Every year the Cabrillo Festival reenacts the arrival of Juan Rodrigues Cabrillo, Portuguese navigator at the service of Spain and the first European to set foot on the what is now the western part of the United States. This is a series of photographs I took during the Cabrillo Festival 1976. John Rebelo, was President and José M. L. Alves, Vice President - The event was held then at Shelter Island when Paulo Goulart was the personage of Cabrillo. On the photos Mary R. Gilgitto is seen on the stage as MC and Tony Codina, the second personage of Cabrillo is seen walking toward the bay to coordinate the landing. the Portuguese American Dancers under the direction of Mary Moniz entertained the audience along with the Point Loma Srings, made up of António Garcia da Rosa, Leonel Garcia da Rosa, Manuel (Frizado) Silva and Manuel Labrincha.
Todos os anos o Festival Cabrillo recria a chegada de Juan Rodrigues Cabrillo, navegador português ao serviço de Espanha, que foi o primeiro europeu a pisar o que hoje é o oeste dos Estados Unidos. Esta série de fotografias foram tiradas por mim durante o Festival Cabrillo em 1976 - John Rebelo era Presidente e José M. L. Alves, Vice Presidente. O festival teve lugar no Shelter Island, com Paulo Goulart a fazer a personagem de Cabrillo. Nas fotos identifica-se Mary Rosa Giglitto, como Mestre de Cerimónias e Tony Codina, segunda pessoa a personificar Cabrillo dirigindo-se para a baía para orientar o desembarque. O grupo folclórico, Portuguese American Dancer, sob a direcção de Mary Moniz, entretiveram a assistencia assim como o Point Loma Strings, de que faziam parte António Garcia da Rosa, Leonel Garcia da Rosa, Manuel (Frizado) Silva e Manuel Labrincha.
JMLA
Historical tidbits of the Portuguese Community in California, and more! / Apanhados da história da comunidade portuguesa na Califórnia, e mais!
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Friday, March 30, 2012
Wednesday, March 28, 2012
Açores a pé pelas nove ilhas
Açores a Pé - «Quero perscrutar o quotidiano açoriano sem pressas»
O jornalista Nuno Ferreira já partiu para uma nova aventura: A travessia das nove ilhas dos Açores a pé em busca do quotidiano açoriano, das tradições, cultura popular e diferentes realidades. Com ele leva uma mochila, um computador e a máquina fotográfica.
Café Portugal | sábado, 17 de Março de 2012
Café Portugal - Depois de ter atravessado o continente a pé de Sagres ao Minho e ter publicado a aventura no livro «Portugal A Pé» (edição Vertimag), o que podemos esperar da sua viagem nas nove ilhas dos Açores?
Nuno Ferreira - O que eu pretendo fazer nos Açores já a partir do dia 17 de Março na Ilha de São Miguel é ir caminhando pelas freguesias de cada ilha e ir vivenciando a realidade de cada uma e os contrastes que vão surgindo tanto a nível de paisagem como de tradições e cultura popular. Parto sem ideias pré-concebidas nem sobre o arquipélago nem acerca das nove ilhas que o compõem. Farei o que fiz no continente mas adaptado à realidade açoriana: perscrutar o quotidiano sem pressas, seja a faina da pesca, seja a lavoura, seja uma festa religiosa.
C.P. - Esta não é a sua primeira visita açoriana. Já esteve no território noutros momentos, inclusivamente percorreu a ilha de São Miguel com os romeiros. Pode-nos falar brevemente dessas aventuras?
N.F.- Fiz diversas reportagens nos Açores. A experiência na companhia dos romeiros em 1986, num rancho da Ribeira Grande e em 1992, num rancho de São Pedro de Ponta Delgada foi muito marcante e uma das razões porque decidi começar a travessia por São Miguel. Conheci bem o território enquanto romeiro e guardo ainda na memória a experiência de caminhar de madrugada em lugares mágicos como Pedreira do Nordeste ou Água Retorta.
C.P. - Para além dessa vontade de conhecer e vivenciar, a viagem acarreta a chamada logística do viajante. Como se organiza o Nuno?
N.F.- Levou a mochila, o computador e a máquina fotográfica. No fundo o mesmo que levei no continente. A ideia é conseguir que o peso não chegue aos 15 quilos como aconteceu na minha primeira fase no Algarve. Torna-se difícil conciliar a caminhada e o esforço físico com a parte propriamente jornalística.
C.P. - Em seu entender qual poderá vir a ser o maior desafio?
N.F.- O grande desafio é sempre vivenciar sem que a nossa condição de jornalista altere muito o quotidiano à nossa volta. Foi isso que eu fiz ou pretendi fazer no «Portugal a pé». Fui vivendo a desertificação, o desemprego e a emigração de uma forma natural. Bastava chegar a uma terra e dar dois dedos de conversa para perceber o que se passava, além de que via pelos meus olhos o vazio do interior rural no continente. Nos Açores e em relação às diferentes realidades e situações que vou encontrar, pretendo agir da mesma forma: Vivenciar, deixar que a realidade se imponha a mim e não o contrário.
C.P. - Sabemos que na sua primeira viagem, no continente, nem tudo foi fácil. Agora parte com um apoio diferente?
N.F.- Sim, tenho de agradecer o apoio da companhia aérea SATA e da Editora Vertimag que já anteriormente publicou o livro «Portugal a Pé» e que desde a primeira hora acarinhou esta nova iniciativa. Publicarei semanalmente as crónicas da travessia açoriana na revista Café Portugal que também apoia o projecto. Paralelamente publicarei uma crónica a cada dois meses na revista Epicur.
Em:http://www.cafeportugal.net
Aguardamos o fim da viagem e o livro que será produzido! Boa caminhada!
Siga no Facebook - https://www.facebook.com/pages/A%C3%A7ores-a-p%C3%A9-pelas-nove-ilhas/233613903394369
O jornalista Nuno Ferreira já partiu para uma nova aventura: A travessia das nove ilhas dos Açores a pé em busca do quotidiano açoriano, das tradições, cultura popular e diferentes realidades. Com ele leva uma mochila, um computador e a máquina fotográfica.
Café Portugal | sábado, 17 de Março de 2012
Café Portugal - Depois de ter atravessado o continente a pé de Sagres ao Minho e ter publicado a aventura no livro «Portugal A Pé» (edição Vertimag), o que podemos esperar da sua viagem nas nove ilhas dos Açores?
Nuno Ferreira - O que eu pretendo fazer nos Açores já a partir do dia 17 de Março na Ilha de São Miguel é ir caminhando pelas freguesias de cada ilha e ir vivenciando a realidade de cada uma e os contrastes que vão surgindo tanto a nível de paisagem como de tradições e cultura popular. Parto sem ideias pré-concebidas nem sobre o arquipélago nem acerca das nove ilhas que o compõem. Farei o que fiz no continente mas adaptado à realidade açoriana: perscrutar o quotidiano sem pressas, seja a faina da pesca, seja a lavoura, seja uma festa religiosa.
C.P. - Esta não é a sua primeira visita açoriana. Já esteve no território noutros momentos, inclusivamente percorreu a ilha de São Miguel com os romeiros. Pode-nos falar brevemente dessas aventuras?
N.F.- Fiz diversas reportagens nos Açores. A experiência na companhia dos romeiros em 1986, num rancho da Ribeira Grande e em 1992, num rancho de São Pedro de Ponta Delgada foi muito marcante e uma das razões porque decidi começar a travessia por São Miguel. Conheci bem o território enquanto romeiro e guardo ainda na memória a experiência de caminhar de madrugada em lugares mágicos como Pedreira do Nordeste ou Água Retorta.
C.P. - Para além dessa vontade de conhecer e vivenciar, a viagem acarreta a chamada logística do viajante. Como se organiza o Nuno?
N.F.- Levou a mochila, o computador e a máquina fotográfica. No fundo o mesmo que levei no continente. A ideia é conseguir que o peso não chegue aos 15 quilos como aconteceu na minha primeira fase no Algarve. Torna-se difícil conciliar a caminhada e o esforço físico com a parte propriamente jornalística.
C.P. - Em seu entender qual poderá vir a ser o maior desafio?
N.F.- O grande desafio é sempre vivenciar sem que a nossa condição de jornalista altere muito o quotidiano à nossa volta. Foi isso que eu fiz ou pretendi fazer no «Portugal a pé». Fui vivendo a desertificação, o desemprego e a emigração de uma forma natural. Bastava chegar a uma terra e dar dois dedos de conversa para perceber o que se passava, além de que via pelos meus olhos o vazio do interior rural no continente. Nos Açores e em relação às diferentes realidades e situações que vou encontrar, pretendo agir da mesma forma: Vivenciar, deixar que a realidade se imponha a mim e não o contrário.
C.P. - Sabemos que na sua primeira viagem, no continente, nem tudo foi fácil. Agora parte com um apoio diferente?
N.F.- Sim, tenho de agradecer o apoio da companhia aérea SATA e da Editora Vertimag que já anteriormente publicou o livro «Portugal a Pé» e que desde a primeira hora acarinhou esta nova iniciativa. Publicarei semanalmente as crónicas da travessia açoriana na revista Café Portugal que também apoia o projecto. Paralelamente publicarei uma crónica a cada dois meses na revista Epicur.
Em:http://www.cafeportugal.net
Aguardamos o fim da viagem e o livro que será produzido! Boa caminhada!
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Wednesday, March 21, 2012
Taste Portugal! - Saborei Portugal
View it in full screen and with sound! Enjoy
Ver com ecran aberto e som!
