Um Corisco na Califórnia
Historical tidbits of the Portuguese Community in California, and more! / Apanhados da história da comunidade portuguesa na Califórnia, e mais!
Thursday, February 2, 2012
Introspecção - João Luis de Medeiros
Ao regressar ao lar convidativo
meu refúgio quando estou cansado,
pergunta-me o lar bastante agressivo:
– O que procuras? Por onde tens andado…?
Eu sei lá – digo. Vivo mergulhado
num mar de ilusões… sempre pensativo.
Mas sigo a jornada preocupado
com o Destino do qual sou cativo…
Será natural tal preocupação?
Não seja apenas uma aspiração
dum futuro pleno de tranquilidade …?
Agora sim… se na realidade
só nasci para amar, ó humanidade
– contigo eu não sinto a solidão…
JLM (Abril, 1959)
João Luis de Medeiros reside em Rancho Mirage, Califórnia
Saturday, January 28, 2012
Sao Miguel – the Azores – EX1R by Pixelking
May 2010, I spent 11 days on the island of Sao Miguel in the Azores. It was supposed to have been 15 days but the volcanic ash from Iceland shot down the airport in Ponta Delgada (Sao Miguel). So, the first four days of my vacation were spent waiting / hoping for change, in Lisbon. I love planning vacations and this vacation had been ‘underway’ for over a year. I use Google maps / Google Earth to ‘scout’ locations see: www.pixelviking.com so 75% of everything you see in this video is from locations that I found via the Panoramio images in Google Earth. The rest are chosen ‘on location’. I chose to stay at Furnas Lake Villas www.furnaslakevillas.pt after seeing their website. Who wouldn’t enjoy that? Well, I did anyway… Had I had the extra money, I would have rented a bigger car than the small Nissan Micra, which turned out to be too small for the gravel roads, especially since the winter had been very wet and the roads were in bad condition. I could of course just have stayed on the ‘real’ roads but what’s the fun in that — I hope these 9 minutes and 28 seconds don’t feel too long. I did my best to push the camcorder to its limits and the work in post also went beyond what I’ve ever done before. I hope that you at least get a good idea about what there is to see in this ‘almost’ paradise…
Wednesday, January 25, 2012
Carregadores Açoreanos - Sua História
Em 1957, imigrei para os Estados Unidos no navio Monte Brasil, da então companhia Carregadores Açoreanos, onde o meu avô José Inácio Alves foi escrivão por largos anos.
Os tempos trouxeram o desaparecimento desta conceituada empresa, da qual muito se podia aprender nestes dias em que se fala tanto da falta de transportes marítimos de, para e no arquipélago.
Batendo todas as adversidades das crises internacionais, muito teriam que ensinar, esses homens de São Miguel, que com o seu denodo souberam vingar e servir não só os Açores, como o país!
Carregadores Açoreanos
A Sociedade Corretora Limitada, constituída a 22 de Agosto de 1913, promoveu a fundação da sociedade anónima de responsabilidade limitada de comércio marítimo, Companhia de Navegação, designada “Carregadores Açoreanos”, em 15 de Março de 1920, com vista a assegurar o transporte do ananás micaelense para os mercados do Norte da Europa, nomeadamente para os portos de Londres, Hamburgo, Antuérpia e Le Havre. Reza o artigo 3º do pacto social que «o seu objecto é o exercício do comércio marítimo por embarcações a vapor ou de outro sistema e, para esse fim poderá praticar todos os actos ou operações comerciais e financeiras que forem necessárias».
Com um capital social de 2 150 contos insulares, dividido em acções de 100$00 cada, contam-se como sócios fundadores, os subscritores constantes na figura.
Em 1923, o seu capital social foi aumentado para 5 000 000$00.
Cristiano Frazão Pacheco, director delegado da Sociedade Corretora Limitada, impulsionador da empresa, assumiu a primeira administração de Carregadores Açoreanos, narrando, com algumas mágoas, os primeiros tempos da empresa, no seu livro Os Tratos do Linho. Francisco Luís Tavares e, mais tarde, José Honorato Gago da Câmara de Medeiros, visconde do Botelho, sucederam nos destinos da empresa até à sua integração na Empresa Insulana de Navegação.
Após goradas as expectativas em torno da aquisição, em 1920 e em 1921, de dois barcos votados à pesca de alto mar, a empresa, nos finais de 1921, adquiriu o cargueiro Villa Franca, por £ 10 000 esterlinas, para serviço de passageiros e carga, nas rotas de Londres e de Hamburgo. No ano seguinte, adquiriu o Gonçalo Velho (por £ 6000 esterlinas) e, em 1923, o Santa Maria (ex-Koutoubia, por £ 6 000 esterlinas). O naufrágio do Santa Maria, nesse mesmo ano, bem como a venda do dispendioso Gonçalo Velho obrigou os Carregadores Açoreanos a reestruturarem a sua frota e a adquirirem os navios Lagoa (ex-Viana) e o Vila Franca (II) (ex-Espozende), em hasta pública, em Lisboa, por £ 37 380 esterlinas e, em 1925, o Fayal, por £ 4 255. No entanto, era imperioso constituir uma verdadeira frota que assegurasse a regularidade da carreira para Londres e para os portos do Norte da Europa e, por isso, em 1928, foram adquiridos, em Londres, os navios Angra e Gonçalo Velho (II) e, em 1929, o navio Pêro de Alenquer (ex-Coimbra).
Durante os anos trinta, assistiu-se à expansão da empresa, que adquiriu, em 1931, o vapor misto San Miguel, encomendado na Inglaterra, por £ 52 230 esterlinas, e o vapor Corte Real (ex-Peursen), por 950 000 florins e que inaugurou as viagens para os Estados Unidos da América. Com o início da Segunda Guerra, a costa leste americana tornou-se o destino privilegiado da companhia, após o progressivo encerramento dos portos da Europa do Norte. A empresa, em 1943, para responder ao aumento da procura de fretes para aquele destino, adquiriu o navio Sete Cidades (ex-Luise Bornhofen), por 12 500 000$00.
A dimensão dos lucros obtidos nesta rota explica a construção do imponente edifício do Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, como forma de aplicação social dos lucros, visto a legislação em vigor impedir a sua aplicação em sectores produtivos diferentes dos da navegação.
Aproveitando o despacho n.º 100 de 10 de Agosto de 1945, que visava a modernização da marinha mercante portuguesa, os Carregadores Açoreanos mandaram construir, na Holanda, em 1948, os navios Ribeira Grande e Monte Brasil; na Inglaterra, em 1949, o Horta e o Vila do Porto; na Suécia, em 1958, o Açores e, em Portugal, em 1960, o Ponta Garça, tendo adquirido, entretanto, em Espanha, em 1951, os navios Lagoa (II) e Sete Cidades (II).
O fim da guerra, o redimensionamento das rotas no Atlântico e o aumento da concorrência internacional afectaram, irremediavelmente, os Carregadores Açoreanos.
Para lutar contra as crescentes dificuldades económicas, em 1970, a empresa Carregadores Açoreanos associou-se à Empresa Insulana de Navegação com vista à racionalização das suas frotas, quer na rota entre os portos do continente e das ilhas, quer na rota do Atlântico Norte com os portos norte americanos. Em 1971, o activo da empresa foi incorporado na Empresa de Tráfego e Estiva, S A, assistindo-se, formalmente, à fusão de Carregadores Açoreanos com a Empresa Insulana de Navegação, a 9 de Dezembro de 1972, sob a nova designação de Empresa Insulana de Navegação, SARL.
O sonho de Cristiano Frazão Pacheco, impulsionador dos Carregadores Açorianos, e de uma elite económica micaelense chegava ao fim. Os Carregadores Açoreanos tinham vingado nos conturbados anos de Entre-Guerras e tinham prosperado durante a Segunda Guerra, mas a paz e a expansão económica durante “os gloriosos 30”, na Europa e na América do Norte, tinham deixado de justificar a sua existência.
O arquivo de Carregadores Açoreanos encontra-se depositado na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada. Fátima Sequeira Dias (2001)
Bibl. Moraes, A. A. (1998-99), Carregadores Açoreanos e a sua frota. Sep. de Atlântida. Angra do Heroísmo, XLIV: 13-67. Pacheco, C. F. (1970), Os Tratos do Linho. Ponta Delgada, Artes Gráficas.
Sócios fundadores da companhia de navegação Carregadores Açoreanos
subscritor
número de acções
Sociedade Corretora Limitada
7368 (34% do capital)
Banco Micaelense
3005 (14%)
Bensaúde & Companhia
2592 (12%)
Casa Bancária Raposo do Amaral Severim & Comandita
2000
Caixa de Crédito Micaelense Limitada
1081
João de Melo Abreu
1034
Companhia Comercial Açoreana limitada
870
Gil Gago da Câmara
732
Cogumbreiro & Companhia
407
José Augusto Correia e Silva
380
Santos & Botelho
339
José Tavares Carreiro
291
Francisco Carvalhal
300
António Alfredo Teixeira Sucessores
264
Luís Maria de Aguiar
143
Diniz Augusto Teixeira
129
George William Hayes
100
João Tavares Neto
100
José Bensaúde
50
Francisco Luís Tavares
30
Laurénio Tavares
30
Albano Pereira da Ponte
25
Cristiano Frazão Pacheco
25
Francisco Bettencourt de Medeiros e Câmara
25
Gustavo Adolfo de Medeiros
25
Manuel Tavares de Sousa
25
Martim Machado de Faria e Maia
25
Albano Azevedo Oliveira
25
José Bruno Tavares Carreiro
20
Luís Benevides
20
Luiz Soares de Souza Sucessores
20
Luís Bettencourt de Medeiros e Câmara
10
Pedro Correia Machado
10
IN- Enciclopédia Açoriana
Centro de Conhecimento dos Acores
http://pg.azores.gov.pt//drac//cca/enciclopedia/ver.aspx?id=1393
Os tempos trouxeram o desaparecimento desta conceituada empresa, da qual muito se podia aprender nestes dias em que se fala tanto da falta de transportes marítimos de, para e no arquipélago.
Batendo todas as adversidades das crises internacionais, muito teriam que ensinar, esses homens de São Miguel, que com o seu denodo souberam vingar e servir não só os Açores, como o país!
Carregadores Açoreanos
A Sociedade Corretora Limitada, constituída a 22 de Agosto de 1913, promoveu a fundação da sociedade anónima de responsabilidade limitada de comércio marítimo, Companhia de Navegação, designada “Carregadores Açoreanos”, em 15 de Março de 1920, com vista a assegurar o transporte do ananás micaelense para os mercados do Norte da Europa, nomeadamente para os portos de Londres, Hamburgo, Antuérpia e Le Havre. Reza o artigo 3º do pacto social que «o seu objecto é o exercício do comércio marítimo por embarcações a vapor ou de outro sistema e, para esse fim poderá praticar todos os actos ou operações comerciais e financeiras que forem necessárias».
Com um capital social de 2 150 contos insulares, dividido em acções de 100$00 cada, contam-se como sócios fundadores, os subscritores constantes na figura.
Em 1923, o seu capital social foi aumentado para 5 000 000$00.
Cristiano Frazão Pacheco, director delegado da Sociedade Corretora Limitada, impulsionador da empresa, assumiu a primeira administração de Carregadores Açoreanos, narrando, com algumas mágoas, os primeiros tempos da empresa, no seu livro Os Tratos do Linho. Francisco Luís Tavares e, mais tarde, José Honorato Gago da Câmara de Medeiros, visconde do Botelho, sucederam nos destinos da empresa até à sua integração na Empresa Insulana de Navegação.
Após goradas as expectativas em torno da aquisição, em 1920 e em 1921, de dois barcos votados à pesca de alto mar, a empresa, nos finais de 1921, adquiriu o cargueiro Villa Franca, por £ 10 000 esterlinas, para serviço de passageiros e carga, nas rotas de Londres e de Hamburgo. No ano seguinte, adquiriu o Gonçalo Velho (por £ 6000 esterlinas) e, em 1923, o Santa Maria (ex-Koutoubia, por £ 6 000 esterlinas). O naufrágio do Santa Maria, nesse mesmo ano, bem como a venda do dispendioso Gonçalo Velho obrigou os Carregadores Açoreanos a reestruturarem a sua frota e a adquirirem os navios Lagoa (ex-Viana) e o Vila Franca (II) (ex-Espozende), em hasta pública, em Lisboa, por £ 37 380 esterlinas e, em 1925, o Fayal, por £ 4 255. No entanto, era imperioso constituir uma verdadeira frota que assegurasse a regularidade da carreira para Londres e para os portos do Norte da Europa e, por isso, em 1928, foram adquiridos, em Londres, os navios Angra e Gonçalo Velho (II) e, em 1929, o navio Pêro de Alenquer (ex-Coimbra).
Durante os anos trinta, assistiu-se à expansão da empresa, que adquiriu, em 1931, o vapor misto San Miguel, encomendado na Inglaterra, por £ 52 230 esterlinas, e o vapor Corte Real (ex-Peursen), por 950 000 florins e que inaugurou as viagens para os Estados Unidos da América. Com o início da Segunda Guerra, a costa leste americana tornou-se o destino privilegiado da companhia, após o progressivo encerramento dos portos da Europa do Norte. A empresa, em 1943, para responder ao aumento da procura de fretes para aquele destino, adquiriu o navio Sete Cidades (ex-Luise Bornhofen), por 12 500 000$00.
A dimensão dos lucros obtidos nesta rota explica a construção do imponente edifício do Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, como forma de aplicação social dos lucros, visto a legislação em vigor impedir a sua aplicação em sectores produtivos diferentes dos da navegação.
Aproveitando o despacho n.º 100 de 10 de Agosto de 1945, que visava a modernização da marinha mercante portuguesa, os Carregadores Açoreanos mandaram construir, na Holanda, em 1948, os navios Ribeira Grande e Monte Brasil; na Inglaterra, em 1949, o Horta e o Vila do Porto; na Suécia, em 1958, o Açores e, em Portugal, em 1960, o Ponta Garça, tendo adquirido, entretanto, em Espanha, em 1951, os navios Lagoa (II) e Sete Cidades (II).
O fim da guerra, o redimensionamento das rotas no Atlântico e o aumento da concorrência internacional afectaram, irremediavelmente, os Carregadores Açoreanos.
Para lutar contra as crescentes dificuldades económicas, em 1970, a empresa Carregadores Açoreanos associou-se à Empresa Insulana de Navegação com vista à racionalização das suas frotas, quer na rota entre os portos do continente e das ilhas, quer na rota do Atlântico Norte com os portos norte americanos. Em 1971, o activo da empresa foi incorporado na Empresa de Tráfego e Estiva, S A, assistindo-se, formalmente, à fusão de Carregadores Açoreanos com a Empresa Insulana de Navegação, a 9 de Dezembro de 1972, sob a nova designação de Empresa Insulana de Navegação, SARL.
O sonho de Cristiano Frazão Pacheco, impulsionador dos Carregadores Açorianos, e de uma elite económica micaelense chegava ao fim. Os Carregadores Açoreanos tinham vingado nos conturbados anos de Entre-Guerras e tinham prosperado durante a Segunda Guerra, mas a paz e a expansão económica durante “os gloriosos 30”, na Europa e na América do Norte, tinham deixado de justificar a sua existência.
