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Thursday, June 7, 2012

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades

Portugal Day, officially Portuguese Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (Day of Portugal , Camões, and the Portuguese Communities ), is Portugal's National Day  celebrated annually on June 10. Although officially observed only in Portugal , Portuguese citizens and emigrants throughout the world celebrate this holiday. The June 10 date commemorates the death of national literary icon Luís Vaz de Camões  in 1580.
Camões wrote Os Lusíadas , Portugal's national epic poem  celebrating Portuguese history  and achievements. The poem focuses mainly on the 16th-century Portuguese explorations , which brought fame and fortune to the country. Camões' poem, considered one of the finest and most important works in Portuguese literature , became a symbol for the great feats of the Portuguese Empire . Camões was an adventurer who lost one eye fighting in Ceuta , wrote Os Lusíadas while traveling, and survived a shipwreck inCochinchina  (present-day Vietnam ). According to popular folklore, Camões saved his epic poem by swimming with one arm while keeping the other arm above water. Since Camões' date of birth is unknown, the date of his death is celebrated as Portugal's National Day.
Although Camões became a symbol for Portugal nationalism, his death in 1580 coincided with a dynastic crisis  that eventually resulted in Philip II of Spain  claiming the Portuguese throne . Portugal was then ruled by three generations of Spanish kings . Sixty years later, on December 1, 1640, the country regained its independence once again by expelling the Spanish  and making John of Bragança, King John IV of Portugal .
During the authoritarian Estado Novo  regime in the 20th century, Camões was used as a symbol for the Portuguese nation. In 1944, at the dedication ceremony of the National Stadium, António de Oliveira Salazar  referred to June 10th as Dia da Raça, the Day of the Portuguese  Race. The notion of a Portuguese "race"  served his nationalist purposes.[1] Portugal Day celebrations were officially suspended during the Carnation Revolution . Celebrations resumed after 1974, expanded to include the Comunidades Portuguesas, Portuguese emigrants and their descendants living in communities all around the world.
From Wikepedia
 
Largo de Camões - Lisbon ©JMLA 2002


 






San Diego will clebrate June 10 at 1PM at the Portuguese Hall with a luncheon and a program allusive to the date. $10 per person.
Medal of Luís Vaz de Camões offered to the Portuguese Community in San Diego by incoming Consul General in San Francisco, Nuno Vaultier Mathias during his visit on June 7, 2012

This medal as can be seen below, was minted especially for the 2012 celebrations and is being presented to the Portuguese Communities

Álvaro Monjardino - Publicado na Sábado, dia 09 de Junho de 2012, por Alvaro Monjardino em A União -Jorna Online /Angra 

Luís de Camões morreu em Lisboa em 10 de Junho de 1580. Enterrado como pobre que era em campa rasa, perderam-se-lhe os restos mortais a quando do terramoto de 1755 e os que jazem no «seu» túmulo da igreja dos Jerónimos (onde visitas políticas de qualidade costumam depor flores quando vêm a Portugal, como ainda há dias o príncipe das Astúrias) só por improvável coincidência serão os dele, e nem por ADN deve ser possível confirmá-lo – onde haverá hoje parentes de Camões? Mas sabemos há muito o que é isto de memórias, símbolos e comemorações apropriados pela política... Em 1880, o 10 de Junho serviu para centrar, no 3º centenário da morte do poeta, o apetite de poder do ainda jovem partido republicano português, na primeira das manifestações contra a Monarquia a que, 10 anos volvidos, o ultimatum britânico daria força acrescida por aí haver mesmo agitação popular. Mas nem assim a República fez do 10 de Junho o feriado nacional que só o Estado Novo e o seu nacionalismo decretaram. O 10 de Junho da minha infância, da adolescência e de ainda mais uma boa década chamava-se então Dia da Raça, numa altura em que isso não era pejorativo (ainda me lembro de cantar, nos meus tempos da Mocidade Portuguesa «A Raça Lusa ao mundo deu / Santos, heróis de fama / Por tal senda vamos nós / Guiados p’la mesma chama», etc.). Com as guerras coloniais, o 10 de Junho passou a ser o dia de condecorar heróis das campanhas do Ultramar. Enfim, o 25 de Abril manteve o feriado como Dia de Portugal tout court, já sem celebração de feitos bélicos, até ele passar, desde 1978, a «Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas», honrando a Diáspora, políticos desactivados e outros cidadãos reconhecidos. Assim se chegou a 2012, com o país em purgatório económico-financeiro para não cair em bancarrota, sob o olho vigilante da trindade Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia. Num contexto destes, celebrar o quê? Bem, algo existe de muito mais sério e constante (porque nuclear) do que o até agora exaltado consoante as áleas do politicamente correcto. Sim, o que há (porque sempre houve) verdadeiramente a celebrar neste dia em que se lembra a morte na pobreza do maior poeta de Portugal, é a sobrevivência do sujeito (e objecto) das vicissitudes nacionais ao longo de quase 9 séculos: o povo português, com quem provavelmente – apesar dos que apelam ao contrário ou por isso anseiam – se irá ultrapassar a presente crise, naquele senso vital que sempre lhe fez das fraquezas forças e é o mais positivo, e até mesmo criador, da toda a sua História. 












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