First, the sea and the land. Salt and sun. Then, the olive presses, granaries, wine cellars and fumitories. Bound by a people, a Country. Every day, at dusk, Portugal and the Portuguese, celebrate at the dining table.
The Taste Portugal Programme has in its mission to show the Portuguese unique gastronomy to a globalised world. To invite people to sample the authentic flavours of reinvented delicacies. To educate the palate for wines that have acquired a complex simplicity.
Ver com ecran aberto e som!
First, the sea and the land. Salt and sun. Then, the olive presses, granaries, wine cellars and fumitories. Bound by a people, a Country. Every day, at dusk, Portugal and the Portuguese, celebrate at the dining table.
The Taste Portugal Programme has in its mission to show the Portuguese unique gastronomy to a globalised world. To invite people to sample the authentic flavours of reinvented delicacies. To educate the palate for wines that have acquired a complex simplicity.
Saturday, March 17, 2012
Lembrando Natália Correia - Por João Luis de Medeiros
Caricatura de autor desconhecido
O REPOUSO DA GARÇA
( na morte de Natália Correia – Março 16, 1993 *)
Naquele dia, a cancela da ilha ficara aberta
por masculino descuido, e a taramela do destino
aquietou-se para ouvir passar a garça...
Cuidado! é a Natália, Infanta de Sagres
que aí vem a caravelar no dorso da atlântida...
ressonância das (re)voltas da sapateia
da Grândola Vila Morena da Fajã de Baixo
(alguidar vulcânico da coragem de ser gente,
saudade vertical de distâncias a chegar…)
Natália – imagino-te ao lado de Florbela
a remoçar o romance de Pedro e Inês;
vejo-te com a batuta da coragem
a desafiar o antigo solfejo de Alice Moderno;
adivinho-te a rezar com Antero o soneto Consulta
junto ao primeiro degrau do Sumo-Bem…
Natália, vem daí! O sossego mata-nos, Mulher!
Faz-nos falta o gemido criador da tua verve
e a vertigem ciclópica da tua lira.
… desde que partiste, Portugal está morno:
boceja-se nos Açores, esbraceja-se na Madeira,
e a liberdade recolheu a quartéis…
---***---***---
JLM
(*) poema lido em publico pela primeira vez no Ateneu Luso-Americano
Fall River, Massachusetts, na tarde de Domingo, Abril 25, 1993
João-Luis de Medeiros
H.R. Consultant
Rancho Mirage, California - USA
O REPOUSO DA GARÇA
( na morte de Natália Correia – Março 16, 1993 *)
Naquele dia, a cancela da ilha ficara aberta
por masculino descuido, e a taramela do destino
aquietou-se para ouvir passar a garça...
Cuidado! é a Natália, Infanta de Sagres
que aí vem a caravelar no dorso da atlântida...
ressonância das (re)voltas da sapateia
da Grândola Vila Morena da Fajã de Baixo
(alguidar vulcânico da coragem de ser gente,
saudade vertical de distâncias a chegar…)
Natália – imagino-te ao lado de Florbela
a remoçar o romance de Pedro e Inês;
vejo-te com a batuta da coragem
a desafiar o antigo solfejo de Alice Moderno;
adivinho-te a rezar com Antero o soneto Consulta
junto ao primeiro degrau do Sumo-Bem…
Natália, vem daí! O sossego mata-nos, Mulher!
Faz-nos falta o gemido criador da tua verve
e a vertigem ciclópica da tua lira.
… desde que partiste, Portugal está morno:
boceja-se nos Açores, esbraceja-se na Madeira,
e a liberdade recolheu a quartéis…
---***---***---
JLM
(*) poema lido em publico pela primeira vez no Ateneu Luso-Americano
Fall River, Massachusetts, na tarde de Domingo, Abril 25, 1993
João-Luis de Medeiros
H.R. Consultant
Rancho Mirage, California - USA
Sunday, March 4, 2012
What Do You Love About Lisbon? O Que Gostas De Lisboa?
A fun video, that I liked, stole and posted! Um video brincalhão que gostei, roubei e postei! LOL
Sunday, February 26, 2012
Romaria - Aníbal Raposo
Nesta altura do ano em que caminham pelas estradas de São Miguel os Romeiros, achei de uma simplicidade e beleza o sentimento de Aníbal Raposo, que partilho com a autorização do autor.
ROMARIA
Na longa caminhada que se aproxima
Procurarás afinar a tua alma
Pelo grande diapasão
Do universo.
Tu sabes bem que ele existe
E que alguém o faz vibrar.
Ao terceiro dia de jornada
Quando voares nas asas do cansaço
Abre bem os teus ouvidos
Ao seu som único,
Inconfundível.
Ao pressentires que o teu coração pulsa
Na mesma frequência,
Esboça um sorriso.
Atingiste a paz.
Aníbal Raposo
Ponta Delgada, 2012-02-26
IN http://apalavraeocanto.blogspot.com/
Presented by: Azores.TV
Sponsored by: Azores.com
Production: Tiago Ribeiro
Music: "Origens" - Rafael Carvalho
Special thanks to: Grupo de Romeiros de Santo António e São Pedro Nordestinho (Nordeste).
Azores.TV © 2012
ROMARIA
Na longa caminhada que se aproxima
Procurarás afinar a tua alma
Pelo grande diapasão
Do universo.
Tu sabes bem que ele existe
E que alguém o faz vibrar.
Ao terceiro dia de jornada
Quando voares nas asas do cansaço
Abre bem os teus ouvidos
Ao seu som único,
Inconfundível.
Ao pressentires que o teu coração pulsa
Na mesma frequência,
Esboça um sorriso.
Atingiste a paz.
Aníbal Raposo
Ponta Delgada, 2012-02-26
IN http://apalavraeocanto.blogspot.com/
Presented by: Azores.TV
Sponsored by: Azores.com
Production: Tiago Ribeiro
Music: "Origens" - Rafael Carvalho
Special thanks to: Grupo de Romeiros de Santo António e São Pedro Nordestinho (Nordeste).
Azores.TV © 2012
Tuesday, February 21, 2012
Fábrica da Baleia em São Vicente Ferreira, São Miguel, Açores
In 1993, I had an opportunity to take some of the last photos of the whaling processing plant in São Vicente Ferreira, S. Miguel, Azores. The plant was built in 1945 and processed whales caught off the coast from port at Capelas, until the early 1970's.
Since then, the plant was demolished and a swimming area was built to serve the local population.
Unfortunately, all the contents of the plant were lost, except for those that are held in private hands. Additionally, government leaders of the time, did not recognize the importance of establishing this as a museum, to allow visitors to view what was once part of the livelihood of the whale hunters of the time.
And, oh yes, part of the mysticism of visiting the plant while it was in operation, was the smell that lingered in your clothes and body.
I hope that you enjoy this bit of history!
Music: www.zeduarte.com From the Album - Espírito Santo Vem
A actividade baleeira na ilha de São Miguel, designadamente na freguesia das Capelas, teve o seu início já no decorrer da segunda metade do século XIX.
Since then, the plant was demolished and a swimming area was built to serve the local population.
Unfortunately, all the contents of the plant were lost, except for those that are held in private hands. Additionally, government leaders of the time, did not recognize the importance of establishing this as a museum, to allow visitors to view what was once part of the livelihood of the whale hunters of the time.
And, oh yes, part of the mysticism of visiting the plant while it was in operation, was the smell that lingered in your clothes and body.
I hope that you enjoy this bit of history!
Music: www.zeduarte.com From the Album - Espírito Santo Vem
A actividade baleeira na ilha de São Miguel, designadamente na freguesia das Capelas, teve o seu início já no decorrer da segunda metade do século XIX.
É no lugar conhecido por “Calhau Miúdo” que se instalam as primeiras e rudimentares indústrias que laboram as baleias (cachalotes) ali chegadas a reboque das canoas da “ Companhia Velha” e da “Companhia Nova”.
A partir de um processo de fusão e alienação destas companhias surge a Companhia das Armações Baleeiras que deslocaliza a actividade para a nova e moderna fábrica construída no lugar dos Poços, que, vai funcionar desde 1945 até ao princípio da década de setenta, data em que encerra as portas, quando a actividade baleeira já era fortemente criticada por instâncias internacionais.
A caça à baleia que se desenvolvia nas Capelas era apoiada por uma vasta rede de vigias sitiadas ao longo das costas de São Miguel, enquanto a actividade industrial – derreter e destilar gorduras para óleos e moagem de ossos e carnes para farinhas – encontrava complemento em pequenas unidades espalhadas um pouco por toda a ilha.
Esta actividade tinha lugar essencialmente no Verão, mas os baleeiros já usufruíam de uma garantia salarial para os meses de Inverno, privilégio que associado ao facto de poderem repartir os lucros do âmbar encontrado no interior das baleias, produto de grande valor comercial na indústria de perfumes, tornava os baleeiros pessoas merecedoras de grande respeito.
Sem quebra de rigor na descrição desta actividade profissional, nomeadamente no estatuto social dos baleeiros e da coragem e dureza que requeria, o facto é que ela continua a ser muito mitificada e fantasiada, situação que acaba por impedir que seja analisada com o rigor histórico requerido.
Autor: André Viveiros (encontrado algures na net)
É CARNAVAL!