O arquivo de Carregadores Açoreanos encontra-se depositado na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada. Fátima Sequeira Dias (2001)
Bibl. Moraes, A. A. (1998-99), Carregadores Açoreanos e a sua frota. Sep. de Atlântida. Angra do Heroísmo, XLIV: 13-67. Pacheco, C. F. (1970), Os Tratos do Linho. Ponta Delgada, Artes Gráficas.
Sócios fundadores da companhia de navegação Carregadores Açoreanos
subscritor
número de acções
Sociedade Corretora Limitada
7368 (34% do capital)
Banco Micaelense
3005 (14%)
Bensaúde & Companhia
2592 (12%)
Casa Bancária Raposo do Amaral Severim & Comandita
2000
Caixa de Crédito Micaelense Limitada
1081
João de Melo Abreu
1034
Companhia Comercial Açoreana limitada
870
Gil Gago da Câmara
732
Cogumbreiro & Companhia
407
José Augusto Correia e Silva
380
Santos & Botelho
339
José Tavares Carreiro
291
Francisco Carvalhal
300
António Alfredo Teixeira Sucessores
264
Luís Maria de Aguiar
143
Diniz Augusto Teixeira
129
George William Hayes
100
João Tavares Neto
100
José Bensaúde
50
Francisco Luís Tavares
30
Laurénio Tavares
30
Albano Pereira da Ponte
25
Cristiano Frazão Pacheco
25
Francisco Bettencourt de Medeiros e Câmara
25
Gustavo Adolfo de Medeiros
25
Manuel Tavares de Sousa
25
Martim Machado de Faria e Maia
25
Albano Azevedo Oliveira
25
José Bruno Tavares Carreiro
20
Luís Benevides
20
Luiz Soares de Souza Sucessores
20
Luís Bettencourt de Medeiros e Câmara
10
Pedro Correia Machado
10
IN- Enciclopédia Açoriana
Centro de Conhecimento dos Acores
http://pg.azores.gov.pt//drac//cca/enciclopedia/ver.aspx?id=1393
Tuesday, January 24, 2012
A minha terra by Eduardo Wallenstein
The weather in the Azores, has been exceptional. Just look at this sunset taken at Relva, S. Miguel, Azores by Eduardo Wallenstein.
Wednesday, January 18, 2012
Lages Field, Terceira, the beginning - 1º filme nos a Açores 23-11-1943 (Ilha Terceira)
Versão em português
Excerto de um documentário da RTP Açores sobre a presença da RAF na Ilha Terceira e a construção da Base das Lajes.
Chegada dos militares ingleses em Outubro de 1943, data a partir da qual começou a construção da Base das Lajes, utilizada também pelos norte-americanos a partir de 1944.
Saturday, January 14, 2012
Ameijoas da Caldeira de Santo Cristo - Clams Caldeira do Santo Cristo Style
As inigualáveis amêijoas da Caldeira do Santo Cristo, apanhadas e comidas à beira da lagoa.
Reportagens: retrato turístico da Caldeira do Santo Cristo.
Cozinheira: Elisabete Borges
Convidado: Décio Pereira, Presidente da Direcção da Associação Amigos da Caldeira
The Caldeira do Santo Cristo in the island of São Jorge in the Azores creates an environment for the growing of clams in a controlled manner that offer a unique flavor to the palate.
This program is part of a series, produced at Portuguese television in the Azores RTP/A, entitled Sabores das Ilhas - Tastes of the Islands.
Although the program is in Portuguese, following is the recipe for the preparation of Clams Caldeira do Santo Cristo Style.
Recipe:4 persons
3.3 lbs. Clams
1 Medium onion - finely chopped
2 Cloves of garlic - finely chopped
4 TSP Extra Virgin Olive Oil
2.5 TSP Vegetable oil
1 Bay leaf
7 Sprigs of Parsley
1 tsp of ground cumin
1 TSP Sweet Paprika
1 TSP Wine Vinegar
Fresh ground Black Pepper to taste
Sauté onion, and garlic in olive oil and vegetable until golden. Add spices, and vinegar, mix well and add clams and cover. Cook at medium heat for 5 minutes. Remove pot from the stove and agitate. Add parsley sprigs.
Check to see that clams are open and agitate once again. Continue cooking until all clams are open and cooked.
Serve immediately with a artisan bread and a chilled Rosé wine.
Free translations: JMLA
Reportagens: retrato turístico da Caldeira do Santo Cristo.
Cozinheira: Elisabete Borges
Convidado: Décio Pereira, Presidente da Direcção da Associação Amigos da Caldeira
The Caldeira do Santo Cristo in the island of São Jorge in the Azores creates an environment for the growing of clams in a controlled manner that offer a unique flavor to the palate.
This program is part of a series, produced at Portuguese television in the Azores RTP/A, entitled Sabores das Ilhas - Tastes of the Islands.
Although the program is in Portuguese, following is the recipe for the preparation of Clams Caldeira do Santo Cristo Style.
Recipe:4 persons
3.3 lbs. Clams
1 Medium onion - finely chopped
2 Cloves of garlic - finely chopped
4 TSP Extra Virgin Olive Oil
2.5 TSP Vegetable oil
1 Bay leaf
7 Sprigs of Parsley
1 tsp of ground cumin
1 TSP Sweet Paprika
1 TSP Wine Vinegar
Fresh ground Black Pepper to taste
Sauté onion, and garlic in olive oil and vegetable until golden. Add spices, and vinegar, mix well and add clams and cover. Cook at medium heat for 5 minutes. Remove pot from the stove and agitate. Add parsley sprigs.
Check to see that clams are open and agitate once again. Continue cooking until all clams are open and cooked.
Serve immediately with a artisan bread and a chilled Rosé wine.
Free translations: JMLA
STILL UNDECIDED... 10 reasons to visit Portugal
"10 reasons to visit Portugal" is the 2nd video produced by the admins of Facebook page "1 million fans of Portugal". If you are curious about Portugal or love Portugal, we invite you to click the link below and become a fan. It's one of the fastest growing community page on Facebook gaining more than 10,000 fans every month. You will love it here. http://www.facebook.com/1millionfansofportugal
Friday, January 13, 2012
Point Loma 85th
As seen on by Wonderland San Diego presented by Noah Taffola's Gravy Productions http://www.wonderlandsd.com
Point Loma High School, where most of the sons and daughters from the Portuguese Community went to school and excelled in academics, arts and sports.
Enjoy!
A escola secundária Point Loma High School, onde muitos dos filhos da comunidade portuguesa foram alunos e onde demonstraram a sua excelêcia em letras, artes e desporto.
Point Loma High School, where most of the sons and daughters from the Portuguese Community went to school and excelled in academics, arts and sports.
Enjoy!
A escola secundária Point Loma High School, onde muitos dos filhos da comunidade portuguesa foram alunos e onde demonstraram a sua excelêcia em letras, artes e desporto.
The battle for Lisbon’s best pastry
On the streets winding up, down and around the seven hills that comprise Lisbon, and in town plazas throughout the country, the pastelaria or confeitaria (pastry shop) is a mainstay of the Portuguese neighbourhood.
Pastelarias in Portugal stay busy throughout the day as customers pop in to purchase boxes of pastries, or pause for a bit to savour baked morsels and coffee. Rows of flaky, palm-sized pastries fill window displays in stacked pans. The golden-brown confections complement the colour scheme of typical Portuguese architecture: from the burnt orange roofs to the clean white buildings to decorative hues that resemble the colour of butter.
Rather than using elaborate toppings or mouldings, the Portuguese keep their baked goods simple. Each type of pastry varies only slightly from the next, and they often come topped or filled with a sweet, gooey custard. The fundamental ingredient is the egg yolk, which is used in as many ways as possible.
The archetypal Portuguese pastry is the pastel de nata, a custard tart with hints of lemon, cinnamon and vanilla, often sprinkled with powdered sugar and easily consumed in a few bites. It resembles a tiny pie, and the baked, creamy egg custard is cupped in the centre. Throughout the country, the pastel de nata is so adored that discussions about which shop makes the best often become enlivened debates.
Many believe that this sacred Portuguese pastry is found in its most heavenly form at the Antiga Confeitaria de Belem (commonly known as the Pastéis de Belém), located west of downtown Lisbon. It is believed that the first-ever version of this dessert was baked in the same spot more than 200 years ago by nuns at theMosteiro dos Jerónimos, which adjoins the pastry shop. Nuns are credited with creating many of the country’s pastries, and some say the egg yolk became a central ingredient in Portuguese baking because the nuns used so many egg whites to starch their attire.
Pastéis de Belém has been in operation since 1837, and the same, closely guarded recipe has been followed since that very first year. A few “master confectioners” are the only ones who know the art, and they concoct batches of the confection within the confines of a “secret” room in the shop. It is the most-frequented pastry shop in the whole of Portugal, but it is not just tourists who bring the volume of traffic. Locals also know it as the best spot for their most beloved pastries.
Those on a tight schedule order their pastries to take away from the dapper, bow-tied staff behind the counter. Others eat at a table in one of the cafe’s multiple seating areas, adorned with painted blue and white tiles, just steps from the Belem Tower -- a monument from which numerous Portuguese expeditions have set sail.
Lisbon’s kingly Pastelaria Versailles (Avenida da Republica 15 A, 351-21-354-63-40) is a young cafe in comparison, dating back to 1932, but many claim Versailles’ pastel de nata rivals the recipe found at Pastéis de Belém. The sign outside, written in a fanciful script, foretells the baroque-style interior, marked with rich woods, ornate mirrors and staffed with smartly dressed waiters. The cafe is a National Heritage site and is one of the most famous cafes in the country, though its location slightly north of the city discourages tourists from making it for a breakfast or teatime pastry. Other favourites on offer include croissants stuffed with custard or pudim flã (a Portuguese flan).
Pre-dating the Pastéis de Belém, Confeitaria Nacional opened in the capital city in 1829 and once served as the Portuguese monarchy’s official bakery, supplying the family with their daily choice of sweets. The traditional Bolo Rei fruitcake is a house specialty and a must for Portuguese Christmas tables. Though theBolo Rei is originally a French recipe, the Confeitaria was the first to introduce it to Portugal and the bakery has adopted the dessert as their own. The bakery also sets out favourites such asqueijadas de Sintra, a pastry that originated in Sintra, a town 30 minutes northwest of Lisbon, and features a sweet, light cheese in addition to many of the same ingredients as the pastel de nata. Like many pastry shops in Portugal, it is family-owned.
13 January 2012|By Karina Martinez-Carter
Thursday, January 12, 2012
TUNA! CELEBRATING SAN DIEGO'S FAMOUS FISHING INDUSTRY
Mark your calendar -
April 21, 2012 to December 31, 2012
TUNA! Celebrating San Diego's Famous Fishing Industry showcases the tuna industry in San Diego over the course of 100 years, focusing on the era when San Diego was the world’s tuna fishing capital, from the 1920s until the 1960s. During this time, Italian, Portuguese and Japanese families formed enclaves that thrived along San Diego Bay—each involved in the tuna fishing industry working either on the boats, in the canneries or building the ships and sewing the nets used by the fishermen.
This major family-oriented exhibit lets visitors view the world through the eyes of these families and will include hands-on pole-fishing demonstration stations, packing and canning activities and taking a trip down memory lane with favorite icons of the era like Charlie the Tuna™ and others. Hear their stories and experience what it was like to work in this industry that, for a time, made San Diego the center of the tuna fishing universe.
San Diego History Center, 1649 El Prado, Suite 3, San Diego, California 92101 - Phone: (619) 232-620
April 21, 2012 to December 31, 2012
TUNA! Celebrating San Diego's Famous Fishing Industry showcases the tuna industry in San Diego over the course of 100 years, focusing on the era when San Diego was the world’s tuna fishing capital, from the 1920s until the 1960s. During this time, Italian, Portuguese and Japanese families formed enclaves that thrived along San Diego Bay—each involved in the tuna fishing industry working either on the boats, in the canneries or building the ships and sewing the nets used by the fishermen.
This major family-oriented exhibit lets visitors view the world through the eyes of these families and will include hands-on pole-fishing demonstration stations, packing and canning activities and taking a trip down memory lane with favorite icons of the era like Charlie the Tuna™ and others. Hear their stories and experience what it was like to work in this industry that, for a time, made San Diego the center of the tuna fishing universe.
San Diego History Center, 1649 El Prado, Suite 3, San Diego, California 92101 - Phone: (619) 232-620
Tuna Crews That Fished to Fame Cited : Glory Days Recalled, Demise Is Lamented at Statue's Unveiling
October 27, 1986|LEONARD BERNSTEIN | Times Staff Writer
The men who worked and died to make San Diego the once-thriving hub of tuna fishing were remembered Sunday, as the Tunaman's Memorial Statue was unveiled in a ceremony tinged with regret over the decline of the Southern California tuna industry.
From the 1940s, when San Diego was home port to nearly 300 tuna vessels and site of six canneries, the city's share of the industry has shrunk to perhaps 60 vessels because of foreign competition founded on cheap labor. The last San Diego cannery closed in 1984.
Now, with the exception of a single cannery in San Pedro, American tuna canning is based in Puerto Rico and American Samoa. San Diego is a stopping point on the way to San Pedro, a place where tuna seiners come in for repairs, said August Felando, president of the American Tuna Boat Assn.
But the Portuguese Historical Center, and particularly the late tuna boat captain Anthony Mascarenhas, were determined that the city's 85-year-old connection with the tuna industry would not be forgotten.
The monument "was born out of the idea that the tuna men should be remembered for their contribution to San Diego and the world," said Jose Alves, president of the center. Erected south of the fishing pier on Shelter Island, the 16-foot-tall bronze sculpture depicts Portuguese, Italian and Japanese tuna men reeling in a "three-man fish"--a tuna big enough to require the work of all three, said sculptor Franco Vianello.
Mascarenhas led the five-year drive to raise $100,000 to build the monument and the fight to find it a site. He died last year, shortly before the sculpture was completed, Alves said.
According to Felando, San Diego tuna men in the early part of the century expanded tuna fishing into the South Pacific and later the Atlantic. During World War II, 49 vessels became part of the U.S. Navy, "participating in every major naval campaign in the Pacific," with the loss of 21 boats, he said.
After the war, when the development of "purse seine" or net fishing replaced the old rod-and-reel technique, the development here of huge, sleek "seiners" revolutionized the field and was copied around the world, Felando said.
But cheap foreign labor and U.S. tariff policies soon hurt American tuna fishing, and the exodus from Southern California began, despite the fact that today world tuna consumption is as strong as ever, Felando said.
Sunday, Mascarenhas' wife, Rita, laid a wreath on the monument and his sons, Leonard and Michael, threw one into the bay to commemorate dead tuna men.
"This memorial will mean many things to many people," Felando said. "Some will recall the men who were lost, the boats (that were) lost." Others will remember the tuna men's "strength, vitality and willingness to take a risk," he said.
