quando a actividade baleeira já era fortemente criticada por instâncias internacionais.

A caça à baleia que se desenvolvia nas Capelas era apoiada por uma vasta rede de vigias sitiadas ao longo das costas de São Miguel, enquanto a actividade industrial – derreter e destilar gorduras para óleos e moagem de ossos e carnes para farinhas – encontrava complemento em pequenas unidades espalhadas um pouco por toda a ilha.

Esta actividade tinha lugar essencialmente no Verão, mas os baleeiros já usufruíam de uma garantia salarial para os meses de Inverno, privilégio que associado ao facto de poderem repartir os lucros do âmbar encontrado no interior das baleias, produto de grande valor comercial na indústria de perfumes, tornava os baleeiros pessoas merecedoras de grande respeito.
Sem quebra de rigor na descrição desta actividade profissional, nomeadamente no estatuto social dos baleeiros e da coragem e dureza que requeria, o facto é que ela continua a ser muito mitificada e fantasiada, situação que acaba por impedir que seja analisada com o rigor histórico requerido.

Autor: André Viveiros (encontrado algures na net)

2 comments:

alvaro manuel arruda melo said...

gostei de ver o vidio da fabrica das baleias que o senhor meteu aqui --meu nome e alvaro melo ,sou filho do senhor que aparese na fote em pe na fabrica --infelismento ja faleçido ..era meu pai --gil melo sousa..
muito obrigada--

Inês Camara said...

Gostei muito de ver e ler este post, identifico-me com este vídeo porque cresci rodeada por tudo isto, sou filha de um baleeiro que esta vivo ainda, Mariano Pequenino. Este ano vai ser lançando um novo livro com muitas fotos com a actividade baleeira nas capelas se estiver interessado em obter mais informações sobre isso contacte-me através do seguinte email: teoines@comcast.net
Os melhores cumprimentos,
Inês Camara