E como é Dia de Carnaval, aqui vai a última malassa! Que passem um bom dia e para os que vão à batalha das limas.....É pá vam aí úm... a! Corisca cousa, já me melharim tôde! LOL
Uploaded by joaobrandao1985 on Feb 22, 2012
Batalha D'água na Ilha de São Miguel Açores, Carnaval 2012
Uploaded by joaobrandao1985 on Feb 22, 2012
Batalha D'água na Ilha de São Miguel Açores, Carnaval 2012
Saturday, February 18, 2012
A Lenda das Sete Cidades - Paródia
Nesta altura que estamos no Carnaval, vale a pena relembrar esta lenda!
Grupo de Teatro da Candelaria -
www.helfimed.com
Grupo de Teatro da Candelaria -
www.helfimed.com
Monday, February 13, 2012
IN THE NAME OF LOVE - Humberta Araújo
reopened the windows to make known
how the sun ecstatic savors the silky meadows
where the ashes of my dreams lay
scattered in every corner of the island
for you
I shall walk the rusty memories
undress those fears so long hidden
stuffed on the cracks of every stone wall
I shall rip those veils
to make known how the land shines
when the ocean comes on the shores of her mouth
thirsty of waters
while its moans awakening the core
of the land
shaken
by grief and liberation.
I shall unveil every birthmark
each shadow of untold sorrows
I shall bade your body
with the semen of the earth
natural fountains
we will become one
with the warm kiss of the landon a Fall afternoon!
how the sun ecstatic savors the silky meadows
where the ashes of my dreams lay
scattered in every corner of the island
for you
I shall walk the rusty memories
undress those fears so long hidden
stuffed on the cracks of every stone wall
I shall rip those veils
to make known how the land shines
when the ocean comes on the shores of her mouth
thirsty of waters
while its moans awakening the core
of the land
shaken
by grief and liberation.
I shall unveil every birthmark
each shadow of untold sorrows
I shall bade your body
with the semen of the earth
natural fountains
we will become one
with the warm kiss of the landon a Fall afternoon!
With the permission of:
Saturday, February 11, 2012
TANTO MAR - Manuel Alegre
Atlântico até onde chega o olhar.
E o resto é lava
e flores.
Não há palavra
com tanto mar
como a palavra Açores
Gostei, Roubei e Postei - IN Sónia Nicolau FB
E o resto é lava
e flores.
Não há palavra
com tanto mar
como a palavra Açores
Vista, California, USA
Estr. Regional 3-2A, 9950 Madalena, Portugal
C.T.A - Companhia de Transportes Aéreos
Uma história que vale a pena relembrar, e que em muitos casos não é conhecida. A T.A.P.não foi a primeira companhia de aviação portuguesa.
Convido-os a visitar este blogue e ler sobre a tragétoria da C.T.A - Companhia de Transportes Aéreos.
Clique no link para abrir.
http://notempodosaraujos.blogspot.com/2012/01/esta-e-provavelmente-uma-das-companhias.html
Clippers na Horta
Convido-os a visitar este blogue e ler sobre a tragétoria da C.T.A - Companhia de Transportes Aéreos.
Clique no link para abrir.
http://notempodosaraujos.blogspot.com/2012/01/esta-e-provavelmente-uma-das-companhias.html
Clippers na Horta
Friday, February 10, 2012
Calheta Pêro de Teive-Arquivo Diomar Almeida-gravado por José Barbeiro 1987
Formidável! Que bela memória.Que belo arquivo!
Pena que não tenha havido visão para manter este porto piscatório, e utiliza-lo como uma atração túristica de PDL. Reconhecendo que era uma área problemáatica da cidade,tão fácil teria sido um bom arquitécto desenhar uma ponte sobre uma entrada para o porto, e manter a conveniencia da extensão da Avenida Marginal.
Que bom ourvir o mar e os ruídos duma então Ponta Delgada, meia adormecida!
Com vontade...tudo se fazia!
Into the late 1980's, Ponta Delgada had a small, picturesque fishing port in the area of Calheta on the what may have been considered, the almost outskirts of the city. Nearby was a small fish market where truly fresh fish was sold.
As the city grew, it was decided that the port should disappear and that an extension to the shore line avenue be extended. Thus Ponta Delgada lost an emblematic, and problematic area of the city.
It is unfortunate that foresight was not evident in the decision making of the time. I am sure that the avenue's extension could have been accomplished, be it with some sort of bridge, or other option that a good architect, could devise, yet maintain the post card feeling of the locale.
Meanwhile, for those who remember, this archival video is a wonderful way to reminisce and especially to hear the sounds of the ocean and of the Ponta Delgada of those days.
Pena que não tenha havido visão para manter este porto piscatório, e utiliza-lo como uma atração túristica de PDL. Reconhecendo que era uma área problemáatica da cidade,tão fácil teria sido um bom arquitécto desenhar uma ponte sobre uma entrada para o porto, e manter a conveniencia da extensão da Avenida Marginal.
Que bom ourvir o mar e os ruídos duma então Ponta Delgada, meia adormecida!
Com vontade...tudo se fazia!
Into the late 1980's, Ponta Delgada had a small, picturesque fishing port in the area of Calheta on the what may have been considered, the almost outskirts of the city. Nearby was a small fish market where truly fresh fish was sold.
As the city grew, it was decided that the port should disappear and that an extension to the shore line avenue be extended. Thus Ponta Delgada lost an emblematic, and problematic area of the city.
It is unfortunate that foresight was not evident in the decision making of the time. I am sure that the avenue's extension could have been accomplished, be it with some sort of bridge, or other option that a good architect, could devise, yet maintain the post card feeling of the locale.
Meanwhile, for those who remember, this archival video is a wonderful way to reminisce and especially to hear the sounds of the ocean and of the Ponta Delgada of those days.
Tuesday, February 7, 2012
Power of the Spirit
San Diego's Saint Agnes Church is included in the book and counted with the participation of Donna Alves Calhoun, Virgina Correia and José Alves on behalf of the Portuguese Historical Center.
Great and exciting news, “The Power of the Spirit” is almost here.
Power of the Spirit, a history of churches in California, either built by Portuguese, or where Portuguese immigrants played a major role in their development into productive parishes and community gathering centers.
It has been a labor of love, filled with obstacles and research difficulties - seven years in the making! We finally see the light at the end of the proverbial tunnel; the “Power of of the Spirit” manuscript is due out to the printer on March 30th. 2012. Publication and availability to the public are expected early Summer.
As with the other books in our Research Collection, Power of the Spirit will be published in a Deluxe Edition, and promises to be an intriguing capture of the spiritual fortitude of the Portuguese diaspora in early California.
The book focus is two fold: a) The church buildings, their pastors, their history and how they came into existence; b) The human stories, the drama, the sacrifices and indomitable spirit of the Portuguese communities in early California.
Be sure to follow our blog at www.PortugueseBooks.Org. for updates on the exact publication date of this important book.
Friday, February 3, 2012
"Legacy of Azorean Whalers" Presented by PALCUS (Portuguese American Leadership Council of the United States)
Not to be missed, make sure that you enter these dates on your calendars.
San Diego had an especially important participation in shore whaling in California, as chronicled in the book The Portuguese Shore Whalers of California 1854-1904 by David E. Bertão and published by Portuguese Heritage Publications of California and available at http://portuguesebooks.org/books/the-portuguese-shore-whalers-of-california-1854-1904
PALCUS is proud to invite you to a series of events in California to view the traveling exhibit "Legacy of Azorean Whalers"
TRANSCENDING AN OCEAN AND NATIONAL BORDERS, a cultural bond was established by whalers centuries ago. A bridge of whale ships linked the nine islands to the continental United States. This traveling exhibit introduces a larger, permanent exhibition at the New Bedford Whaling Museum designed to honor this legacy. The Azorean Whaleman Gallery chronicles the global contributions and impact of the Portuguese speaking world on American maritime history.
Exhibits and Receptions at all locations are Free to all attendees.
San Diego
February 23 - 25, 2012
Point Loma Library, Hervey Branch
3701 Voltaire Street
San Diego, CA 92107
Exhibit opens at 12:00pm on Thursday the 23rd, and will remain open until Saturday, February 25, 2012 at 2:00pm.
A reception will be held on Saturday from noon till 2:00pm at the library's Community room. Guest speakers include James Russell, President of the New Bedford Whaling Museum and Dr. Filipe Porteiro from the University of the Azores.
Turlock
February 29 - March 1, 2012
CSU Stanislaus
One University Circle
Turlock, California 95382
Details on reception TBD.
San Jose
March 3 - 4, 2012
Portuguese Heritage Museum
1650 Senter Road
San Jose, CA 95112-2599
IN https://www.facebook.com/portuguesetribune
San Diego had an especially important participation in shore whaling in California, as chronicled in the book The Portuguese Shore Whalers of California 1854-1904 by David E. Bertão and published by Portuguese Heritage Publications of California and available at http://portuguesebooks.org/books/the-portuguese-shore-whalers-of-california-1854-1904
PALCUS is proud to invite you to a series of events in California to view the traveling exhibit "Legacy of Azorean Whalers"
TRANSCENDING AN OCEAN AND NATIONAL BORDERS, a cultural bond was established by whalers centuries ago. A bridge of whale ships linked the nine islands to the continental United States. This traveling exhibit introduces a larger, permanent exhibition at the New Bedford Whaling Museum designed to honor this legacy. The Azorean Whaleman Gallery chronicles the global contributions and impact of the Portuguese speaking world on American maritime history.
Exhibits and Receptions at all locations are Free to all attendees.