I ran across this article while doing research. I thought it was interesting to revisit what was said in 1986 when the Tunaman's Memorial was dedicated. JMLA
Porto Formoso: O (outro) chá açoriano
Todos os cartazes de promoção turística dos Açores mostram o típico verde da paisagem insular, mas na costa norte da ilha de São Miguel, a cor não é sinónimo de pasto, mas ganha a riqueza das plantas de chá que se estendem desde o mar. É aqui que encontramos as únicas plantações de chá para fins industriais da Europa. Mas se este facto é cada vez mais conhecido, não deixa de ser curioso que as marcas de chá açoriano continuem a ser praticamente desconhecidas fora do arquipélago. Sobretudo a Porto Formoso.
Em 1920, Amâncio Machado Faria e Maia retirou à Gorreana o título de única marca de chá “europeu” ao começar a sua própria plantação de Camellia Sinensis na costa norte da ilha de São Miguel, nos Açores. A fábrica de Porto Formoso funcionou até aos anos de 1980, altura em que sucumbiu às dificuldades económicas e acabou por fechar portas, tendo reaberto em 1998.
Ainda que a sua própria história seja pontuada por altos e baixos, a marca esforça-se por manter viva a tradição secular do chá açoriano. Todas as Primaveras, no primeiro sábado de Maio, a Porto Formoso recria a apanha do chá com trajes de época, num ritual que é um festim para os turistas que visitam em força as instalações e provam o chá que lá é produzido a par de alguns biscoitos e bolos locais num salão tipicamente micaelense.
A Porto Formoso produz apenas chá preto nas variantes Orange Pekoe, Pekoe e Broken Leaf, conforme se trate do botão terminal e primeira folha, da segunda folha ou da terceira folha e partículas das restantes, respectivamente. A partir da primeira folha vai-se perdendo aroma e riqueza, fazendo da variante Orange Pekoe (na imagem) a mais apreciada pelos amantes de chá.
A embalagem de papel contém as folhas soltas e ainda por render às saquetas de chá que, sendo práticas e adequadas à vida moderna, prejudicam o resultado final. Argumentam os puristas que o sabor sai melhorado com as folhas grandes e soltas enquanto o conteúdo das saquetas - composto por folhas mais pequenas, algumas das quais partidas - é de qualidade inferior.
IN-life&stylegastronomia
Tuesday, January 10, 2012
Elena (Helen) Labruzzi
LABRUZZI, ELENA (HELEN) May 20, 1920 to January 6, 2012 Is in heaven with her devoted husband Larry, brothers, sister, and will be dearly missed by her loving family. She is survived by son David, daughter Loretta, five grandchildren, and two great grandchildren. Helen held nearly every position from treasurer to president in several local Portuguese and American Organizations and devoted 60 years to the Portuguese American Dancers of San Diego. Her entire life she dedicated a great deal of time to the community of Point Loma; truly a labor of love.
Helen Labruzzi was a pillar of the Portuguese Community in San Diego. Over the years, I enjoyed her stories of a community that is no more!
I used them in my writings, on all the three the books related to the Portuguese Community, that I collaborated in!
Strong willed yet very affectionate, one could always count on Hellen's help and support for any community oriented activity.
Helen was one of a kind and will always be remembered as being so!
Helen Labruzzi, being recognized at the "Night Of Recognition" for her contributions to the Portuguese Community by the then President of the Portuguese Historical Center, José M. L. Alves.
MENSAGEM DO CONSUL DE PORTUGAL EM LOS ANGELES
Acabo de ter conhecimento da triste notícia sobre o falecimento da Senhora Helen Labruzzi, que vivia, respirava e suava a sua Comunidade!
Helen Labruzzi foi bem outra "padeira-de-Aljubarrota" da Comunidade Portuguesa e Luso-Americana de San Diego.
Que descanse em paz.
Sentidas condolências a sua Família.
Edmundo Macedo
Helen Labruzzi was a pillar of the Portuguese Community in San Diego. Over the years, I enjoyed her stories of a community that is no more!
I used them in my writings, on all the three the books related to the Portuguese Community, that I collaborated in!
Strong willed yet very affectionate, one could always count on Hellen's help and support for any community oriented activity.
Helen was one of a kind and will always be remembered as being so!
Helen Labruzzi, being recognized at the "Night Of Recognition" for her contributions to the Portuguese Community by the then President of the Portuguese Historical Center, José M. L. Alves.
MENSAGEM DO CONSUL DE PORTUGAL EM LOS ANGELES
Acabo de ter conhecimento da triste notícia sobre o falecimento da Senhora Helen Labruzzi, que vivia, respirava e suava a sua Comunidade!
Helen Labruzzi foi bem outra "padeira-de-Aljubarrota" da Comunidade Portuguesa e Luso-Americana de San Diego.
Que descanse em paz.
Sentidas condolências a sua Família.
Edmundo Macedo
Priolo - Azores Bulfinch
Priolo from Madalena Boto on Vimeo.
Projecto final de curso em Produção de Documentários de Vida Selvagem na Universidade de Salford (2009), realizado com o apoio da equipa do Projecto LIFE Priolo da SPEASão Miguel (Açores): situada no coração do Atlântico, esta ilha é conhecida pela extraordinária diversidade de espécies que habita as suas águas. Mas este paraíso subtropical guarda outros tesouros em terra. Nas encostas montanhosas a Leste, encontramos a última mancha de floresta Laurissilva da ilha: o reino de um animal tímido e ameaçado – o Priolo.
A ave canora mais rara da Europa.
São Miguel (The Azores): a remote island rich in biodiversity and flourishing with natural wonders. But travelling beyond its seas, outside of its towns, towards the dramatic Eastern slopes, transports you to the realm of a shy and endangered creature - the Priolo.
The rarest songbird in Europe.
Saturday, January 7, 2012
My homeland is my language?
If you’re familiar with one of the great figures of 20th century literature, my fellow countryman Fernando Pessoa, you must have recognised the title of this post as a tribute to him.
Pessoa didn’t question that his homeland was his language, though: he stated it. In his autobiography of sorts, Livro do Desassossego (‘Book of Disquiet’), he wrote that “Minha pátria é a língua portuguesa” (‘My homeland is the Portuguese language’). Far from me to engage in the speculation surrounding what Pessoa meant by this, but I like the idea that your language, any of your languages at any given time and place, feels like home.
Languages are not just sets of conventions to express meanings, they also reflect those meanings which their users find relevant to express. This is why we talk about kräftskivor in Swedish and about fado in Portuguese, but not the other way around. (I had to say this: in case you haven’t been told, my beloved, multi-rooted, multi-cultural, and very Portuguese fado gained recognition among UNESCO’s Intangible Cultural Heritage just recently.)
Nevertheless, it doesn’t follow that a Portuguese-Swedish multilingual, say, will relate to both kräftskivor and fado – or to whichever local practices these languages reflect. In order to feel at home in a culture, you need nurturing in that culture, a point made by Una Cunningham in her book Growing Up with Two Languages. Both the languages and the ways of living those languages need input, so that they can be made ours. You can find out more about this at Una’s website, where you can also listen to parents’ and children’s reports about their cross-linguistic and cross-cultural experiences.
Nurturing is something that people do, according to the practices of the groups to which they belong at specific times and in specific places. The places, however, instead of the people, somehow came to be seen as the owners of cultural practices – and so as the owners of people, too –, in the sense that you “belong” somewhere. “Somewhere”, in turn, came to mean not only ‘a single place’, usually the one where your mother happened to give birth to you, but a homogeneous place – in the sense that if you belong to Portugal, say, then you relate to fado. But there’s fado and fado, actually, both of which are Portuguese because the two places where they come from, Lisbon and Coimbra, respectively, happen to be located in the piece of land we call Portugal.
The problem with defining who you are by means of a place is that places are, well, stuck in place, whereas you and your languages aren’t. The association of (one) land with (one) identity didn’t hold water for Fernando Pessoa either. Like many literary figures past and present, he used several languages, and published in them too. But it was his “homeland” which spoke in multiple ways through the different voices of his heteronyms, all of them Portuguese. Granted, these were literary personae, but there’s no difference between what they represent and what all of us do in everyday uses of a single language: there is more than one way of being at home in any single language.
Small wonder, then, that so many of us find our home in different languages too. I never understood the funny claim that belonging to more than one place means that you don’t in fact belong anywhere: having several homes doesn’t mean you’re homeless. And it doesn’t mean either that you must belong to one place more than to another, in a replay of the myth that you must also have one language that tops them all. So what happens when someone can’t accept, or won’t accept, that people don’t need to belong, or don’t want to belong, to a single place – and perhaps don’t care about issues of belonging? The next post gives one example.
© MCF 2012
Madalena Cruz-Ferreira Phd is an Education Consultant currently working in Singapore.
Posts welcome in English, French, Portuguese, Swedish – and related languages.
One of my latest books, Multilinguals are...?, deals with myths, paradoxes and misconceptions about multilingualism. See endorsements at Battlebridge Publications and reviews at My Pages.
I found this article very interesting as a layman, and could totally relate to, being a polyglot myself. Over the years I have been questioned as to where is my home and although, by birth I am Portuguese, I feel equally at ease and adapt to the various cultures that represent the languages I speak and have experienced.
I hope that all multilingual speakers can identify with the material in this post, or at least will understand better some of the feelings they may have experienced about where they belong.
To follow Dr. Cruz-Ferreira's material, use the link http://beingmultilingual.blogspot.com/
Friday, January 6, 2012
Ó Minha Ditosa Amada
O livro de poesia de Maria das Dores Beirão "Beijo de Abelha" pode ser adquirido em http://www.portuguesebooks.org
Povoamento dos Açores - Desfazendo Mitos
Quase humor e povoamento
Apesar de ser lastimável que se saiba tão pouco e se tenha inventado tanto acerca do povoamento dos Açores, há hipóteses de tal maneira estranhas que chegam a dar vontade de sorrir. Tanto em pequenos ensaios sem pretensões académicas como em sisudos livros de capa e lombada, pode encontrar-se surpresas divertidas. Outras há que não têm graça nenhuma. Procurando nos arquivos da memória, recordo algumas delas.
Houve uma vez em que dei com uma informação intrigante. Dizia-se que Santa Maria fora povoada por degredados e velhos. Levei algum tempo a entender que velhos eram aqueles. Tratava-se, sem dúvida, de confusão com o apelido Velho, dos vários familiares de Gonçalo Velho Cabral que o capitão chamou para iniciar o povoamento da ilha.
Quanto aos degredados, não foram eles tão frequentes quanto alguns pensam, nem se tratou nunca de perigosos facínoras. E parece ter havido uma certa resistência em receber ladrões, traidores e pessoas de religião não católica. Pelo que se conclui que a generalidade dos exilados não passaria de autores de faltas menores. Era preciso povoar as ilhas, pelo que qualquer pretexto servia para obrigar a vir gente para cá, sobretudo mulheres, já que os homens menos dificilmente se aventuravam ao desconhecido. Por isso aconteceu o triste caso de Catarina Fernandes. A rapariga não fez mais do que ter testemunhado a respeito de um assassínio a que assistira. Mas o infante D. Pedro, regente do Reino, mandou-a para o exílio aqui. Tinha apenas dez anos! Ela cumpriu outros dez de degredo, “nas ilhas de São Miguel”, até que foi perdoada (não se percebe de quê…) por D. Afonso V.
Aparece também com frequência a alusão a escravos e negros entre os povoadores. Com algum exagero. Para São Miguel terão vindo doze casais de mouriscos, sob o mando de Jorge Velho, mas para provarem que e ilha era habitável. Também o Corvo foi primeiramente habitado por escravos, que o seu senhor, e dono da ilha, a ela enviava para a cultivarem. Outra referência habitual é a da vinda de judeus. Sobre este tema escreveu Eduardo Mayone Dias, no jornal Portuguese Times de New Bedford: “É bem provável que se houvessem fixado judeus nos Açores desde os primeiros tempos do povoamento. /…/ No entanto, como afirma o Professor Francisco dos Reis Maduro Dias, não existe qualquer documentação sobre esta presença.”
A própria geografia dos Açores pode reservar-nos surpresas desconcertantes. Como aquela que considera Santa Maria dividida em duas partes. Uma, montanhosa; a outra, plana, que é… o Barreiro da Faneca. (A grande publicidade dada a esta magnífica paisagem talvez explique a confusão, bem como o facto de haver quem pense que dali saía o famoso barro de Santa Maria. Os púcaros da água sempre fresca ou os alguidares dos apetitosos chouriços eram feitos com argila da Flor da Rosa. A da Faneca não serve para olaria.)
Ou então uma trapalhada que junta vários sítios num só, ao afirmar que no lugar da Praia, a que foi dado o nome de Lobo (sic), e que depois se chamou Vila do Porto, se construiu a primeira ermida de Santa Maria.
Quanto à formação geológica das ilhas, há a preciosidade de um autor que, depois de dizer que a rocha foi formada por vulcões, revela o inimaginável – que a terra foi trazida pelo ar e pelo mar…
A História feita por dedução nem sempre resulta… O erro mais generalizado, em que até historiadores credenciados têm incorrido, é o das famosas chaminés de Santa Maria, que alguém supôs terem resultado da influência de povoadores algarvios, que os não houve naquela ilha. Além disso, sendo as chaminés uma invenção do século XII, tardaram em fazer parte das casas dos pobres. Conforme escreveu André Brue (um alucinado que foi embaixador no Senegal, e que, apesar de ter estado uns meses na Terceira no início do século XVIII, teimava que os Açores pertenciam à África) a maioria das casas do Faial não tinha chaminé. As aparências (que neste caso entre Santa Maria e o Algarve nem sequer existem!) iludem. Mas facilmente se encontram outros exemplos que, embora não alterando tanto a verdade histórica, a distorcem consideravelmente. Foi o que aconteceu com o sotaque micaelense, que até os mais empenhados filólogos atribuíram a reminiscências de povoadores alentejanos da região de Nisa. Afinal, o que aconteceu foi uma viagem ao contrário. Em 1796 Pina Manique fez deslocar para o Alto Alentejo umas centenas de famílias de São Miguel, a fim de ocuparem herdades abandonadas. E o seu modo de falar terá permanecido naquela zona.
Há um historiador que dá os topónimos Flor da Rosa e ponta do Marvão, em Santa Maria, também como provável herança alentejana. O primeiro talvez o seja, tanto mais que veio gente de Estremoz, que não fica longe daquela freguesia do concelho do Crato. Mas, segundo Gaspar Frutuoso, o nome da ponta do Marvão resulta de ter sido seu proprietário Francisco Marvão. Deste não regista Frutuoso a naturalidade, mas de João Marvão diz ser do Sabugal, pelo que o mais razoável é pensar que Francisco também o fosse. O mesmo historiador leu mal Frutuoso ao atribuir a origem do nome da Algarvia e o do Pico da Algarvia a duas mulheres e não a uma somente. Gaspar Frutuoso, ao falar do pico, diz que ele deve o nome a uma mulher do Algarve que ali viveu com o marido, e de quem herdou as propriedades quando enviuvou. E, para que não restem dúvidas de que se tratava da mesma pessoa, acrescenta “como tenho dito”.