San Diego
February 23 - 25, 2012
Point Loma Library, Hervey Branch
3701 Voltaire Street
San Diego, CA 92107
Exhibit opens at 12:00pm on Thursday the 23rd, and will remain open until Saturday, February 25, 2012 at 2:00pm.
A reception will be held on Saturday from noon till 2:00pm at the library's Community room. Guest speakers include James Russell, President of the New Bedford Whaling Museum and Dr. Filipe Porteiro from the University of the Azores.
Turlock
February 29 - March 1, 2012
CSU Stanislaus
One University Circle
Turlock, California 95382
Details on reception TBD.
San Jose
March 3 - 4, 2012
Portuguese Heritage Museum
1650 Senter Road
San Jose, CA 95112-2599
IN https://www.facebook.com/portuguesetribune
U.P.S.E.S. Chapel Restoration Committe - José M. L. Alves
In the mid 1980's I served on the board of the U.P.S.E.S. Hall, San Diego, and was the chairman of the Chapel Restoration Committee.
Recently, I ran across the outline for the restoration, that included the members of the committe. Most of the objects were met and some are still kept.
In the following Christmas after the restoration, a "Presépio", "Lapinha" (nativity scene"), was built and opened to the public in the Chapel. The nativity scene was built by Francisco Gonçalves and myself, and contained many figurines that had been part of Mary Moniz's nativity scene, that she had built for may years in her home. It also contained more than 5,000 lights and was also the first time that the Chapel was illuminated in the outside. This tradition was maintained for several years, and in its later years was coordinated by Manuel Domingos.
The ladies that maintained the chapel open during the Christmas season were, Deutilde Varley, Helen Labruzzi, Virgina Correia, Phyllis Rose, Estela Pimental, and others that I do not recall.
Many visitors came to visit from mid December to King's Day on January 6. Many members of the Portuguese Community, brought their children and grandchildren to experience a tradition that was done in many homes in Point Loma, and had been lost. Unfortunately, this tradition was discontinued.
The was tradition started, while I was president and after the Portuguese Historical Center was moved to the U.P.S.E.S. Hall, for it had been started while the PHC was at the Upshur Street address. Most of the figures, that became part of the nativity scene at the Chapel, were the one's that were originally displayed at the PHC's "Presépio".
Today, the Chapel continues to be maintained, and is the focal point of the Festa do Espírito.
Chapel Restoration Committee
Members:
Jose Alves – Chair
Ed Brown
Phyllis Rose
Virginia Correia
Arnold Neves
Estela Pimentel
Joseph Silva
George Simas
Claire Alves
Objectives:
1. To bring Chapel to original historical condition
2. To create a descriptive plaque highlighting the history of the Chapel.
3. To create a descriptive historical brochure.
4. Maintain chapel open during Festa.
5. Control flow of donated bread to be sold or auctioned.
Needs:
1. Repair water leaks and damage
2. Bring in electrical to meet the needs of Chapel usage
3. Repair ceiling
4. Repair stained glass cupolas
www.phcsandiego.com/
www.upses.com/
Thursday, February 2, 2012
Introspecção - João Luis de Medeiros
Ao regressar ao lar convidativo
meu refúgio quando estou cansado,
pergunta-me o lar bastante agressivo:
– O que procuras? Por onde tens andado…?
Eu sei lá – digo. Vivo mergulhado
num mar de ilusões… sempre pensativo.
Mas sigo a jornada preocupado
com o Destino do qual sou cativo…
Será natural tal preocupação?
Não seja apenas uma aspiração
dum futuro pleno de tranquilidade …?
Agora sim… se na realidade
só nasci para amar, ó humanidade
– contigo eu não sinto a solidão…
JLM (Abril, 1959)
João Luis de Medeiros reside em Rancho Mirage, Califórnia
Saturday, January 28, 2012
Sao Miguel – the Azores – EX1R by Pixelking
May 2010, I spent 11 days on the island of Sao Miguel in the Azores. It was supposed to have been 15 days but the volcanic ash from Iceland shot down the airport in Ponta Delgada (Sao Miguel). So, the first four days of my vacation were spent waiting / hoping for change, in Lisbon. I love planning vacations and this vacation had been ‘underway’ for over a year. I use Google maps / Google Earth to ‘scout’ locations see: www.pixelviking.com so 75% of everything you see in this video is from locations that I found via the Panoramio images in Google Earth. The rest are chosen ‘on location’. I chose to stay at Furnas Lake Villas www.furnaslakevillas.pt after seeing their website. Who wouldn’t enjoy that? Well, I did anyway… Had I had the extra money, I would have rented a bigger car than the small Nissan Micra, which turned out to be too small for the gravel roads, especially since the winter had been very wet and the roads were in bad condition. I could of course just have stayed on the ‘real’ roads but what’s the fun in that — I hope these 9 minutes and 28 seconds don’t feel too long. I did my best to push the camcorder to its limits and the work in post also went beyond what I’ve ever done before. I hope that you at least get a good idea about what there is to see in this ‘almost’ paradise…
Wednesday, January 25, 2012
Carregadores Açoreanos - Sua História
Em 1957, imigrei para os Estados Unidos no navio Monte Brasil, da então companhia Carregadores Açoreanos, onde o meu avô José Inácio Alves foi escrivão por largos anos.
Os tempos trouxeram o desaparecimento desta conceituada empresa, da qual muito se podia aprender nestes dias em que se fala tanto da falta de transportes marítimos de, para e no arquipélago.
Batendo todas as adversidades das crises internacionais, muito teriam que ensinar, esses homens de São Miguel, que com o seu denodo souberam vingar e servir não só os Açores, como o país!
Carregadores Açoreanos
A Sociedade Corretora Limitada, constituída a 22 de Agosto de 1913, promoveu a fundação da sociedade anónima de responsabilidade limitada de comércio marítimo, Companhia de Navegação, designada “Carregadores Açoreanos”, em 15 de Março de 1920, com vista a assegurar o transporte do ananás micaelense para os mercados do Norte da Europa, nomeadamente para os portos de Londres, Hamburgo, Antuérpia e Le Havre. Reza o artigo 3º do pacto social que «o seu objecto é o exercício do comércio marítimo por embarcações a vapor ou de outro sistema e, para esse fim poderá praticar todos os actos ou operações comerciais e financeiras que forem necessárias».
Com um capital social de 2 150 contos insulares, dividido em acções de 100$00 cada, contam-se como sócios fundadores, os subscritores constantes na figura.
Em 1923, o seu capital social foi aumentado para 5 000 000$00.
Cristiano Frazão Pacheco, director delegado da Sociedade Corretora Limitada, impulsionador da empresa, assumiu a primeira administração de Carregadores Açoreanos, narrando, com algumas mágoas, os primeiros tempos da empresa, no seu livro Os Tratos do Linho. Francisco Luís Tavares e, mais tarde, José Honorato Gago da Câmara de Medeiros, visconde do Botelho, sucederam nos destinos da empresa até à sua integração na Empresa Insulana de Navegação.
Após goradas as expectativas em torno da aquisição, em 1920 e em 1921, de dois barcos votados à pesca de alto mar, a empresa, nos finais de 1921, adquiriu o cargueiro Villa Franca, por £ 10 000 esterlinas, para serviço de passageiros e carga, nas rotas de Londres e de Hamburgo. No ano seguinte, adquiriu o Gonçalo Velho (por £ 6000 esterlinas) e, em 1923, o Santa Maria (ex-Koutoubia, por £ 6 000 esterlinas). O naufrágio do Santa Maria, nesse mesmo ano, bem como a venda do dispendioso Gonçalo Velho obrigou os Carregadores Açoreanos a reestruturarem a sua frota e a adquirirem os navios Lagoa (ex-Viana) e o Vila Franca (II) (ex-Espozende), em hasta pública, em Lisboa, por £ 37 380 esterlinas e, em 1925, o Fayal, por £ 4 255. No entanto, era imperioso constituir uma verdadeira frota que assegurasse a regularidade da carreira para Londres e para os portos do Norte da Europa e, por isso, em 1928, foram adquiridos, em Londres, os navios Angra e Gonçalo Velho (II) e, em 1929, o navio Pêro de Alenquer (ex-Coimbra).
Durante os anos trinta, assistiu-se à expansão da empresa, que adquiriu, em 1931, o vapor misto San Miguel, encomendado na Inglaterra, por £ 52 230 esterlinas, e o vapor Corte Real (ex-Peursen), por 950 000 florins e que inaugurou as viagens para os Estados Unidos da América. Com o início da Segunda Guerra, a costa leste americana tornou-se o destino privilegiado da companhia, após o progressivo encerramento dos portos da Europa do Norte. A empresa, em 1943, para responder ao aumento da procura de fretes para aquele destino, adquiriu o navio Sete Cidades (ex-Luise Bornhofen), por 12 500 000$00.
A dimensão dos lucros obtidos nesta rota explica a construção do imponente edifício do Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, como forma de aplicação social dos lucros, visto a legislação em vigor impedir a sua aplicação em sectores produtivos diferentes dos da navegação.
Aproveitando o despacho n.º 100 de 10 de Agosto de 1945, que visava a modernização da marinha mercante portuguesa, os Carregadores Açoreanos mandaram construir, na Holanda, em 1948, os navios Ribeira Grande e Monte Brasil; na Inglaterra, em 1949, o Horta e o Vila do Porto; na Suécia, em 1958, o Açores e, em Portugal, em 1960, o Ponta Garça, tendo adquirido, entretanto, em Espanha, em 1951, os navios Lagoa (II) e Sete Cidades (II).
O fim da guerra, o redimensionamento das rotas no Atlântico e o aumento da concorrência internacional afectaram, irremediavelmente, os Carregadores Açoreanos.
Para lutar contra as crescentes dificuldades económicas, em 1970, a empresa Carregadores Açoreanos associou-se à Empresa Insulana de Navegação com vista à racionalização das suas frotas, quer na rota entre os portos do continente e das ilhas, quer na rota do Atlântico Norte com os portos norte americanos. Em 1971, o activo da empresa foi incorporado na Empresa de Tráfego e Estiva, S A, assistindo-se, formalmente, à fusão de Carregadores Açoreanos com a Empresa Insulana de Navegação, a 9 de Dezembro de 1972, sob a nova designação de Empresa Insulana de Navegação, SARL.
O sonho de Cristiano Frazão Pacheco, impulsionador dos Carregadores Açorianos, e de uma elite económica micaelense chegava ao fim. Os Carregadores Açoreanos tinham vingado nos conturbados anos de Entre-Guerras e tinham prosperado durante a Segunda Guerra, mas a paz e a expansão económica durante “os gloriosos 30”, na Europa e na América do Norte, tinham deixado de justificar a sua existência.
O arquivo de Carregadores Açoreanos encontra-se depositado na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada. Fátima Sequeira Dias (2001)
Bibl. Moraes, A. A. (1998-99), Carregadores Açoreanos e a sua frota. Sep. de Atlântida. Angra do Heroísmo, XLIV: 13-67. Pacheco, C. F. (1970), Os Tratos do Linho. Ponta Delgada, Artes Gráficas.
Sócios fundadores da companhia de navegação Carregadores Açoreanos
subscritor
número de acções
Sociedade Corretora Limitada
7368 (34% do capital)
Banco Micaelense
3005 (14%)
Bensaúde & Companhia
2592 (12%)
Casa Bancária Raposo do Amaral Severim & Comandita
2000
Caixa de Crédito Micaelense Limitada
1081
João de Melo Abreu
1034
Companhia Comercial Açoreana limitada
870
Gil Gago da Câmara
732
Cogumbreiro & Companhia
407
José Augusto Correia e Silva
380
Santos & Botelho
339
José Tavares Carreiro
291
Francisco Carvalhal
300
António Alfredo Teixeira Sucessores
264
Luís Maria de Aguiar
143
Diniz Augusto Teixeira
129
George William Hayes
100
João Tavares Neto
100
José Bensaúde
50
Francisco Luís Tavares
30
Laurénio Tavares
30
Albano Pereira da Ponte
25
Cristiano Frazão Pacheco
25
Francisco Bettencourt de Medeiros e Câmara
25
Gustavo Adolfo de Medeiros
25
Manuel Tavares de Sousa
25
Martim Machado de Faria e Maia
25
Albano Azevedo Oliveira
25
José Bruno Tavares Carreiro
20
Luís Benevides
20
Luiz Soares de Souza Sucessores
20
Luís Bettencourt de Medeiros e Câmara
10
Pedro Correia Machado
10
IN- Enciclopédia Açoriana
Centro de Conhecimento dos Acores
http://pg.azores.gov.pt//drac//cca/enciclopedia/ver.aspx?id=1393
Os tempos trouxeram o desaparecimento desta conceituada empresa, da qual muito se podia aprender nestes dias em que se fala tanto da falta de transportes marítimos de, para e no arquipélago.
Batendo todas as adversidades das crises internacionais, muito teriam que ensinar, esses homens de São Miguel, que com o seu denodo souberam vingar e servir não só os Açores, como o país!
Carregadores Açoreanos
A Sociedade Corretora Limitada, constituída a 22 de Agosto de 1913, promoveu a fundação da sociedade anónima de responsabilidade limitada de comércio marítimo, Companhia de Navegação, designada “Carregadores Açoreanos”, em 15 de Março de 1920, com vista a assegurar o transporte do ananás micaelense para os mercados do Norte da Europa, nomeadamente para os portos de Londres, Hamburgo, Antuérpia e Le Havre. Reza o artigo 3º do pacto social que «o seu objecto é o exercício do comércio marítimo por embarcações a vapor ou de outro sistema e, para esse fim poderá praticar todos os actos ou operações comerciais e financeiras que forem necessárias».
Com um capital social de 2 150 contos insulares, dividido em acções de 100$00 cada, contam-se como sócios fundadores, os subscritores constantes na figura.
Em 1923, o seu capital social foi aumentado para 5 000 000$00.
Cristiano Frazão Pacheco, director delegado da Sociedade Corretora Limitada, impulsionador da empresa, assumiu a primeira administração de Carregadores Açoreanos, narrando, com algumas mágoas, os primeiros tempos da empresa, no seu livro Os Tratos do Linho. Francisco Luís Tavares e, mais tarde, José Honorato Gago da Câmara de Medeiros, visconde do Botelho, sucederam nos destinos da empresa até à sua integração na Empresa Insulana de Navegação.
Após goradas as expectativas em torno da aquisição, em 1920 e em 1921, de dois barcos votados à pesca de alto mar, a empresa, nos finais de 1921, adquiriu o cargueiro Villa Franca, por £ 10 000 esterlinas, para serviço de passageiros e carga, nas rotas de Londres e de Hamburgo. No ano seguinte, adquiriu o Gonçalo Velho (por £ 6000 esterlinas) e, em 1923, o Santa Maria (ex-Koutoubia, por £ 6 000 esterlinas). O naufrágio do Santa Maria, nesse mesmo ano, bem como a venda do dispendioso Gonçalo Velho obrigou os Carregadores Açoreanos a reestruturarem a sua frota e a adquirirem os navios Lagoa (ex-Viana) e o Vila Franca (II) (ex-Espozende), em hasta pública, em Lisboa, por £ 37 380 esterlinas e, em 1925, o Fayal, por £ 4 255. No entanto, era imperioso constituir uma verdadeira frota que assegurasse a regularidade da carreira para Londres e para os portos do Norte da Europa e, por isso, em 1928, foram adquiridos, em Londres, os navios Angra e Gonçalo Velho (II) e, em 1929, o navio Pêro de Alenquer (ex-Coimbra).
Durante os anos trinta, assistiu-se à expansão da empresa, que adquiriu, em 1931, o vapor misto San Miguel, encomendado na Inglaterra, por £ 52 230 esterlinas, e o vapor Corte Real (ex-Peursen), por 950 000 florins e que inaugurou as viagens para os Estados Unidos da América. Com o início da Segunda Guerra, a costa leste americana tornou-se o destino privilegiado da companhia, após o progressivo encerramento dos portos da Europa do Norte. A empresa, em 1943, para responder ao aumento da procura de fretes para aquele destino, adquiriu o navio Sete Cidades (ex-Luise Bornhofen), por 12 500 000$00.
A dimensão dos lucros obtidos nesta rota explica a construção do imponente edifício do Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, como forma de aplicação social dos lucros, visto a legislação em vigor impedir a sua aplicação em sectores produtivos diferentes dos da navegação.
Aproveitando o despacho n.º 100 de 10 de Agosto de 1945, que visava a modernização da marinha mercante portuguesa, os Carregadores Açoreanos mandaram construir, na Holanda, em 1948, os navios Ribeira Grande e Monte Brasil; na Inglaterra, em 1949, o Horta e o Vila do Porto; na Suécia, em 1958, o Açores e, em Portugal, em 1960, o Ponta Garça, tendo adquirido, entretanto, em Espanha, em 1951, os navios Lagoa (II) e Sete Cidades (II).
O fim da guerra, o redimensionamento das rotas no Atlântico e o aumento da concorrência internacional afectaram, irremediavelmente, os Carregadores Açoreanos.
Para lutar contra as crescentes dificuldades económicas, em 1970, a empresa Carregadores Açoreanos associou-se à Empresa Insulana de Navegação com vista à racionalização das suas frotas, quer na rota entre os portos do continente e das ilhas, quer na rota do Atlântico Norte com os portos norte americanos. Em 1971, o activo da empresa foi incorporado na Empresa de Tráfego e Estiva, S A, assistindo-se, formalmente, à fusão de Carregadores Açoreanos com a Empresa Insulana de Navegação, a 9 de Dezembro de 1972, sob a nova designação de Empresa Insulana de Navegação, SARL.
O sonho de Cristiano Frazão Pacheco, impulsionador dos Carregadores Açorianos, e de uma elite económica micaelense chegava ao fim. Os Carregadores Açoreanos tinham vingado nos conturbados anos de Entre-Guerras e tinham prosperado durante a Segunda Guerra, mas a paz e a expansão económica durante “os gloriosos 30”, na Europa e na América do Norte, tinham deixado de justificar a sua existência.
O arquivo de Carregadores Açoreanos encontra-se depositado na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada. Fátima Sequeira Dias (2001)
Bibl. Moraes, A. A. (1998-99), Carregadores Açoreanos e a sua frota. Sep. de Atlântida. Angra do Heroísmo, XLIV: 13-67. Pacheco, C. F. (1970), Os Tratos do Linho. Ponta Delgada, Artes Gráficas.