Ainda um outro equívoco, muito frequente sobretudo por parte de micaelenses mais bairristas, é o que respeita à criação da diocese. Ao contrário do que há quem pense, o Papa não se enganou. A haver engano, seria de D. João III ou do escrivão que fez a carta. E houve, porque nela falta a ilha de Santa Maria e se confunde São Miguel com a Terceira. No entanto, são sempre referidas Angra e a igreja do Salvador. Não podem subsistir dúvidas quanto à vontade de El-Rei. A vila de Angra era naquele tempo a mais notável dos Açores, com importância mundial na rota entre três mundos. O facto de D. João III a ter elevado à categoria de cidade, condição necessária para ser sede de uma diocese, e não Ponta Delgada, é prova segura da sua intenção.
Daniel de Sá
Apesar de ser lastimável que se saiba tão pouco e se tenha inventado tanto acerca do povoamento dos Açores, há hipóteses de tal maneira estranhas que chegam a dar vontade de sorrir. Tanto em pequenos ensaios sem pretensões académicas como em sisudos livros de capa e lombada, pode encontrar-se surpresas divertidas. Outras há que não têm graça nenhuma. Procurando nos arquivos da memória, recordo algumas delas.
Houve uma vez em que dei com uma informação intrigante. Dizia-se que Santa Maria fora povoada por degredados e velhos. Levei algum tempo a entender que velhos eram aqueles. Tratava-se, sem dúvida, de confusão com o apelido Velho, dos vários familiares de Gonçalo Velho Cabral que o capitão chamou para iniciar o povoamento da ilha.
Quanto aos degredados, não foram eles tão frequentes quanto alguns pensam, nem se tratou nunca de perigosos facínoras. E parece ter havido uma certa resistência em receber ladrões, traidores e pessoas de religião não católica. Pelo que se conclui que a generalidade dos exilados não passaria de autores de faltas menores. Era preciso povoar as ilhas, pelo que qualquer pretexto servia para obrigar a vir gente para cá, sobretudo mulheres, já que os homens menos dificilmente se aventuravam ao desconhecido. Por isso aconteceu o triste caso de Catarina Fernandes. A rapariga não fez mais do que ter testemunhado a respeito de um assassínio a que assistira. Mas o infante D. Pedro, regente do Reino, mandou-a para o exílio aqui. Tinha apenas dez anos! Ela cumpriu outros dez de degredo, “nas ilhas de São Miguel”, até que foi perdoada (não se percebe de quê…) por D. Afonso V.
Aparece também com frequência a alusão a escravos e negros entre os povoadores. Com algum exagero. Para São Miguel terão vindo doze casais de mouriscos, sob o mando de Jorge Velho, mas para provarem que e ilha era habitável. Também o Corvo foi primeiramente habitado por escravos, que o seu senhor, e dono da ilha, a ela enviava para a cultivarem. Outra referência habitual é a da vinda de judeus. Sobre este tema escreveu Eduardo Mayone Dias, no jornal Portuguese Times de New Bedford: “É bem provável que se houvessem fixado judeus nos Açores desde os primeiros tempos do povoamento. /…/ No entanto, como afirma o Professor Francisco dos Reis Maduro Dias, não existe qualquer documentação sobre esta presença.”
A própria geografia dos Açores pode reservar-nos surpresas desconcertantes. Como aquela que considera Santa Maria dividida em duas partes. Uma, montanhosa; a outra, plana, que é… o Barreiro da Faneca. (A grande publicidade dada a esta magnífica paisagem talvez explique a confusão, bem como o facto de haver quem pense que dali saía o famoso barro de Santa Maria. Os púcaros da água sempre fresca ou os alguidares dos apetitosos chouriços eram feitos com argila da Flor da Rosa. A da Faneca não serve para olaria.)
Ou então uma trapalhada que junta vários sítios num só, ao afirmar que no lugar da Praia, a que foi dado o nome de Lobo (sic), e que depois se chamou Vila do Porto, se construiu a primeira ermida de Santa Maria.
Quanto à formação geológica das ilhas, há a preciosidade de um autor que, depois de dizer que a rocha foi formada por vulcões, revela o inimaginável – que a terra foi trazida pelo ar e pelo mar…
A História feita por dedução nem sempre resulta… O erro mais generalizado, em que até historiadores credenciados têm incorrido, é o das famosas chaminés de Santa Maria, que alguém supôs terem resultado da influência de povoadores algarvios, que os não houve naquela ilha. Além disso, sendo as chaminés uma invenção do século XII, tardaram em fazer parte das casas dos pobres. Conforme escreveu André Brue (um alucinado que foi embaixador no Senegal, e que, apesar de ter estado uns meses na Terceira no início do século XVIII, teimava que os Açores pertenciam à África) a maioria das casas do Faial não tinha chaminé. As aparências (que neste caso entre Santa Maria e o Algarve nem sequer existem!) iludem. Mas facilmente se encontram outros exemplos que, embora não alterando tanto a verdade histórica, a distorcem consideravelmente. Foi o que aconteceu com o sotaque micaelense, que até os mais empenhados filólogos atribuíram a reminiscências de povoadores alentejanos da região de Nisa. Afinal, o que aconteceu foi uma viagem ao contrário. Em 1796 Pina Manique fez deslocar para o Alto Alentejo umas centenas de famílias de São Miguel, a fim de ocuparem herdades abandonadas. E o seu modo de falar terá permanecido naquela zona.
Há um historiador que dá os topónimos Flor da Rosa e ponta do Marvão, em Santa Maria, também como provável herança alentejana. O primeiro talvez o seja, tanto mais que veio gente de Estremoz, que não fica longe daquela freguesia do concelho do Crato. Mas, segundo Gaspar Frutuoso, o nome da ponta do Marvão resulta de ter sido seu proprietário Francisco Marvão. Deste não regista Frutuoso a naturalidade, mas de João Marvão diz ser do Sabugal, pelo que o mais razoável é pensar que Francisco também o fosse. O mesmo historiador leu mal Frutuoso ao atribuir a origem do nome da Algarvia e o do Pico da Algarvia a duas mulheres e não a uma somente. Gaspar Frutuoso, ao falar do pico, diz que ele deve o nome a uma mulher do Algarve que ali viveu com o marido, e de quem herdou as propriedades quando enviuvou. E, para que não restem dúvidas de que se tratava da mesma pessoa, acrescenta “como tenho dito”.
Ainda um outro equívoco, muito frequente sobretudo por parte de micaelenses mais bairristas, é o que respeita à criação da diocese. Ao contrário do que há quem pense, o Papa não se enganou. A haver engano, seria de D. João III ou do escrivão que fez a carta. E houve, porque nela falta a ilha de Santa Maria e se confunde São Miguel com a Terceira. No entanto, são sempre referidas Angra e a igreja do Salvador. Não podem subsistir dúvidas quanto à vontade de El-Rei. A vila de Angra era naquele tempo a mais notável dos Açores, com importância mundial na rota entre três mundos. O facto de D. João III a ter elevado à categoria de cidade, condição necessária para ser sede de uma diocese, e não Ponta Delgada, é prova segura da sua intenção.
Daniel de Sá
Thursday, January 5, 2012
Evolução - Ontem e Hoje!
Só para principiar o ano vejam a evolução!
Na época da ditadura...
Podíamos acelerar os nossos automóveis pelas autoestradas acima dos 120km/h sem nenhum risco e não éramos multados por radares mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista mas...
não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos dar piropos à funcionária, à menina do "guiché" das contas a pagar ou à rececionista sem correr o risco de sermos processados por "assédio sexual" mas...
não podíamos falar mal do Presidente.
Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei! preto!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!) e não éramos processados por "discriminação" por esse motivo mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos tomar a nossa cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e conduzir o carro para casa, sem o risco de sermos lançados na delinquência e presos por estarmos "alcoolizados" mas...
não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos cortar a árvore do quintal, empestada de praga, sem que isso constituísse crime ambiental mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos ir a qualquer bar ou boate, em qualquer bairro da cidade, de carro, de autocarro, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, carjacked, sequestrados ou assassinados mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Hoje, a única coisa que podemos fazer...
...é falar mal do presidente!
Na época da ditadura...
Podíamos acelerar os nossos automóveis pelas autoestradas acima dos 120km/h sem nenhum risco e não éramos multados por radares mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista mas...
não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos dar piropos à funcionária, à menina do "guiché" das contas a pagar ou à rececionista sem correr o risco de sermos processados por "assédio sexual" mas...
não podíamos falar mal do Presidente.
Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei! preto!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!) e não éramos processados por "discriminação" por esse motivo mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos tomar a nossa cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e conduzir o carro para casa, sem o risco de sermos lançados na delinquência e presos por estarmos "alcoolizados" mas...
não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos cortar a árvore do quintal, empestada de praga, sem que isso constituísse crime ambiental mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos ir a qualquer bar ou boate, em qualquer bairro da cidade, de carro, de autocarro, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, carjacked, sequestrados ou assassinados mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Hoje, a única coisa que podemos fazer...
...é falar mal do presidente!
Friday, December 30, 2011
Wednesday, December 28, 2011
VALE A PENA LER!
JOÃO CARLOS ABREU
Querem tirar-nos a Esperança
Como é possível que um país altamente endividado, fruto da incompetência de todos os governos, continue a ajudar as ex-colónias e se esqueça de verificar a miséria que rasa em Portugal. Há, quer queiram, quer não, portugueses com fome; há uma considerável pobreza envergonhada, gente que necessita de medicamentos e não os pode comprar!
Não imaginei nunca que, aos 76 anos de idade, me quisessem tirar a esperança. Desde pequeno, os meus pais ensinaram-me que “a esperança era a última coisa a morrer”, mas no meu país isso já não acontece. Todos os dias, os portugueses são “bombardeados” com palavras e afirmações que não só nos roubam o sossego, mas também a própria esperança.
No meu dia-a-dia, porque ando na rua e ouço as pessoas, sinto-as cada vez mais assustadas. Os mais velhos, incrédulos, com lágrimas nos olhos, contam os “tostões” que lhes restam. Os mais novos, depressivos, com “canudos” nas mãos, batem de porta em porta à procura de um trabalho. Uns e outros, sem mais nem ontem – como se costuma dizer – têm pela frente, de repente, um “gandulo”, dois ou três, com armas brancas, exigindo-lhes os seus haveres.
Os analistas nas televisões vão somando palavras sobre palavras que soam a vazio. Devem de ser poucos aqueles com vontade de ouvi-los. Somos, efectivamente, um país de palavras que, à força de repeti-las, adulteram-se e ferem-nos. Porque as palavras quando ditas num determinado contexto têm a força das armas.
O Senhor Primeiro Ministro, em vez de usá-las de forma a que em cada português se acendesse uma luz, fá-lo precisamente ao contrário: um pessimismo assustador que cada vez mais se vai alastrando. As pessoas estão à deriva e assustadas. Já não acreditam em dias melhores. Mas a culpa de tudo isto vem, precisamente, de cima, daqueles que tinham a obrigação de dizer a verdade, mas sem nos aterrorizar. Somos seres humanos, mais frágeis do que pensais, porque estamos, há muito, debilitados…
Agora, parece que a palavra de ordem é emigrar. Para onde?! Como?! É assim tão fácil sair de um país para outro e logo encontrar um trabalho?! Onde estão assinados os acordos com os países, Brasil e Angola? Existem, por ventura? Abalançar-se a emigrar não é o mesmo que ir ali ao lado. É muito mais complicado.
Descobri, há muito, que vivo num país de raivas, ódios e vinganças, o que me entristece; um país com uma classe política em cujos alicerces falta-lhe humanismo e consciência: do querer servir sem servir-se; do querer ser útil à sociedade sem vaidade; servir com humildade, pondo o saber e a inteligência ao serviço dos outros; construir uma democracia saudável em que todos tenham um lugar digno da condição humana, com liberdade e justiça social.
Mas aonde já se viu que um alto governante de um país descriminalize uma Região, referindo-se que nessa o impacto da dívida será maior?!
Como é possível que um país altamente endividado, fruto da incompetência de todos os governos, continue a ajudar as ex-colónias e se esqueça de verificar a miséria que rasa em Portugal. Há, quer queiram, quer não, portugueses com fome; há uma considerável pobreza envergonhada, gente que necessita de medicamentos e não os pode comprar!
Como é possível que neste país, para dar uma cadeira de rodas a um deficiente, se tenha que juntar X de cápsulas de garrafas?!
E as dívidas das Empresas do Estado, que atingem verbas mirabolantes, nunca são chamadas e nem repetidamente exaltadas, como aquela da Madeira?!
Este panorama, tal como se apresenta, não conhecemos até quando nos vão submeter a todos estes sacrifícios e se, por ventura, eles servirão, sequer, para se atingir os fins desejados. Cada vez que um governante em Lisboa faz declarações, Portugal mais se assusta: ou é para mencionar a palavra CRISE, é para nos mandar EMIGRAR!
Por mim, vou continuar a lutar; vou continuar a acreditar que pertenço a um povo capaz e criativo; vou continuar a ouvir o menos possível os políticos e os analistas que nos roubam a esperança.
Em 2001, quando estive em Buenos Aires, a Argentina estava mergulhada num túnel que parecia sem saída. Encontrei, num estabelecimento, um jovem que me disse: “vamos virar isto”. Em 2011, a Argentina é um dos países economicamente mais florescentes. Eu bem sei que de 2001 a 2005 tinha um Ministro das Finanças – Roberto Lavagna – extraordinariamente competente e inteligente.
Querem tirar-nos a Esperança
Como é possível que um país altamente endividado, fruto da incompetência de todos os governos, continue a ajudar as ex-colónias e se esqueça de verificar a miséria que rasa em Portugal. Há, quer queiram, quer não, portugueses com fome; há uma considerável pobreza envergonhada, gente que necessita de medicamentos e não os pode comprar!
Não imaginei nunca que, aos 76 anos de idade, me quisessem tirar a esperança. Desde pequeno, os meus pais ensinaram-me que “a esperança era a última coisa a morrer”, mas no meu país isso já não acontece. Todos os dias, os portugueses são “bombardeados” com palavras e afirmações que não só nos roubam o sossego, mas também a própria esperança.
No meu dia-a-dia, porque ando na rua e ouço as pessoas, sinto-as cada vez mais assustadas. Os mais velhos, incrédulos, com lágrimas nos olhos, contam os “tostões” que lhes restam. Os mais novos, depressivos, com “canudos” nas mãos, batem de porta em porta à procura de um trabalho. Uns e outros, sem mais nem ontem – como se costuma dizer – têm pela frente, de repente, um “gandulo”, dois ou três, com armas brancas, exigindo-lhes os seus haveres.
Os analistas nas televisões vão somando palavras sobre palavras que soam a vazio. Devem de ser poucos aqueles com vontade de ouvi-los. Somos, efectivamente, um país de palavras que, à força de repeti-las, adulteram-se e ferem-nos. Porque as palavras quando ditas num determinado contexto têm a força das armas.