Sócios fundadores da companhia de navegação Carregadores Açoreanos
subscritor
número de acções
Sociedade Corretora Limitada
7368 (34% do capital)
Banco Micaelense
3005 (14%)
Bensaúde & Companhia
2592 (12%)
Casa Bancária Raposo do Amaral Severim & Comandita
2000
Caixa de Crédito Micaelense Limitada
1081
João de Melo Abreu
1034
Companhia Comercial Açoreana limitada
870
Gil Gago da Câmara
732
Cogumbreiro & Companhia
407
José Augusto Correia e Silva
380
Santos & Botelho
339
José Tavares Carreiro
291
Francisco Carvalhal
300
António Alfredo Teixeira Sucessores
264
Luís Maria de Aguiar
143
Diniz Augusto Teixeira
129
George William Hayes
100
João Tavares Neto
100
José Bensaúde
50
Francisco Luís Tavares
30
Laurénio Tavares
30
Albano Pereira da Ponte
25
Cristiano Frazão Pacheco
25
Francisco Bettencourt de Medeiros e Câmara
25
Gustavo Adolfo de Medeiros
25
Manuel Tavares de Sousa
25
Martim Machado de Faria e Maia
25
Albano Azevedo Oliveira
25
José Bruno Tavares Carreiro
20
Luís Benevides
20
Luiz Soares de Souza Sucessores
20
Luís Bettencourt de Medeiros e Câmara
10
Pedro Correia Machado
10
IN- Enciclopédia Açoriana
Centro de Conhecimento dos Acores
http://pg.azores.gov.pt//drac//cca/enciclopedia/ver.aspx?id=1393
Tuesday, January 24, 2012
A minha terra by Eduardo Wallenstein
The weather in the Azores, has been exceptional. Just look at this sunset taken at Relva, S. Miguel, Azores by Eduardo Wallenstein.
Wednesday, January 18, 2012
Lages Field, Terceira, the beginning - 1º filme nos a Açores 23-11-1943 (Ilha Terceira)
Versão em português
Excerto de um documentário da RTP Açores sobre a presença da RAF na Ilha Terceira e a construção da Base das Lajes.
Chegada dos militares ingleses em Outubro de 1943, data a partir da qual começou a construção da Base das Lajes, utilizada também pelos norte-americanos a partir de 1944.
Saturday, January 14, 2012
Ameijoas da Caldeira de Santo Cristo - Clams Caldeira do Santo Cristo Style
As inigualáveis amêijoas da Caldeira do Santo Cristo, apanhadas e comidas à beira da lagoa.
Reportagens: retrato turístico da Caldeira do Santo Cristo.
Cozinheira: Elisabete Borges
Convidado: Décio Pereira, Presidente da Direcção da Associação Amigos da Caldeira
The Caldeira do Santo Cristo in the island of São Jorge in the Azores creates an environment for the growing of clams in a controlled manner that offer a unique flavor to the palate.
This program is part of a series, produced at Portuguese television in the Azores RTP/A, entitled Sabores das Ilhas - Tastes of the Islands.
Although the program is in Portuguese, following is the recipe for the preparation of Clams Caldeira do Santo Cristo Style.
Recipe:4 persons
3.3 lbs. Clams
1 Medium onion - finely chopped
2 Cloves of garlic - finely chopped
4 TSP Extra Virgin Olive Oil
2.5 TSP Vegetable oil
1 Bay leaf
7 Sprigs of Parsley
1 tsp of ground cumin
1 TSP Sweet Paprika
1 TSP Wine Vinegar
Fresh ground Black Pepper to taste
Sauté onion, and garlic in olive oil and vegetable until golden. Add spices, and vinegar, mix well and add clams and cover. Cook at medium heat for 5 minutes. Remove pot from the stove and agitate. Add parsley sprigs.
Check to see that clams are open and agitate once again. Continue cooking until all clams are open and cooked.
Serve immediately with a artisan bread and a chilled Rosé wine.
Free translations: JMLA
Reportagens: retrato turístico da Caldeira do Santo Cristo.
Cozinheira: Elisabete Borges
Convidado: Décio Pereira, Presidente da Direcção da Associação Amigos da Caldeira
The Caldeira do Santo Cristo in the island of São Jorge in the Azores creates an environment for the growing of clams in a controlled manner that offer a unique flavor to the palate.
This program is part of a series, produced at Portuguese television in the Azores RTP/A, entitled Sabores das Ilhas - Tastes of the Islands.
Although the program is in Portuguese, following is the recipe for the preparation of Clams Caldeira do Santo Cristo Style.
Recipe:4 persons
3.3 lbs. Clams
1 Medium onion - finely chopped
2 Cloves of garlic - finely chopped
4 TSP Extra Virgin Olive Oil
2.5 TSP Vegetable oil
1 Bay leaf
7 Sprigs of Parsley
1 tsp of ground cumin
1 TSP Sweet Paprika
1 TSP Wine Vinegar
Fresh ground Black Pepper to taste
Sauté onion, and garlic in olive oil and vegetable until golden. Add spices, and vinegar, mix well and add clams and cover. Cook at medium heat for 5 minutes. Remove pot from the stove and agitate. Add parsley sprigs.
Check to see that clams are open and agitate once again. Continue cooking until all clams are open and cooked.
Serve immediately with a artisan bread and a chilled Rosé wine.
Free translations: JMLA
STILL UNDECIDED... 10 reasons to visit Portugal
"10 reasons to visit Portugal" is the 2nd video produced by the admins of Facebook page "1 million fans of Portugal". If you are curious about Portugal or love Portugal, we invite you to click the link below and become a fan. It's one of the fastest growing community page on Facebook gaining more than 10,000 fans every month. You will love it here. http://www.facebook.com/1millionfansofportugal
Friday, January 13, 2012
Point Loma 85th
As seen on by Wonderland San Diego presented by Noah Taffola's Gravy Productions http://www.wonderlandsd.com
Point Loma High School, where most of the sons and daughters from the Portuguese Community went to school and excelled in academics, arts and sports.
Enjoy!
A escola secundária Point Loma High School, onde muitos dos filhos da comunidade portuguesa foram alunos e onde demonstraram a sua excelêcia em letras, artes e desporto.
Point Loma High School, where most of the sons and daughters from the Portuguese Community went to school and excelled in academics, arts and sports.
Enjoy!
A escola secundária Point Loma High School, onde muitos dos filhos da comunidade portuguesa foram alunos e onde demonstraram a sua excelêcia em letras, artes e desporto.
The battle for Lisbon’s best pastry
On the streets winding up, down and around the seven hills that comprise Lisbon, and in town plazas throughout the country, the pastelaria or confeitaria (pastry shop) is a mainstay of the Portuguese neighbourhood.
Pastelarias in Portugal stay busy throughout the day as customers pop in to purchase boxes of pastries, or pause for a bit to savour baked morsels and coffee. Rows of flaky, palm-sized pastries fill window displays in stacked pans. The golden-brown confections complement the colour scheme of typical Portuguese architecture: from the burnt orange roofs to the clean white buildings to decorative hues that resemble the colour of butter.
Rather than using elaborate toppings or mouldings, the Portuguese keep their baked goods simple. Each type of pastry varies only slightly from the next, and they often come topped or filled with a sweet, gooey custard. The fundamental ingredient is the egg yolk, which is used in as many ways as possible.
The archetypal Portuguese pastry is the pastel de nata, a custard tart with hints of lemon, cinnamon and vanilla, often sprinkled with powdered sugar and easily consumed in a few bites. It resembles a tiny pie, and the baked, creamy egg custard is cupped in the centre. Throughout the country, the pastel de nata is so adored that discussions about which shop makes the best often become enlivened debates.
Many believe that this sacred Portuguese pastry is found in its most heavenly form at the Antiga Confeitaria de Belem (commonly known as the Pastéis de Belém), located west of downtown Lisbon. It is believed that the first-ever version of this dessert was baked in the same spot more than 200 years ago by nuns at theMosteiro dos Jerónimos, which adjoins the pastry shop. Nuns are credited with creating many of the country’s pastries, and some say the egg yolk became a central ingredient in Portuguese baking because the nuns used so many egg whites to starch their attire.
Pastéis de Belém has been in operation since 1837, and the same, closely guarded recipe has been followed since that very first year. A few “master confectioners” are the only ones who know the art, and they concoct batches of the confection within the confines of a “secret” room in the shop. It is the most-frequented pastry shop in the whole of Portugal, but it is not just tourists who bring the volume of traffic. Locals also know it as the best spot for their most beloved pastries.
Those on a tight schedule order their pastries to take away from the dapper, bow-tied staff behind the counter. Others eat at a table in one of the cafe’s multiple seating areas, adorned with painted blue and white tiles, just steps from the Belem Tower -- a monument from which numerous Portuguese expeditions have set sail.
Lisbon’s kingly Pastelaria Versailles (Avenida da Republica 15 A, 351-21-354-63-40) is a young cafe in comparison, dating back to 1932, but many claim Versailles’ pastel de nata rivals the recipe found at Pastéis de Belém. The sign outside, written in a fanciful script, foretells the baroque-style interior, marked with rich woods, ornate mirrors and staffed with smartly dressed waiters. The cafe is a National Heritage site and is one of the most famous cafes in the country, though its location slightly north of the city discourages tourists from making it for a breakfast or teatime pastry. Other favourites on offer include croissants stuffed with custard or pudim flã (a Portuguese flan).
Pre-dating the Pastéis de Belém, Confeitaria Nacional opened in the capital city in 1829 and once served as the Portuguese monarchy’s official bakery, supplying the family with their daily choice of sweets. The traditional Bolo Rei fruitcake is a house specialty and a must for Portuguese Christmas tables. Though theBolo Rei is originally a French recipe, the Confeitaria was the first to introduce it to Portugal and the bakery has adopted the dessert as their own. The bakery also sets out favourites such asqueijadas de Sintra, a pastry that originated in Sintra, a town 30 minutes northwest of Lisbon, and features a sweet, light cheese in addition to many of the same ingredients as the pastel de nata. Like many pastry shops in Portugal, it is family-owned.