O Senhor Primeiro Ministro, em vez de usá-las de forma a que em cada português se acendesse uma luz, fá-lo precisamente ao contrário: um pessimismo assustador que cada vez mais se vai alastrando. As pessoas estão à deriva e assustadas. Já não acreditam em dias melhores. Mas a culpa de tudo isto vem, precisamente, de cima, daqueles que tinham a obrigação de dizer a verdade, mas sem nos aterrorizar. Somos seres humanos, mais frágeis do que pensais, porque estamos, há muito, debilitados…
Agora, parece que a palavra de ordem é emigrar. Para onde?! Como?! É assim tão fácil sair de um país para outro e logo encontrar um trabalho?! Onde estão assinados os acordos com os países, Brasil e Angola? Existem, por ventura? Abalançar-se a emigrar não é o mesmo que ir ali ao lado. É muito mais complicado.
Descobri, há muito, que vivo num país de raivas, ódios e vinganças, o que me entristece; um país com uma classe política em cujos alicerces falta-lhe humanismo e consciência: do querer servir sem servir-se; do querer ser útil à sociedade sem vaidade; servir com humildade, pondo o saber e a inteligência ao serviço dos outros; construir uma democracia saudável em que todos tenham um lugar digno da condição humana, com liberdade e justiça social.
Mas aonde já se viu que um alto governante de um país descriminalize uma Região, referindo-se que nessa o impacto da dívida será maior?!
Como é possível que um país altamente endividado, fruto da incompetência de todos os governos, continue a ajudar as ex-colónias e se esqueça de verificar a miséria que rasa em Portugal. Há, quer queiram, quer não, portugueses com fome; há uma considerável pobreza envergonhada, gente que necessita de medicamentos e não os pode comprar!
Como é possível que neste país, para dar uma cadeira de rodas a um deficiente, se tenha que juntar X de cápsulas de garrafas?!
E as dívidas das Empresas do Estado, que atingem verbas mirabolantes, nunca são chamadas e nem repetidamente exaltadas, como aquela da Madeira?!
Este panorama, tal como se apresenta, não conhecemos até quando nos vão submeter a todos estes sacrifícios e se, por ventura, eles servirão, sequer, para se atingir os fins desejados. Cada vez que um governante em Lisboa faz declarações, Portugal mais se assusta: ou é para mencionar a palavra CRISE, é para nos mandar EMIGRAR!
Por mim, vou continuar a lutar; vou continuar a acreditar que pertenço a um povo capaz e criativo; vou continuar a ouvir o menos possível os políticos e os analistas que nos roubam a esperança.
Em 2001, quando estive em Buenos Aires, a Argentina estava mergulhada num túnel que parecia sem saída. Encontrei, num estabelecimento, um jovem que me disse: “vamos virar isto”. Em 2011, a Argentina é um dos países economicamente mais florescentes. Eu bem sei que de 2001 a 2005 tinha um Ministro das Finanças – Roberto Lavagna – extraordinariamente competente e inteligente.
AZORES AS NEVER SEEN BEFORE - A PERSPECTIVE BY NATIONAL GEOGRAPHIC TRAVELER
An unusual perspective on the very pretty Azores Islands in the Atlantic Ocean a long way west of Portugal. If lots of wildflowers and very little traffic appeals to you, then you`ll love this place. Time lapse photography by Ian Swarbrick - www.imagesfromthewild.ch
Monday, December 26, 2011
Garoupa no Tinto à Carapacho
Simple delicious recipe that can be done with any rockfish like rockcod. This a recipe from the island of Graciosa in the Azores.
Recipe calls for:
Olive oil
Sliced onion (2)to cover bottow of the pan
Butter
5 Sprigs Mint
5 Springs Parsley
Red Wine
In a sauce, place about 5 TSP of olive oil, and add sliced onions. Place the whole fish cut in half and add a salt to taste, a bit of black pepper, 1/2 cube of butter and about half a bottle of red wine and cover.
Place on stove top for 15 minutes. Add parsley and mint. Cover and cook for an additional 2 minutes. Turn off the fire and remove mint and parsley.
Plate fish, being careful not to break apart and sprinkle with chopped parsley and mint.
May be served with steamed potatoes or rice.
Enjoy
Translation: José M. L. Alves
Recipe calls for:
Olive oil
Sliced onion (2)to cover bottow of the pan
Butter
5 Sprigs Mint
5 Springs Parsley
Red Wine
In a sauce, place about 5 TSP of olive oil, and add sliced onions. Place the whole fish cut in half and add a salt to taste, a bit of black pepper, 1/2 cube of butter and about half a bottle of red wine and cover.
Place on stove top for 15 minutes. Add parsley and mint. Cover and cook for an additional 2 minutes. Turn off the fire and remove mint and parsley.
Plate fish, being careful not to break apart and sprinkle with chopped parsley and mint.
May be served with steamed potatoes or rice.
Enjoy
Translation: José M. L. Alves
Saturday, December 24, 2011
Indonesian Words From Portuguese Language - Palavras portuguesas usadas na Indonésia
These are Indonesian words that are thought to have come from Portuguese language. There are approximately 131 words in total.
Faces of yesterday's Portugal - Portugal de rosto antigo
Luís Lobo Henriques Fotografia. Música de Custódio Castelo no álbum "Murmúrios" de Cristina Branco, e Pedro Burmester em "Chopin".
Friday, December 23, 2011
Fados de Natal
César Morgado - Árvore de Natal
Amália Rodrigues - Vi o Menino Jesus
Fernando Farinha - É Natal
Amália Rodrigues - Natal dos Simples
Carlos Ramos - Noite de Natal
Wednesday, December 21, 2011
Then and Now - Documentary of shore whaling in Capelas, São Miguel, Azores
A very well done documentary of the return of a German biologist who sixty four years earlier had spent time in Capelas and documented the shore whaling that was a way of life until 1974. The presentation is followed by the presentation of the original documentary.
Although it is in Portuguese, there are parts that have English subtitles and and can be easily followed. If you have an interest of the purely artisan method of shore whaling, this is well worth spending 45 minutes to view.
A production of RTP/Açores it shows well their capabilities.
Grande reportagem "Reencontro com as Baleias"(vídeo) - Notícias - RTP Açores Grande reportagem de Herberto Gomes com base no documentário publicado em 1964 sobre a caça à baleia nas Capelas. Em 1964 um jovem biólogo alemão veio aos Açores estudar as aves e acabou a filmar e realizar um documentário sobre a caça à baleia nas Capelas. Quase meio século depois, regressou a S.Miguel ; reencontrou-se com os antigos baleeiros e voltou a ver um cachalote.
Although it is in Portuguese, there are parts that have English subtitles and and can be easily followed. If you have an interest of the purely artisan method of shore whaling, this is well worth spending 45 minutes to view.
A production of RTP/Açores it shows well their capabilities.
Grande reportagem "Reencontro com as Baleias"(vídeo) - Notícias - RTP Açores Grande reportagem de Herberto Gomes com base no documentário publicado em 1964 sobre a caça à baleia nas Capelas. Em 1964 um jovem biólogo alemão veio aos Açores estudar as aves e acabou a filmar e realizar um documentário sobre a caça à baleia nas Capelas. Quase meio século depois, regressou a S.Miguel ; reencontrou-se com os antigos baleeiros e voltou a ver um cachalote.
Merry Christmas - Feliz Natal - Feliz Navidad
Merry Christmas to all. I hope that you continue to enjoy my blog
Feliz Natal a todos. Espero que continuem a desfrutar o meu blogue
Feliz Navidad a todos. Espero que continuen a disfrutar mi blog
Tuesday, December 20, 2011
Merry Christmas from my grandchildren - Feliz Natal de parte dos meus netos
Wishes for the Merriest of Christmas from my grandchildren - Votos de um Feliz Natal dos meus netos.
Oscar Nomination "Original Music" for the Documentary " José e Pilar"
The music from the documentary José e Pilar, about the life of the Portuguese Nobel for Literature, José Saramago, was nominated for an Oscar for "Best Original Music".
Lyrics Manuela de Freitas - Music José Mário Branco.
Letra
Se às vezes numa rua no lugar
eu penso que um dia hei-de morrer
sei que tudo o que tenho vou deixar
aqui onde hoje estou deixo de estar
e tudo quanto sou deixo de ser
medo da morte não consigo ter
mas outros mais humanos e banais
medos que a gente tem mesmo sem querer
como o medo que eu tenho de morrer
só por querer viver um pouco mais
se consigo a meu modo estar no céu
mesmo vivendo neste chão de inverno
se apenas sou árvore que cresceu
no espaço e no tempo que é o meu
para que havia eu de ser eterno
mas como as minhas cinzas vão ficando
debaixo de uma pedra de jardim
meu amor tu sabes onde me encontrar
e uma flor sobre a pedra vais deixar
de cada vez que lembrares de mim
de cada vez que te lembrares de mim
Arquivado em: camané, fado, já não estar, letra, lyrics, música, vídeo
From:http://amusicaportuguesa.blogs.sapo.pt/
Lyrics Manuela de Freitas - Music José Mário Branco.
Letra
Se às vezes numa rua no lugar
eu penso que um dia hei-de morrer
sei que tudo o que tenho vou deixar
aqui onde hoje estou deixo de estar
e tudo quanto sou deixo de ser
medo da morte não consigo ter
mas outros mais humanos e banais
medos que a gente tem mesmo sem querer
como o medo que eu tenho de morrer
só por querer viver um pouco mais
se consigo a meu modo estar no céu
mesmo vivendo neste chão de inverno
se apenas sou árvore que cresceu
no espaço e no tempo que é o meu
para que havia eu de ser eterno
mas como as minhas cinzas vão ficando
debaixo de uma pedra de jardim
meu amor tu sabes onde me encontrar
e uma flor sobre a pedra vais deixar
de cada vez que lembrares de mim
de cada vez que te lembrares de mim
Arquivado em: camané, fado, já não estar, letra, lyrics, música, vídeo
From:http://amusicaportuguesa.blogs.sapo.pt/
Saturday, December 17, 2011
Octopus with Grapes - Polvo Com Uvas
Em bem rigor, uma adega é uma sala de visitas. Assim o pensa com certeza a família Brum, dos Biscoitos, ilha Terceira, que fez da sua adega a porta de entrada para o Museu do Vinho.
Aproveitando um magnífico cenário de pipas empoleiradas, Eduardo Reis preparou um polvo com uvas.
Antes, provou um verdelho licoroso. É um aperitivo para beber com vagar, olhando as vinhas em currais e antevendo o mar no fim do declive de pedra negra.
Octopus with grapes is a simple a tasty recipe. Although the program is in Portuguese, it is easy to follow the methodology to make it.
Receita:
Coze-se o Polvo em água, sem sal e com uma cebola.
Depois de cozido deixa-se arrefecer e cortam-se os tentáculos
Numa sertã com azeite, salteia-se o polvo.
Noutra sertã, salteiam-se as uvas. Quando as uvas começarem a ficar moles e a libertarem algum sumo, apaga-se o lume.
Coloca-se o polvo numa tigela e por cima deitam-se as uvas e mistura-se com uma colher.
Polvilhar com salsa.
(Opcional: passar um borrifo de vinagre balsâmico pelo todo).
Servir quente ou frio.
Recipe:
Steam the octopus in water adding salt and an onion.
After steaming it, allow to cool and cut in small pieces.
In a frying pan, add a small amount of olive oil and add the white grapes. Cook until golden, and towards the end, squeeze down on the grapes to release some of the juice. Remove and place in a deep plate.
On the same frying pan, with a bit of olive oil, heat the octopus, but do not fry.
Add the octopus to the grape and add a bit more of olive oil along with finely chopped parsley. Mix and serve.
Optional- Add a bit of balsamic vinegar and mix.
It may be served either warm or cold with a dry chilled white wine.
This program is from a series of nine produced by Media9 in Terceira, Azores.
Aproveitando um magnífico cenário de pipas empoleiradas, Eduardo Reis preparou um polvo com uvas.
Antes, provou um verdelho licoroso. É um aperitivo para beber com vagar, olhando as vinhas em currais e antevendo o mar no fim do declive de pedra negra.
Octopus with grapes is a simple a tasty recipe. Although the program is in Portuguese, it is easy to follow the methodology to make it.
Receita:
Coze-se o Polvo em água, sem sal e com uma cebola.
Depois de cozido deixa-se arrefecer e cortam-se os tentáculos
Numa sertã com azeite, salteia-se o polvo.
Noutra sertã, salteiam-se as uvas. Quando as uvas começarem a ficar moles e a libertarem algum sumo, apaga-se o lume.
Coloca-se o polvo numa tigela e por cima deitam-se as uvas e mistura-se com uma colher.
Polvilhar com salsa.
(Opcional: passar um borrifo de vinagre balsâmico pelo todo).
Servir quente ou frio.
Recipe:
Steam the octopus in water adding salt and an onion.
After steaming it, allow to cool and cut in small pieces.
In a frying pan, add a small amount of olive oil and add the white grapes. Cook until golden, and towards the end, squeeze down on the grapes to release some of the juice. Remove and place in a deep plate.
On the same frying pan, with a bit of olive oil, heat the octopus, but do not fry.
Add the octopus to the grape and add a bit more of olive oil along with finely chopped parsley. Mix and serve.
Optional- Add a bit of balsamic vinegar and mix.
It may be served either warm or cold with a dry chilled white wine.
This program is from a series of nine produced by Media9 in Terceira, Azores.
Morreu Cesária Évora - A Maior - The Great Cesária Évora Passed!!
Cape Verde and the world mourne - Cabo Verde e o mundo choram!
Tuesday, December 13, 2011
Holiday Greeting!
"I wanted to send some sort of holiday greeting to my friends, but it is difficult in today's world to know exactly what to say without offending someone. So I met with my lawyer yesterday, and on advice I wish to say the following:
Please accept with no obligation, implied or implicit, my best wishes for an environmentally -conscious, socially-responsible, low-stress, non-addictive, gender-neutral celebration of the winter holiday practised with the most enjoyable traditions of religious persuasion or secular practices of your choice with respect for the religious/secular persuasions and/or traditions of others, or their choice not to practise religious or secular traditions at all.
I also wish you a fiscally successful, personally fulfilling and medically uncomplicated recognition of the onset of the generally accepted calendar year 2012, but not without due respect for the calendar of choice of other cultures whose contributions to society have helped make our country great and without regard to the race, creed, colour, age, physical ability, religious faith or sexual preference of the wishes.
By accepting this greeting, you are accepting these terms:
This greeting is subject to clarification or withdrawal. It is freely transferable with no alteration to the original greeting. It implies no promise by the wisher to actually implement any of the wishes for her/him or others and is void where prohibited by law, and is revocable at the sole discretion of the wisher. The wish is warranted to perform as expected within the usual application of good tidings for a period of one year or until the issuance of a new wish at the sole discretion of the wisher .
Best Regards (without prejudice)
Name withheld (Privacy Act).
LOL!
Please accept with no obligation, implied or implicit, my best wishes for an environmentally -conscious, socially-responsible, low-stress, non-addictive, gender-neutral celebration of the winter holiday practised with the most enjoyable traditions of religious persuasion or secular practices of your choice with respect for the religious/secular persuasions and/or traditions of others, or their choice not to practise religious or secular traditions at all.
I also wish you a fiscally successful, personally fulfilling and medically uncomplicated recognition of the onset of the generally accepted calendar year 2012, but not without due respect for the calendar of choice of other cultures whose contributions to society have helped make our country great and without regard to the race, creed, colour, age, physical ability, religious faith or sexual preference of the wishes.
By accepting this greeting, you are accepting these terms:
This greeting is subject to clarification or withdrawal. It is freely transferable with no alteration to the original greeting. It implies no promise by the wisher to actually implement any of the wishes for her/him or others and is void where prohibited by law, and is revocable at the sole discretion of the wisher. The wish is warranted to perform as expected within the usual application of good tidings for a period of one year or until the issuance of a new wish at the sole discretion of the wisher .
Best Regards (without prejudice)
Name withheld (Privacy Act).
LOL!
Sunday, December 11, 2011
Curta metragem da verdadeira história da criação do mundo e dos Açores
Belo trabalho, cheio de imaginação que só vem provar o que todos nós sabiamos! LOL
Autoria de Vitor Descalzo em www.acorestube.com
Autoria de Vitor Descalzo em www.acorestube.com
Saturday, December 10, 2011
SÃO MIGUEL 1960
O São Miguel da minha juventude! Ê interessante ver a rápida evolução dos anos desde então - Progresso para uns, perda de valores essenciais e inocencia para outros... o que é indiscutível é a mudança.
Vale a pena passar uns 20 minutos para apreciar!
Althought the narration is in Portuguese, it is will worth viewing this 20 minute video to appreciate the rapid evolution that took place since then. This is the São Miguel of my youth. For some, since then, it is all progress ...For others, it is the loss of essential values and innocence ...what is undeniable is the change!
Video Digital Faria at http://www.acorestube.com
Vale a pena passar uns 20 minutos para apreciar!
Althought the narration is in Portuguese, it is will worth viewing this 20 minute video to appreciate the rapid evolution that took place since then. This is the São Miguel of my youth. For some, since then, it is all progress ...For others, it is the loss of essential values and innocence ...what is undeniable is the change!
Video Digital Faria at http://www.acorestube.com
Friday, December 9, 2011
Monday, December 5, 2011
THE LAST WHALERS - A lifestyle of the past
Produced by William Newfeld, WBN Productions, in 1968 and the New Bedford Whaling Museum, this video exemplifies a lifestyle that ended in 1984, when the Autonomous Government of the Azores adhered to the international ban on whaling. A trade brought the Yankee whalers to the Azores, it became a way of life, not only for the people of the Azores, but also became a stepping stone to the immigration, illicit and not, that followed.
Today's Portuguese communities in the United States, can trace their roots to these brave men of the sea.
This video has to be seen in the light of the time it depicts and in no way is representative of the today's Azores, where a very important new industry of whale watching tourism has been introduced.
It is however, worth the 20 minutes you will spend, viewing this lifestyle of a bygone era!
And when in New Bedford, be sure to visit the Whaling Museum.
Today's Portuguese communities in the United States, can trace their roots to these brave men of the sea.
This video has to be seen in the light of the time it depicts and in no way is representative of the today's Azores, where a very important new industry of whale watching tourism has been introduced.
It is however, worth the 20 minutes you will spend, viewing this lifestyle of a bygone era!
And when in New Bedford, be sure to visit the Whaling Museum.
Wednesday, November 30, 2011
San Diego had its own cannery row - Tuna industry once dominated waterfront
Workers in 1931 cleaned tuna at the Cohn-Hopkins Co. on Crosby Street in San Diego. The city was once called the "tuna capital." (Courtesy of San Diego Public Library)
“We ate lunch, but we didn't have a break for dinner. We worked straight through. It was pretty hard. . . . Sometimes there was only two or three hours of work. It just depended on how much fish the cannery had, how many boats came in. . . . We were only paid 33 cents an hour.”
– Katie Asaro,tuna packer, 1927
By Richard Crawford
Thousands of men and women once worked aboard San Diego-based fishing boats and in the local tuna canneries. For many years the region was known as “The Tuna Capital of the World.”
It was an industry that brought jobs and wealth to the region, as millions of cans of tuna shipped globally were stamped with the words “Packed in San Diego.”
San Diegans had been fishing for tuna since the 1880s, when Portuguese fishermen based at La Playa were catching albacore from small boats. Fish not consumed locally were pickled and shipped in barrels, usually to San Francisco.
A San Pedro sardine canner had a better idea. In 1903, Alfred Halfhill began experimenting with canning a variety of other fish, including longfin tuna, or albacore. Halfhill found albacore that was steam-cooked turned white and tasted something like cold chicken, leading to the legendary description “Chicken of the Sea.”
Halfhill aggressively marketed his “white meat tuna.” Within a few years, sales of canned albacore took off. Packed in olive oil in individually soldered cans, the tuna was shipped across the United States and enjoyed wide success, particularly in New York's Italian immigrant community.
San Diego's first large tuna cannery, the Pacific Tuna Canning Co., started up in 1911 at the foot of F Street. The plant would burn down the next year, but in 1913, it reopened at the foot of 26th Street. The Premier Packing Co. opened in 1912 at the foot of Crosby Street. Nine more tuna canneries opened on the San Diego waterfront in the next decade.
The first San Diego plants were small, employing fewer than 100 people each. A wave of consolidations dropped the number of canneries to five by 1920, but the overall number of employees grew.
San Diego Packing started in 1914 with 50 workers, but after absorbing other companies, it employed 400 by 1935. Van Camp Seafood swallowed three smaller companies and employed nearly 800 by 1932.
In the early 20th century, canneries were scattered along the waterfront from the foot of Laurel Street to Barrio Logan. By the 1930s, San Diego's “cannery row” would lie roughly between 16th and 28th Streets alongside fuel docks, shipbuilders and anchored tuna clippers.
From each cannery a wharf jutted into the bay where the fishing boats would unload the tuna. The process at the giant Van Camp cannery was typical. Large cranes hoisted baskets of tuna from the boats and emptied them into a flume, where the fish flowed a hundred yards into the cannery.
After inspection, the tuna moved on conveyor belts to a room where men gutted and washed the fish and then loaded them into ovens for “pre-cooking.”
After cooling, the tuna was sent to 60-foot cleaning tables, where women removed bones and skin and separated out the white meat. The tuna then was conveyed on large wood trays to the packing tables, where more women placed the meat by hand into cans.
Machinery then dropped measured quantities of salt and oil in the cans as they moved along a conveyor to the lidding machines.
Once sealed, the cans were steam-cooked, cooled and readied for shipment.
Katie Asaro cleaned fish and packed cans for the Westgate cannery.
“When I started in to learn how to pack, we were paid by the hour,” Asaro said. “Then we were on piecework. The faster we packed, the more trays we packed, the more money we made.”
Westgate paid its fish cleaners 30 cents for each tray.
It was repetitive, assembly-line labor. But the jobs were sought after, particularly during the Depression. The workers were always on call, ready to run to the canneries whenever the tuna boats arrived at the wharves.
“Sometimes there would be two, three or four boats at the same time,” Asaro remembered. “The cannery would be flooded with fish and it had to be packed.”
Although San Diego canneries and fishing boats dominated tuna production for most of the 1900s, profits and prospects were always cyclical.
As early as 1933, worrisome competition from Japan led the San Diego Sun to run a news story with the headline: “Tuna – A Doomed Local Industry.”
But local expertise beat back the competitors in the 1930s and continued to do so for decades.
When foreign competition threatened in the 1950s, the fishermen ended the tradition of hook-and-line fishing and converted their boats to seiners that used large nylon nets to corral schools of tuna.
The efficiency of the seiners restored prosperity, but it courted controversy. Netting schools of tuna killed dolphins and sharks caught in the nets.
Renewed foreign competition and rising costs ultimately forced cannery operations to go abroad.
In June 1982, Bumble Bee Seafoods closed its plant at the foot of Crosby Street, where San Diego women had canned tuna for 70 years. The Van Kamp Seafood cannery – San Diego's last tuna cannery – followed two years later.
Richard Crawford is a San Diego historian.
“We ate lunch, but we didn't have a break for dinner. We worked straight through. It was pretty hard. . . . Sometimes there was only two or three hours of work. It just depended on how much fish the cannery had, how many boats came in. . . . We were only paid 33 cents an hour.”
– Katie Asaro,tuna packer, 1927
By Richard Crawford
Thousands of men and women once worked aboard San Diego-based fishing boats and in the local tuna canneries. For many years the region was known as “The Tuna Capital of the World.”
It was an industry that brought jobs and wealth to the region, as millions of cans of tuna shipped globally were stamped with the words “Packed in San Diego.”
San Diegans had been fishing for tuna since the 1880s, when Portuguese fishermen based at La Playa were catching albacore from small boats. Fish not consumed locally were pickled and shipped in barrels, usually to San Francisco.
A San Pedro sardine canner had a better idea. In 1903, Alfred Halfhill began experimenting with canning a variety of other fish, including longfin tuna, or albacore. Halfhill found albacore that was steam-cooked turned white and tasted something like cold chicken, leading to the legendary description “Chicken of the Sea.”
Halfhill aggressively marketed his “white meat tuna.” Within a few years, sales of canned albacore took off. Packed in olive oil in individually soldered cans, the tuna was shipped across the United States and enjoyed wide success, particularly in New York's Italian immigrant community.
San Diego's first large tuna cannery, the Pacific Tuna Canning Co., started up in 1911 at the foot of F Street. The plant would burn down the next year, but in 1913, it reopened at the foot of 26th Street. The Premier Packing Co. opened in 1912 at the foot of Crosby Street. Nine more tuna canneries opened on the San Diego waterfront in the next decade.
The first San Diego plants were small, employing fewer than 100 people each. A wave of consolidations dropped the number of canneries to five by 1920, but the overall number of employees grew.
San Diego Packing started in 1914 with 50 workers, but after absorbing other companies, it employed 400 by 1935. Van Camp Seafood swallowed three smaller companies and employed nearly 800 by 1932.
In the early 20th century, canneries were scattered along the waterfront from the foot of Laurel Street to Barrio Logan. By the 1930s, San Diego's “cannery row” would lie roughly between 16th and 28th Streets alongside fuel docks, shipbuilders and anchored tuna clippers.
From each cannery a wharf jutted into the bay where the fishing boats would unload the tuna. The process at the giant Van Camp cannery was typical. Large cranes hoisted baskets of tuna from the boats and emptied them into a flume, where the fish flowed a hundred yards into the cannery.
After inspection, the tuna moved on conveyor belts to a room where men gutted and washed the fish and then loaded them into ovens for “pre-cooking.”
After cooling, the tuna was sent to 60-foot cleaning tables, where women removed bones and skin and separated out the white meat. The tuna then was conveyed on large wood trays to the packing tables, where more women placed the meat by hand into cans.
Machinery then dropped measured quantities of salt and oil in the cans as they moved along a conveyor to the lidding machines.
Once sealed, the cans were steam-cooked, cooled and readied for shipment.
Katie Asaro cleaned fish and packed cans for the Westgate cannery.
“When I started in to learn how to pack, we were paid by the hour,” Asaro said. “Then we were on piecework. The faster we packed, the more trays we packed, the more money we made.”
Westgate paid its fish cleaners 30 cents for each tray.
It was repetitive, assembly-line labor. But the jobs were sought after, particularly during the Depression. The workers were always on call, ready to run to the canneries whenever the tuna boats arrived at the wharves.
“Sometimes there would be two, three or four boats at the same time,” Asaro remembered. “The cannery would be flooded with fish and it had to be packed.”
Although San Diego canneries and fishing boats dominated tuna production for most of the 1900s, profits and prospects were always cyclical.
As early as 1933, worrisome competition from Japan led the San Diego Sun to run a news story with the headline: “Tuna – A Doomed Local Industry.”
But local expertise beat back the competitors in the 1930s and continued to do so for decades.
When foreign competition threatened in the 1950s, the fishermen ended the tradition of hook-and-line fishing and converted their boats to seiners that used large nylon nets to corral schools of tuna.
The efficiency of the seiners restored prosperity, but it courted controversy. Netting schools of tuna killed dolphins and sharks caught in the nets.
Renewed foreign competition and rising costs ultimately forced cannery operations to go abroad.
In June 1982, Bumble Bee Seafoods closed its plant at the foot of Crosby Street, where San Diego women had canned tuna for 70 years. The Van Kamp Seafood cannery – San Diego's last tuna cannery – followed two years later.
Richard Crawford is a San Diego historian.
Portuguese Historical Center's Tunaman's Memorial Ball
Congratulations to Guidi films and the Portuguese Historical Center for the keeping for posterity the Tunaman's Memorial Ball 2011 - held at the Bali Hai Restaurant on Shelter Island.
A job well done of the presentation of the Tunaman's Ball Honoree's. Augie Felando, Lifetime Award - Italo Cileu and Billy Sardinha - Business Award, Evelina and Cristiano DaRosa, Humanitarian Award.
Parabéns a Guidi Films e ao Portuguese Historical Center, por ter a visão de salvagardar para a posteridade o serão do Tunaman's Memorial Ball 2011, que se realizou no restaurante Bali Hai, na Shelter Island.
Boa apresentação dos homenageados durante o Tunaman's Ball, Augie Felando, Prémio Êxito Vitalício - Italo Cileu and Billy Sardinha - Prémio Empreendorismo, Evelina and Cristiano DaRosa, Prémio Humanitário.
A job well done of the presentation of the Tunaman's Ball Honoree's. Augie Felando, Lifetime Award - Italo Cileu and Billy Sardinha - Business Award, Evelina and Cristiano DaRosa, Humanitarian Award.
Parabéns a Guidi Films e ao Portuguese Historical Center, por ter a visão de salvagardar para a posteridade o serão do Tunaman's Memorial Ball 2011, que se realizou no restaurante Bali Hai, na Shelter Island.
Boa apresentação dos homenageados durante o Tunaman's Ball, Augie Felando, Prémio Êxito Vitalício - Italo Cileu and Billy Sardinha - Prémio Empreendorismo, Evelina and Cristiano DaRosa, Prémio Humanitário.
Sunday, November 27, 2011
FADO - Património Cultural da Humanidade -World Cultural Heritage
O Museu do Fado, em Alfama, foi a casa da candidatura a Património Imaterial da Humanidade. A notícia foi recebida da aprovação foi recebida com gritos de alegria, até porque foi uma espera longa. Desde a madrugada que havia fadistas e amantes do fado à espera da notícia.
“O fado é um elemento importante da nossa identidade e um enorme contributo para a cultura mundial. E, acima de tudo, as comunidades do fado incentivaram o processo e nele participaram. Esta decisão traz-nos uma enorme responsabilidade, a responsabilidade de preservar e promover o fado como uma grande marca da diversidade do património humano”. Foi com estas palavras que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa acolheu, em Nusa Dua, na ilha indonésia de Bali, a decisão do VI Comité Intergovernamental da UNESCO.