13 January 2012|By Karina Martinez-Carter
Thursday, January 12, 2012
TUNA! CELEBRATING SAN DIEGO'S FAMOUS FISHING INDUSTRY
Mark your calendar -
April 21, 2012 to December 31, 2012
TUNA! Celebrating San Diego's Famous Fishing Industry showcases the tuna industry in San Diego over the course of 100 years, focusing on the era when San Diego was the world’s tuna fishing capital, from the 1920s until the 1960s. During this time, Italian, Portuguese and Japanese families formed enclaves that thrived along San Diego Bay—each involved in the tuna fishing industry working either on the boats, in the canneries or building the ships and sewing the nets used by the fishermen.
This major family-oriented exhibit lets visitors view the world through the eyes of these families and will include hands-on pole-fishing demonstration stations, packing and canning activities and taking a trip down memory lane with favorite icons of the era like Charlie the Tuna™ and others. Hear their stories and experience what it was like to work in this industry that, for a time, made San Diego the center of the tuna fishing universe.
San Diego History Center, 1649 El Prado, Suite 3, San Diego, California 92101 - Phone: (619) 232-620
April 21, 2012 to December 31, 2012
TUNA! Celebrating San Diego's Famous Fishing Industry showcases the tuna industry in San Diego over the course of 100 years, focusing on the era when San Diego was the world’s tuna fishing capital, from the 1920s until the 1960s. During this time, Italian, Portuguese and Japanese families formed enclaves that thrived along San Diego Bay—each involved in the tuna fishing industry working either on the boats, in the canneries or building the ships and sewing the nets used by the fishermen.
This major family-oriented exhibit lets visitors view the world through the eyes of these families and will include hands-on pole-fishing demonstration stations, packing and canning activities and taking a trip down memory lane with favorite icons of the era like Charlie the Tuna™ and others. Hear their stories and experience what it was like to work in this industry that, for a time, made San Diego the center of the tuna fishing universe.
San Diego History Center, 1649 El Prado, Suite 3, San Diego, California 92101 - Phone: (619) 232-620
Tuna Crews That Fished to Fame Cited : Glory Days Recalled, Demise Is Lamented at Statue's Unveiling
October 27, 1986|LEONARD BERNSTEIN | Times Staff Writer
The men who worked and died to make San Diego the once-thriving hub of tuna fishing were remembered Sunday, as the Tunaman's Memorial Statue was unveiled in a ceremony tinged with regret over the decline of the Southern California tuna industry.
From the 1940s, when San Diego was home port to nearly 300 tuna vessels and site of six canneries, the city's share of the industry has shrunk to perhaps 60 vessels because of foreign competition founded on cheap labor. The last San Diego cannery closed in 1984.
Now, with the exception of a single cannery in San Pedro, American tuna canning is based in Puerto Rico and American Samoa. San Diego is a stopping point on the way to San Pedro, a place where tuna seiners come in for repairs, said August Felando, president of the American Tuna Boat Assn.
But the Portuguese Historical Center, and particularly the late tuna boat captain Anthony Mascarenhas, were determined that the city's 85-year-old connection with the tuna industry would not be forgotten.
The monument "was born out of the idea that the tuna men should be remembered for their contribution to San Diego and the world," said Jose Alves, president of the center. Erected south of the fishing pier on Shelter Island, the 16-foot-tall bronze sculpture depicts Portuguese, Italian and Japanese tuna men reeling in a "three-man fish"--a tuna big enough to require the work of all three, said sculptor Franco Vianello.
Mascarenhas led the five-year drive to raise $100,000 to build the monument and the fight to find it a site. He died last year, shortly before the sculpture was completed, Alves said.
According to Felando, San Diego tuna men in the early part of the century expanded tuna fishing into the South Pacific and later the Atlantic. During World War II, 49 vessels became part of the U.S. Navy, "participating in every major naval campaign in the Pacific," with the loss of 21 boats, he said.
After the war, when the development of "purse seine" or net fishing replaced the old rod-and-reel technique, the development here of huge, sleek "seiners" revolutionized the field and was copied around the world, Felando said.
But cheap foreign labor and U.S. tariff policies soon hurt American tuna fishing, and the exodus from Southern California began, despite the fact that today world tuna consumption is as strong as ever, Felando said.
Sunday, Mascarenhas' wife, Rita, laid a wreath on the monument and his sons, Leonard and Michael, threw one into the bay to commemorate dead tuna men.
"This memorial will mean many things to many people," Felando said. "Some will recall the men who were lost, the boats (that were) lost." Others will remember the tuna men's "strength, vitality and willingness to take a risk," he said.
I ran across this article while doing research. I thought it was interesting to revisit what was said in 1986 when the Tunaman's Memorial was dedicated. JMLA
Porto Formoso: O (outro) chá açoriano
Todos os cartazes de promoção turística dos Açores mostram o típico verde da paisagem insular, mas na costa norte da ilha de São Miguel, a cor não é sinónimo de pasto, mas ganha a riqueza das plantas de chá que se estendem desde o mar. É aqui que encontramos as únicas plantações de chá para fins industriais da Europa. Mas se este facto é cada vez mais conhecido, não deixa de ser curioso que as marcas de chá açoriano continuem a ser praticamente desconhecidas fora do arquipélago. Sobretudo a Porto Formoso.
Em 1920, Amâncio Machado Faria e Maia retirou à Gorreana o título de única marca de chá “europeu” ao começar a sua própria plantação de Camellia Sinensis na costa norte da ilha de São Miguel, nos Açores. A fábrica de Porto Formoso funcionou até aos anos de 1980, altura em que sucumbiu às dificuldades económicas e acabou por fechar portas, tendo reaberto em 1998.
Ainda que a sua própria história seja pontuada por altos e baixos, a marca esforça-se por manter viva a tradição secular do chá açoriano. Todas as Primaveras, no primeiro sábado de Maio, a Porto Formoso recria a apanha do chá com trajes de época, num ritual que é um festim para os turistas que visitam em força as instalações e provam o chá que lá é produzido a par de alguns biscoitos e bolos locais num salão tipicamente micaelense.
A Porto Formoso produz apenas chá preto nas variantes Orange Pekoe, Pekoe e Broken Leaf, conforme se trate do botão terminal e primeira folha, da segunda folha ou da terceira folha e partículas das restantes, respectivamente. A partir da primeira folha vai-se perdendo aroma e riqueza, fazendo da variante Orange Pekoe (na imagem) a mais apreciada pelos amantes de chá.
A embalagem de papel contém as folhas soltas e ainda por render às saquetas de chá que, sendo práticas e adequadas à vida moderna, prejudicam o resultado final. Argumentam os puristas que o sabor sai melhorado com as folhas grandes e soltas enquanto o conteúdo das saquetas - composto por folhas mais pequenas, algumas das quais partidas - é de qualidade inferior.
IN-life&stylegastronomia
Apanha realizada na fabrica de Chá Porto Formoso,com mais de 100 figurantes todos vestido a carater,crianças,senhoras,brinquedos,cantigas.Ilha de Sao Miguel,Açores.
Re-enactment of the picking the tea for processing in one of the two still operating plants in the island of São Miguel, Azores, the only place where tea is still grown and processed in Europe.
The dress is as it was from the mid 1800's to the mid 1900's and the songs typical of those sung at the time of tea picking.
For a detailed slideshow on the picking of leaves for tea at the Chá do Porto Formoso plantation, please follow the link below for the photos taken by Toni Rego.
Please double click on link to view.
Para melhor apreciar a apanha do chá na plantação do Chá do Porto Formoso, sigam o link da apresentação de diapositivos da autoria de Toni Rego.
https://picasaweb.google.com/106977532675518899543/ApanhaDoChPortoFormoso?authuser=0&feat=directlink
| May 3, 2008 Porto Formoso, Açores Recriação da apanha do chá. Fábrica do Porto Formoso, ilha de S. Miguel Açores. Esta recriação, iniciada em 2000, é da responsabilidade da actual gerência da fábrica. Dado o sucesso, tem-se vindo a repetir todos os anos no 1º. fim-de-semana de Maio, excepto se coincidir com as Festas do Sr. Stº. Cristo, passando para o fim-de-semana seguinte. Todos os participantes são voluntários e procuram estudar todos os hábitos, costumes e tiques tipicos desta faina secular no Porto Formoso. Esta recriação é levada muito a sério sendo feitos alguns serões de ensaios e de preparação. Um evento a não perder. |
Tuesday, January 10, 2012
Elena (Helen) Labruzzi
LABRUZZI, ELENA (HELEN) May 20, 1920 to January 6, 2012 Is in heaven with her devoted husband Larry, brothers, sister, and will be dearly missed by her loving family. She is survived by son David, daughter Loretta, five grandchildren, and two great grandchildren. Helen held nearly every position from treasurer to president in several local Portuguese and American Organizations and devoted 60 years to the Portuguese American Dancers of San Diego. Her entire life she dedicated a great deal of time to the community of Point Loma; truly a labor of love.
Helen Labruzzi was a pillar of the Portuguese Community in San Diego. Over the years, I enjoyed her stories of a community that is no more!
I used them in my writings, on all the three the books related to the Portuguese Community, that I collaborated in!