Foi um antecessor de António Costa, Pedro Santana Lopes, quem lançou as bases da candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade, tendo por embaixadores dois nomes maiores desta expressão musical, Mariza e Carlos do Carmo. Aprovada por unanimidade na Câmara de Lisboa, a 12 de maio de 2010, a candidatura seria apresentada à Presidência da República a 28 de junho do mesmo ano e posteriormente oficializada junto da Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Dois meses depois, chegava à sede da UNESCO, na capital francesa.
Confirmada a declaração como Património Imaterial da Humanidade, ao cabo de longas horas de análise de dezenas de candidaturas internacionais, António Costa destacou o que disse ser um “grande tributo que a UNESCO prestou aos fadistas”: “Finalmente tocou-se o fado”
“Tocou-se o fado e acho que foi um grande tributo que a UNESCO prestou aos fadistas, àqueles que têm cantado, que têm tocado, que têm composto, aos poetas que têm dado as suas letras ao fado e que são aqueles que justificam nós estarmos hoje aqui e que asseguram a grande salvaguarda do fado, dando-lhe futuro e perenidade”, assinalou o autarca de Lisboa, em declarações citadas pela agência Lusa.
“Estranha Forma de Vida” foi o fado que António Costa fez chegar às demais delegações presentes em Bali depois de agradecer a distinção da UNESCO. “Acho que foi a melhor forma de homenagear aqueles que têm de ser hoje homenageados. São aqueles que têm feito o fado e que são os fadistas. E aquela Estranha Forma de Vida é uma homenagem a todos”, explicou.
“Profunda satisfação”
Cavaco Silva escolheu o portal da Presidência da República na Internet para uma primeira reação aos acontecimentos de Bali. O “reconhecimento” da UNESCO, afirmou o Chefe de Estado, “constitui um motivo de orgulho para todos os portugueses”. “A partir deste momento, o fado é reconhecido como um Património de toda a humanidade, um valor inestimável no presente e uma herança cultural importante para as gerações futuras”, escreveu Aníbal Cavaco Silva.
O Presidente deixou uma saudação a todos os que se envolveram na preparação da candidatura: “O seu sucesso é também o sucesso de todos os que, ao longo de mais de um século, viveram, trabalharam, escreveram e cantaram o fado. Estão de parabéns os fadistas, os poetas, os músicos, os compositores, os estudiosos e todos os que contribuíram para fazer do fado uma melodia universal”.
Por sua vez, a diretora do Museu do Fado - onde se aguardou em ambiente de festa antecipada o desfecho da maratona de análise na Indonésia - encara a decisão da UNESCO como uma “grande alegria” e, ao mesmo tempo, uma “responsabilidade acrescida”.
“E ouviu-se o fado. Muito bom e muito bem. Estamos muito felizes e com imensa vontade de partilhar essa alegria com todos os que trabalharam nesta candidatura, com todos os que constroem o fado, com todos os nossos artistas, todos os nossos parceiros, as instituições envolvidas, os investigadores, a equipa do Museu do Fado. É uma alegria muito grande”, reagiu Sara Pereira, que lembrou os cinco eixos estratégicos do projeto de salvaguarda submetido à UNESCO: a rede de arquivos; o arquivo digital sonoro; o programa editorial; roteiros temáticos do fado; o programa educativo.
Já o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, considerou em comunicado que a distinção da UNESCO dá aos portugueses “alegria”, num momento “em que Portugal necessita como nunca de notícias positivas".
“Um grande estímulo”
Ouvido pela Antena 1, Carlos do Carmo confessou-se emocionado e recompensado com a distinção da UNESCO, sublinhando que se trata de um enorme estímulo para todos os que se dedicam ao fado: “Agora, depois da emoção, vou ver se tenho voz para cantar”.
“O jogo vai ter regras, porque eles vão-nos dizer quais são as regras do jogo. Com o empenho que houve nestes seis anos, que foi muito grande, desta dedicação para apresentar a candidatura, este empenho não vai quebrar. Portanto, isto não se esgota nesta candidatura e coisas muito bonitas vão ainda acontecer, com certeza, porque a equipa não se vai desmembrar e estou convencido de que a comunidade do fado vai ficar muito sensibilizada, porque isto é bom para todos os que tocam, todos os que cantam. Isto é um grande estímulo”, sublinhou o cantor.
Na véspera da decisão, o musicólogo Rui Vieira Nery, à frente da Comissão Científica da candidatura, colocava em destaque uma “reconciliação nacional” sobre o fado. Assim como o facto de o processo ter gerado “um certo sentimento de unidade na comunidade fadista que nem sempre existe”. O especialista, que é afilhado dos fadistas Maria Teresa de Noronha e Fernando Farinha, salientava à Lusa, por outro lado, a virtude de “a candidatura ter sido acompanhada pela comunidade e não apenas por um comité de investigadores”.
À rádio pública, Rui Vieira Nery defendeu este domingo que a distinção atribuída ao fado abre portas “a outras eventuais formas culturais portuguesas”. “Fala-se de crónicas de mortes anunciadas, neste caso é uma crónica de um sucesso anunciado, mas é sempre muito consolador. Nós tivemos muitos anos de trabalho envolvidos com muita gente nesta candidatura e todos nós, que participámos nela, estamos muito felizes por esse trabalho ter chegado a bom porto”, frisou o musicólogo, que, em Bali, chegou a tecer duras críticas à presidência da reunião da UNESCO, atribuindo a demora da discussão a uma “incompetência extraordinária”.
“E é prosseguir com a responsabilidade que o Estado português assume neste momento de continuar a proteger e a difundir o fado. Mas penso que esta vitória transcende o fado. Acho que é uma vitória da cultura portuguesa no seu todo”, rematou.
RTP/Notícias
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Cultura - Mudeu do Fado recebe notícia de Bali com gritos de alegria - RTP Noticias, Vídeo
Fado, the music that best represents Portugal, its feelings and that of its people, was designated today by UNESCO a World Cultural Heritage.
The candidacy was sponsored by the Fado Museum in Alfama, where "fadistas" and followers of the fado, waited eagerly from the early morning hours, after an all day and all night concert at the museum, that was broadcast worldwide.
Fado has just been given World Heritage status by UNESCO, meaning it’s protected as “intangible cultural heritage of humanity,” joining other unique cultural expressions such as the tango and flamenco. This musical style (which is actually more like a poetic recital) is strongly connected to the streets of Lisbon where it was born and has come to be symbolic of the Portuguese soul. Those interested in listening to Fado should look for the greatest Fado diva of all time, Amalia Rodrigues. She defined the style of the genre and has influenced an entire generation of young singers. The album to get is “The Art of Amalia Rodrigues” which should be available wherever World Music is sold. The queen of the new generation of “fadistas” is Grammy-nominated Mariza, and her album “Fado em Mim” is a great introduction to the singer and Fado music itself.
Not Fado but greatly representative of the sound of Lisbon is Madredeus, a band that received great acclaim and worldwide success in the 1990s. Their “Best Of” collection is called “Antologia” where you’ll hear their now-classic hits mixing the influences of Fado and modern folk. A former member has gone solo to great success, with his album “Cinema” having been considered one of the albums of the year by Billboard magazine in 2004. That’s Rodrigo Leão, a musician/composer with an obvious passion for Lisbon reflected in his music.
Also mixing Lisbon’s Fado with folk and pop is Dulce Pontes, a well-known name in World Music. Her biggest hit is “Canção do Mar,” first performed by Amália Rodrigues. You’ve heard that song if you watched the movie “Primal Fear” (starring Richard Gere) or the NBC/TNT drama “Southland” (it’s the theme song). Pontes’ “Best Of” CD is one of the top-selling Portuguese albums of all time.
To understand the relevance of Fado in Lisbon and on Portuguese culture in general, visit the Fado Museum whenever you’re in the city.
From: Go LISBON Blog
“O fado é um elemento importante da nossa identidade e um enorme contributo para a cultura mundial. E, acima de tudo, as comunidades do fado incentivaram o processo e nele participaram. Esta decisão traz-nos uma enorme responsabilidade, a responsabilidade de preservar e promover o fado como uma grande marca da diversidade do património humano”. Foi com estas palavras que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa acolheu, em Nusa Dua, na ilha indonésia de Bali, a decisão do VI Comité Intergovernamental da UNESCO.
Foi um antecessor de António Costa, Pedro Santana Lopes, quem lançou as bases da candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade, tendo por embaixadores dois nomes maiores desta expressão musical, Mariza e Carlos do Carmo. Aprovada por unanimidade na Câmara de Lisboa, a 12 de maio de 2010, a candidatura seria apresentada à Presidência da República a 28 de junho do mesmo ano e posteriormente oficializada junto da Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Dois meses depois, chegava à sede da UNESCO, na capital francesa.
Confirmada a declaração como Património Imaterial da Humanidade, ao cabo de longas horas de análise de dezenas de candidaturas internacionais, António Costa destacou o que disse ser um “grande tributo que a UNESCO prestou aos fadistas”: “Finalmente tocou-se o fado”
“Tocou-se o fado e acho que foi um grande tributo que a UNESCO prestou aos fadistas, àqueles que têm cantado, que têm tocado, que têm composto, aos poetas que têm dado as suas letras ao fado e que são aqueles que justificam nós estarmos hoje aqui e que asseguram a grande salvaguarda do fado, dando-lhe futuro e perenidade”, assinalou o autarca de Lisboa, em declarações citadas pela agência Lusa.
“Estranha Forma de Vida” foi o fado que António Costa fez chegar às demais delegações presentes em Bali depois de agradecer a distinção da UNESCO. “Acho que foi a melhor forma de homenagear aqueles que têm de ser hoje homenageados. São aqueles que têm feito o fado e que são os fadistas. E aquela Estranha Forma de Vida é uma homenagem a todos”, explicou.
“Profunda satisfação”
Cavaco Silva escolheu o portal da Presidência da República na Internet para uma primeira reação aos acontecimentos de Bali. O “reconhecimento” da UNESCO, afirmou o Chefe de Estado, “constitui um motivo de orgulho para todos os portugueses”. “A partir deste momento, o fado é reconhecido como um Património de toda a humanidade, um valor inestimável no presente e uma herança cultural importante para as gerações futuras”, escreveu Aníbal Cavaco Silva.
O Presidente deixou uma saudação a todos os que se envolveram na preparação da candidatura: “O seu sucesso é também o sucesso de todos os que, ao longo de mais de um século, viveram, trabalharam, escreveram e cantaram o fado. Estão de parabéns os fadistas, os poetas, os músicos, os compositores, os estudiosos e todos os que contribuíram para fazer do fado uma melodia universal”.
Por sua vez, a diretora do Museu do Fado - onde se aguardou em ambiente de festa antecipada o desfecho da maratona de análise na Indonésia - encara a decisão da UNESCO como uma “grande alegria” e, ao mesmo tempo, uma “responsabilidade acrescida”.
“E ouviu-se o fado. Muito bom e muito bem. Estamos muito felizes e com imensa vontade de partilhar essa alegria com todos os que trabalharam nesta candidatura, com todos os que constroem o fado, com todos os nossos artistas, todos os nossos parceiros, as instituições envolvidas, os investigadores, a equipa do Museu do Fado. É uma alegria muito grande”, reagiu Sara Pereira, que lembrou os cinco eixos estratégicos do projeto de salvaguarda submetido à UNESCO: a rede de arquivos; o arquivo digital sonoro; o programa editorial; roteiros temáticos do fado; o programa educativo.
Já o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, considerou em comunicado que a distinção da UNESCO dá aos portugueses “alegria”, num momento “em que Portugal necessita como nunca de notícias positivas".
“Um grande estímulo”
Ouvido pela Antena 1, Carlos do Carmo confessou-se emocionado e recompensado com a distinção da UNESCO, sublinhando que se trata de um enorme estímulo para todos os que se dedicam ao fado: “Agora, depois da emoção, vou ver se tenho voz para cantar”.
“O jogo vai ter regras, porque eles vão-nos dizer quais são as regras do jogo. Com o empenho que houve nestes seis anos, que foi muito grande, desta dedicação para apresentar a candidatura, este empenho não vai quebrar. Portanto, isto não se esgota nesta candidatura e coisas muito bonitas vão ainda acontecer, com certeza, porque a equipa não se vai desmembrar e estou convencido de que a comunidade do fado vai ficar muito sensibilizada, porque isto é bom para todos os que tocam, todos os que cantam. Isto é um grande estímulo”, sublinhou o cantor.
Na véspera da decisão, o musicólogo Rui Vieira Nery, à frente da Comissão Científica da candidatura, colocava em destaque uma “reconciliação nacional” sobre o fado. Assim como o facto de o processo ter gerado “um certo sentimento de unidade na comunidade fadista que nem sempre existe”. O especialista, que é afilhado dos fadistas Maria Teresa de Noronha e Fernando Farinha, salientava à Lusa, por outro lado, a virtude de “a candidatura ter sido acompanhada pela comunidade e não apenas por um comité de investigadores”.
À rádio pública, Rui Vieira Nery defendeu este domingo que a distinção atribuída ao fado abre portas “a outras eventuais formas culturais portuguesas”. “Fala-se de crónicas de mortes anunciadas, neste caso é uma crónica de um sucesso anunciado, mas é sempre muito consolador. Nós tivemos muitos anos de trabalho envolvidos com muita gente nesta candidatura e todos nós, que participámos nela, estamos muito felizes por esse trabalho ter chegado a bom porto”, frisou o musicólogo, que, em Bali, chegou a tecer duras críticas à presidência da reunião da UNESCO, atribuindo a demora da discussão a uma “incompetência extraordinária”.
“E é prosseguir com a responsabilidade que o Estado português assume neste momento de continuar a proteger e a difundir o fado. Mas penso que esta vitória transcende o fado. Acho que é uma vitória da cultura portuguesa no seu todo”, rematou.
RTP/Notícias
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Cultura - Mudeu do Fado recebe notícia de Bali com gritos de alegria - RTP Noticias, Vídeo
Fado, the music that best represents Portugal, its feelings and that of its people, was designated today by UNESCO a World Cultural Heritage.
The candidacy was sponsored by the Fado Museum in Alfama, where "fadistas" and followers of the fado, waited eagerly from the early morning hours, after an all day and all night concert at the museum, that was broadcast worldwide.
Fado has just been given World Heritage status by UNESCO, meaning it’s protected as “intangible cultural heritage of humanity,” joining other unique cultural expressions such as the tango and flamenco. This musical style (which is actually more like a poetic recital) is strongly connected to the streets of Lisbon where it was born and has come to be symbolic of the Portuguese soul. Those interested in listening to Fado should look for the greatest Fado diva of all time, Amalia Rodrigues. She defined the style of the genre and has influenced an entire generation of young singers. The album to get is “The Art of Amalia Rodrigues” which should be available wherever World Music is sold. The queen of the new generation of “fadistas” is Grammy-nominated Mariza, and her album “Fado em Mim” is a great introduction to the singer and Fado music itself.
Not Fado but greatly representative of the sound of Lisbon is Madredeus, a band that received great acclaim and worldwide success in the 1990s. Their “Best Of” collection is called “Antologia” where you’ll hear their now-classic hits mixing the influences of Fado and modern folk. A former member has gone solo to great success, with his album “Cinema” having been considered one of the albums of the year by Billboard magazine in 2004. That’s Rodrigo Leão, a musician/composer with an obvious passion for Lisbon reflected in his music.
Also mixing Lisbon’s Fado with folk and pop is Dulce Pontes, a well-known name in World Music. Her biggest hit is “Canção do Mar,” first performed by Amália Rodrigues. You’ve heard that song if you watched the movie “Primal Fear” (starring Richard Gere) or the NBC/TNT drama “Southland” (it’s the theme song). Pontes’ “Best Of” CD is one of the top-selling Portuguese albums of all time.
To understand the relevance of Fado in Lisbon and on Portuguese culture in general, visit the Fado Museum whenever you’re in the city.
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Mariachi Tambien Es Patrimonio de la Humanidad
El Instituto Nacional de Antropología e Historia expresa su beneplácito por la declaratoria
PARÍS, Francia, nov. 27, 2011.- La UNESCO inscribió hoy en la Lista del Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad la música de mariachi de México, junto a la tradición de los chamanes jaguares del Yuruparí de Colombia, el rito peruano de la región de Cusco y el fado portugués.
Por decisión del comité de expertos, reunido en la isla indonesia de Bali, la Organización de las Naciones Unidas para Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO) consideró que la música del Mariachi es centrada en la vida en comunidad.
Según la UNESCO, 'la música de mariachi transmite valores que fomentan el respeto del patrimonio natural de las regiones mexicanas y de la historia local, tanto en español como en las diversas lenguas indígenas del oeste del país'.
Para festejar la decisión del comité, un grupo de mariachis ingresó en la sala de reuniones y cantó 'El son de la negra', una de las melodías más emblemáticas del género.
El secretario de Cultura del estado mexicano de Jalisco, Alejandro Cravioto, declaró que 'no hay ninguna expresión musical mexicana más difundida por el mundo, y esta universalidad tenía que verse reflejada en la lista de patrimonio inmaterial'.
Cravioto destacó que el mariachi acompaña todo el recorrido vital de los mexicanos ya que 'está presente desde el bautizo hasta el entierro', y señaló que, junto con la comida, es el único elemento propio que los emigrantes se llevan siempre consigo.
Otro de las nuevos integrantes de la lista es la sabiduría de los chamanes jaguares del Yuruparí de Colombia, pues los expertos del comité reconocieron la 'ejemplaridad' de la candidatura colombiana de esta tribu.
Los jaguares del Yuruparí, que habitan en los alrededores del río Pirá Paraná, transmiten por vía masculina y desde el nacimiento el Hee Yaia Keti Oka, una sabiduría que les fue entregado desde sus orígenes por los Ayowa (creadores) para cuidar del territorio y de la vida.
La UNESCO también declaró patrimonio inmaterial el peregrinaje al santuario inca del Señor de Qoyllurit'i de Perú, que recorre ocho kilómetros desde Mahuayani hasta Sinakara y finaliza en el sitio sagrado, situado a más de cuatro mil metros sobre el nivel del mar.
La celebración fusiona tradiciones andinas y europeas cristianas a través de las cuales se ha establecido una expresión religiosa compleja y única en el mundo.
El fado portugués, género musical habitualmente cantado por un solista acompañado por una guitarra portuguesa, que nació en los barrios humildes de Lisboa, también fue incluido en la lista del Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad.
El Comité para la salvaguardia del patrimonio cultural inmaterial agregó en total 14 elementos a la 'lista representativa del patrimonio cultural inmaterial de la humanidad' que ya cuenta 213 tradiciones de todo el mundo.
Entre ellas los cantos y juegos Becarac y la danza del silencio Nijemo Kolo del interior de Dalmacia, ambas de Croacia; el desfile de los reyes a caballo de la República Checa.
Así como las prácticas culturales relacionadas con el balafon, un instrumento de percusión de madera empleado por las comunidades Senufo de Mali y Burkina Faso. También se reconoció la poesía oral espontánea Tsiattista acompañada por violín de Chipre; la equitación en la tradición francesa; el ritual de trasplante de arroz en Mibu y la danza sagrada Sada Shin Noh, las dos de Japón.
INAH EXPRESA SU BENEPLÁCITO
Con la inclusión del Mariachi, una de las máximas expresiones de la música nacional, a la lista de Patrimonio Cultural Inmaterial de la UNESCO, México suma siete declaratorias en este rubro, destacó hoy el Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH).
Al dar a conocer la designación, ocurrida en el marco de la sexta reunión del Comité Intergubernamental para la Salvaguardia del Patrimonio Inmaterial, que se desarrolla en Bali, Indonesia, el INAH destacó que tras dos años de evaluación de la candidatura mexicana, esta mañana (tiempo de México) se logró el voto positivo y unánime de los 24 países miembros de dicho comité.
De acuerdo con un comunicado, el Mariachi, música de cuerdas, canto y trompeta fue una de las 17 candidaturas recomendadas para esta inscripción que fueron analizadas y cuya declaratoria coloca a México -junto con Colombia e Iránù en el octavo lugar en la Lista Representativa del Patrimonio Cultural Inmaterial.
China encabeza el padrón con 29 elementos inscritos, seguido por Japón con 20, Corea con 13, Croacia con 11 expresiones culturales, España con 10, Turquía con nueve; y el séptimo lugar lo ocupan Francia, India y Mongolia con ocho.
En esta sexta reunión, el Organo Subsidiario, encargado de evaluar las candidaturas, destacó la propuesta mexicana como uno de los expedientes mejor concebidos e integrados de entre los 17 recomendados, siendo un ejemplo a seguir para las candidatura de otros países. El expediente, detalló el comunicado, fue presentado por el INAH y la Secretaría de Cultura del Estado de Jalisco en agosto de 2010.
De manera que su inscripción en la Lista Representativa del Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad es resultado de un proceso de elaboración y evaluación de casi dos años.
El comité de la UNESCO decidió reconocer al Mariachi dado que -entre otros aspectos- ha sido transmitido de generación en generación, recreado constantemente durante eventos festivos, religiosos y sociales, reforzando el sentido de identidad y continuidad de sus comunidades portadoras en México y el extranjero.
En la actualidad, existen mariachis en países de todos los continentes, principalmente en Aruba (isla de las Antillas Menores) que cuenta con el mayor número de agrupaciones musicales de este tipo, quienes cantan lo mismo en español que en papiamento, que es la lengua oficial.
Asimismo, en El Cairo, donde el pasado 15 de septiembre, Día de la Independencia de México, debutó un mariachi conformado por músicos egipcios.
La reciente inscripción de El Mariachi, música de cuerdas, canto y trompeta, en la Lista Representativa del Patrimonio Inmaterial de la UNESCO, contribuirá a que los organismos mexicanos involucrados coordinen esfuerzos para afianzar y reproducir esta expresión que conjuga sabiduría popular, ejecución de instrumentos, tradición laudera, e improvisación de patrones rítmicos y melódicos, entre otros elementos.
PARÍS, Francia, nov. 27, 2011.- La UNESCO inscribió hoy en la Lista del Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad la música de mariachi de México, junto a la tradición de los chamanes jaguares del Yuruparí de Colombia, el rito peruano de la región de Cusco y el fado portugués.
Por decisión del comité de expertos, reunido en la isla indonesia de Bali, la Organización de las Naciones Unidas para Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO) consideró que la música del Mariachi es centrada en la vida en comunidad.
Según la UNESCO, 'la música de mariachi transmite valores que fomentan el respeto del patrimonio natural de las regiones mexicanas y de la historia local, tanto en español como en las diversas lenguas indígenas del oeste del país'.
Para festejar la decisión del comité, un grupo de mariachis ingresó en la sala de reuniones y cantó 'El son de la negra', una de las melodías más emblemáticas del género.
El secretario de Cultura del estado mexicano de Jalisco, Alejandro Cravioto, declaró que 'no hay ninguna expresión musical mexicana más difundida por el mundo, y esta universalidad tenía que verse reflejada en la lista de patrimonio inmaterial'.
Cravioto destacó que el mariachi acompaña todo el recorrido vital de los mexicanos ya que 'está presente desde el bautizo hasta el entierro', y señaló que, junto con la comida, es el único elemento propio que los emigrantes se llevan siempre consigo.
Otro de las nuevos integrantes de la lista es la sabiduría de los chamanes jaguares del Yuruparí de Colombia, pues los expertos del comité reconocieron la 'ejemplaridad' de la candidatura colombiana de esta tribu.
Los jaguares del Yuruparí, que habitan en los alrededores del río Pirá Paraná, transmiten por vía masculina y desde el nacimiento el Hee Yaia Keti Oka, una sabiduría que les fue entregado desde sus orígenes por los Ayowa (creadores) para cuidar del territorio y de la vida.
La UNESCO también declaró patrimonio inmaterial el peregrinaje al santuario inca del Señor de Qoyllurit'i de Perú, que recorre ocho kilómetros desde Mahuayani hasta Sinakara y finaliza en el sitio sagrado, situado a más de cuatro mil metros sobre el nivel del mar.
La celebración fusiona tradiciones andinas y europeas cristianas a través de las cuales se ha establecido una expresión religiosa compleja y única en el mundo.
El fado portugués, género musical habitualmente cantado por un solista acompañado por una guitarra portuguesa, que nació en los barrios humildes de Lisboa, también fue incluido en la lista del Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad.
El Comité para la salvaguardia del patrimonio cultural inmaterial agregó en total 14 elementos a la 'lista representativa del patrimonio cultural inmaterial de la humanidad' que ya cuenta 213 tradiciones de todo el mundo.
Entre ellas los cantos y juegos Becarac y la danza del silencio Nijemo Kolo del interior de Dalmacia, ambas de Croacia; el desfile de los reyes a caballo de la República Checa.
Así como las prácticas culturales relacionadas con el balafon, un instrumento de percusión de madera empleado por las comunidades Senufo de Mali y Burkina Faso. También se reconoció la poesía oral espontánea Tsiattista acompañada por violín de Chipre; la equitación en la tradición francesa; el ritual de trasplante de arroz en Mibu y la danza sagrada Sada Shin Noh, las dos de Japón.
INAH EXPRESA SU BENEPLÁCITO
Con la inclusión del Mariachi, una de las máximas expresiones de la música nacional, a la lista de Patrimonio Cultural Inmaterial de la UNESCO, México suma siete declaratorias en este rubro, destacó hoy el Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH).
Al dar a conocer la designación, ocurrida en el marco de la sexta reunión del Comité Intergubernamental para la Salvaguardia del Patrimonio Inmaterial, que se desarrolla en Bali, Indonesia, el INAH destacó que tras dos años de evaluación de la candidatura mexicana, esta mañana (tiempo de México) se logró el voto positivo y unánime de los 24 países miembros de dicho comité.
De acuerdo con un comunicado, el Mariachi, música de cuerdas, canto y trompeta fue una de las 17 candidaturas recomendadas para esta inscripción que fueron analizadas y cuya declaratoria coloca a México -junto con Colombia e Iránù en el octavo lugar en la Lista Representativa del Patrimonio Cultural Inmaterial.
China encabeza el padrón con 29 elementos inscritos, seguido por Japón con 20, Corea con 13, Croacia con 11 expresiones culturales, España con 10, Turquía con nueve; y el séptimo lugar lo ocupan Francia, India y Mongolia con ocho.
En esta sexta reunión, el Organo Subsidiario, encargado de evaluar las candidaturas, destacó la propuesta mexicana como uno de los expedientes mejor concebidos e integrados de entre los 17 recomendados, siendo un ejemplo a seguir para las candidatura de otros países. El expediente, detalló el comunicado, fue presentado por el INAH y la Secretaría de Cultura del Estado de Jalisco en agosto de 2010.
De manera que su inscripción en la Lista Representativa del Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad es resultado de un proceso de elaboración y evaluación de casi dos años.
El comité de la UNESCO decidió reconocer al Mariachi dado que -entre otros aspectos- ha sido transmitido de generación en generación, recreado constantemente durante eventos festivos, religiosos y sociales, reforzando el sentido de identidad y continuidad de sus comunidades portadoras en México y el extranjero.
En la actualidad, existen mariachis en países de todos los continentes, principalmente en Aruba (isla de las Antillas Menores) que cuenta con el mayor número de agrupaciones musicales de este tipo, quienes cantan lo mismo en español que en papiamento, que es la lengua oficial.
Asimismo, en El Cairo, donde el pasado 15 de septiembre, Día de la Independencia de México, debutó un mariachi conformado por músicos egipcios.
La reciente inscripción de El Mariachi, música de cuerdas, canto y trompeta, en la Lista Representativa del Patrimonio Inmaterial de la UNESCO, contribuirá a que los organismos mexicanos involucrados coordinen esfuerzos para afianzar y reproducir esta expresión que conjuga sabiduría popular, ejecución de instrumentos, tradición laudera, e improvisación de patrones rítmicos y melódicos, entre otros elementos.
Tuesday, November 22, 2011
Monday, November 21, 2011
Carlos do Carmo - Paulo Gonzo
Enjoy this presentation at Coliseu de Lisboa - Hear the versatility of the fado and why it should become a UNESCO World Heritage!
Save the link to uWall.tv and enjoy your favorite artists while you work or relax.
Disfrutem esta apresentação no Coliseu de Lisboa - Ouçam a versatilidade do fado e porque deve ser um Patrimónia da Humanidade da UNESCO!
Guardem o link da uWall.tv e disfrutem os seus artistas favoritos no serviço ou quando relaxando!
http://uwall.tv/
Save the link to uWall.tv and enjoy your favorite artists while you work or relax.
Disfrutem esta apresentação no Coliseu de Lisboa - Ouçam a versatilidade do fado e porque deve ser um Patrimónia da Humanidade da UNESCO!
Guardem o link da uWall.tv e disfrutem os seus artistas favoritos no serviço ou quando relaxando!
http://uwall.tv/
Sunday, November 20, 2011
O Nome da Rua
O Nome da Rua foi uma produção da RTP Açores, num total de 46 programas e nos anos de 1993 e 1994, tendo como apresentador, Luciano Mota Vieira, que foi amigo íntimo do meu pai, Gil Alves e que conheci, tendo gratas memórias da sua pessoa.
Para mais informações sobre o apresentador, sugire uma visita a http://pt.wikipedia.org/wiki/Luciano_Mota_Vieira
É uma série bastante interessante, historiando muitas das ruas mais importantes de S. Miguel, Terceira e Faial. Gentilmente cedido pela família, convido-vos a ver o primeiro programa e depois de aderirem ao You Tube, para conseguir os links para os demais programas.
Para os amantes das nossas ilhas, é uma deliciosa relíquia.
Para mais informações sobre o apresentador, sugire uma visita a http://pt.wikipedia.org/wiki/Luciano_Mota_Vieira
É uma série bastante interessante, historiando muitas das ruas mais importantes de S. Miguel, Terceira e Faial. Gentilmente cedido pela família, convido-vos a ver o primeiro programa e depois de aderirem ao You Tube, para conseguir os links para os demais programas.
Para os amantes das nossas ilhas, é uma deliciosa relíquia.
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