Strong willed yet very affectionate, one could always count on Hellen's help and support for any community oriented activity.
Helen was one of a kind and will always be remembered as being so!
Helen Labruzzi, being recognized at the "Night Of Recognition" for her contributions to the Portuguese Community by the then President of the Portuguese Historical Center, José M. L. Alves.
MENSAGEM DO CONSUL DE PORTUGAL EM LOS ANGELES
Acabo de ter conhecimento da triste notícia sobre o falecimento da Senhora Helen Labruzzi, que vivia, respirava e suava a sua Comunidade!
Helen Labruzzi foi bem outra "padeira-de-Aljubarrota" da Comunidade Portuguesa e Luso-Americana de San Diego.
Que descanse em paz.
Sentidas condolências a sua Família.
Edmundo Macedo
Helen Labruzzi was a pillar of the Portuguese Community in San Diego. Over the years, I enjoyed her stories of a community that is no more!
I used them in my writings, on all the three the books related to the Portuguese Community, that I collaborated in!
Strong willed yet very affectionate, one could always count on Hellen's help and support for any community oriented activity.
Helen was one of a kind and will always be remembered as being so!
Helen Labruzzi, being recognized at the "Night Of Recognition" for her contributions to the Portuguese Community by the then President of the Portuguese Historical Center, José M. L. Alves.
MENSAGEM DO CONSUL DE PORTUGAL EM LOS ANGELES
Acabo de ter conhecimento da triste notícia sobre o falecimento da Senhora Helen Labruzzi, que vivia, respirava e suava a sua Comunidade!
Helen Labruzzi foi bem outra "padeira-de-Aljubarrota" da Comunidade Portuguesa e Luso-Americana de San Diego.
Que descanse em paz.
Sentidas condolências a sua Família.
Edmundo Macedo
Priolo - Azores Bulfinch
Priolo from Madalena Boto on Vimeo.
Projecto final de curso em Produção de Documentários de Vida Selvagem na Universidade de Salford (2009), realizado com o apoio da equipa do Projecto LIFE Priolo da SPEASão Miguel (Açores): situada no coração do Atlântico, esta ilha é conhecida pela extraordinária diversidade de espécies que habita as suas águas. Mas este paraíso subtropical guarda outros tesouros em terra. Nas encostas montanhosas a Leste, encontramos a última mancha de floresta Laurissilva da ilha: o reino de um animal tímido e ameaçado – o Priolo.
A ave canora mais rara da Europa.
São Miguel (The Azores): a remote island rich in biodiversity and flourishing with natural wonders. But travelling beyond its seas, outside of its towns, towards the dramatic Eastern slopes, transports you to the realm of a shy and endangered creature - the Priolo.
The rarest songbird in Europe.
Saturday, January 7, 2012
My homeland is my language?
If you’re familiar with one of the great figures of 20th century literature, my fellow countryman Fernando Pessoa, you must have recognised the title of this post as a tribute to him.
Pessoa didn’t question that his homeland was his language, though: he stated it. In his autobiography of sorts, Livro do Desassossego (‘Book of Disquiet’), he wrote that “Minha pátria é a língua portuguesa” (‘My homeland is the Portuguese language’). Far from me to engage in the speculation surrounding what Pessoa meant by this, but I like the idea that your language, any of your languages at any given time and place, feels like home.
Languages are not just sets of conventions to express meanings, they also reflect those meanings which their users find relevant to express. This is why we talk about kräftskivor in Swedish and about fado in Portuguese, but not the other way around. (I had to say this: in case you haven’t been told, my beloved, multi-rooted, multi-cultural, and very Portuguese fado gained recognition among UNESCO’s Intangible Cultural Heritage just recently.)
Nevertheless, it doesn’t follow that a Portuguese-Swedish multilingual, say, will relate to both kräftskivor and fado – or to whichever local practices these languages reflect. In order to feel at home in a culture, you need nurturing in that culture, a point made by Una Cunningham in her book Growing Up with Two Languages. Both the languages and the ways of living those languages need input, so that they can be made ours. You can find out more about this at Una’s website, where you can also listen to parents’ and children’s reports about their cross-linguistic and cross-cultural experiences.
Nurturing is something that people do, according to the practices of the groups to which they belong at specific times and in specific places. The places, however, instead of the people, somehow came to be seen as the owners of cultural practices – and so as the owners of people, too –, in the sense that you “belong” somewhere. “Somewhere”, in turn, came to mean not only ‘a single place’, usually the one where your mother happened to give birth to you, but a homogeneous place – in the sense that if you belong to Portugal, say, then you relate to fado. But there’s fado and fado, actually, both of which are Portuguese because the two places where they come from, Lisbon and Coimbra, respectively, happen to be located in the piece of land we call Portugal.
The problem with defining who you are by means of a place is that places are, well, stuck in place, whereas you and your languages aren’t. The association of (one) land with (one) identity didn’t hold water for Fernando Pessoa either. Like many literary figures past and present, he used several languages, and published in them too. But it was his “homeland” which spoke in multiple ways through the different voices of his heteronyms, all of them Portuguese. Granted, these were literary personae, but there’s no difference between what they represent and what all of us do in everyday uses of a single language: there is more than one way of being at home in any single language.
Small wonder, then, that so many of us find our home in different languages too. I never understood the funny claim that belonging to more than one place means that you don’t in fact belong anywhere: having several homes doesn’t mean you’re homeless. And it doesn’t mean either that you must belong to one place more than to another, in a replay of the myth that you must also have one language that tops them all. So what happens when someone can’t accept, or won’t accept, that people don’t need to belong, or don’t want to belong, to a single place – and perhaps don’t care about issues of belonging? The next post gives one example.
© MCF 2012
Madalena Cruz-Ferreira Phd is an Education Consultant currently working in Singapore.
Posts welcome in English, French, Portuguese, Swedish – and related languages.
One of my latest books, Multilinguals are...?, deals with myths, paradoxes and misconceptions about multilingualism. See endorsements at Battlebridge Publications and reviews at My Pages.
I found this article very interesting as a layman, and could totally relate to, being a polyglot myself. Over the years I have been questioned as to where is my home and although, by birth I am Portuguese, I feel equally at ease and adapt to the various cultures that represent the languages I speak and have experienced.
I hope that all multilingual speakers can identify with the material in this post, or at least will understand better some of the feelings they may have experienced about where they belong.
To follow Dr. Cruz-Ferreira's material, use the link http://beingmultilingual.blogspot.com/
Friday, January 6, 2012
Ó Minha Ditosa Amada
O livro de poesia de Maria das Dores Beirão "Beijo de Abelha" pode ser adquirido em http://www.portuguesebooks.org
Povoamento dos Açores - Desfazendo Mitos
Quase humor e povoamento
Apesar de ser lastimável que se saiba tão pouco e se tenha inventado tanto acerca do povoamento dos Açores, há hipóteses de tal maneira estranhas que chegam a dar vontade de sorrir. Tanto em pequenos ensaios sem pretensões académicas como em sisudos livros de capa e lombada, pode encontrar-se surpresas divertidas. Outras há que não têm graça nenhuma. Procurando nos arquivos da memória, recordo algumas delas.
Houve uma vez em que dei com uma informação intrigante. Dizia-se que Santa Maria fora povoada por degredados e velhos. Levei algum tempo a entender que velhos eram aqueles. Tratava-se, sem dúvida, de confusão com o apelido Velho, dos vários familiares de Gonçalo Velho Cabral que o capitão chamou para iniciar o povoamento da ilha.
Quanto aos degredados, não foram eles tão frequentes quanto alguns pensam, nem se tratou nunca de perigosos facínoras. E parece ter havido uma certa resistência em receber ladrões, traidores e pessoas de religião não católica. Pelo que se conclui que a generalidade dos exilados não passaria de autores de faltas menores. Era preciso povoar as ilhas, pelo que qualquer pretexto servia para obrigar a vir gente para cá, sobretudo mulheres, já que os homens menos dificilmente se aventuravam ao desconhecido. Por isso aconteceu o triste caso de Catarina Fernandes. A rapariga não fez mais do que ter testemunhado a respeito de um assassínio a que assistira. Mas o infante D. Pedro, regente do Reino, mandou-a para o exílio aqui. Tinha apenas dez anos! Ela cumpriu outros dez de degredo, “nas ilhas de São Miguel”, até que foi perdoada (não se percebe de quê…) por D. Afonso V.
Aparece também com frequência a alusão a escravos e negros entre os povoadores. Com algum exagero. Para São Miguel terão vindo doze casais de mouriscos, sob o mando de Jorge Velho, mas para provarem que e ilha era habitável. Também o Corvo foi primeiramente habitado por escravos, que o seu senhor, e dono da ilha, a ela enviava para a cultivarem. Outra referência habitual é a da vinda de judeus. Sobre este tema escreveu Eduardo Mayone Dias, no jornal Portuguese Times de New Bedford: “É bem provável que se houvessem fixado judeus nos Açores desde os primeiros tempos do povoamento. /…/ No entanto, como afirma o Professor Francisco dos Reis Maduro Dias, não existe qualquer documentação sobre esta presença.”
A própria geografia dos Açores pode reservar-nos surpresas desconcertantes. Como aquela que considera Santa Maria dividida em duas partes. Uma, montanhosa; a outra, plana, que é… o Barreiro da Faneca. (A grande publicidade dada a esta magnífica paisagem talvez explique a confusão, bem como o facto de haver quem pense que dali saía o famoso barro de Santa Maria. Os púcaros da água sempre fresca ou os alguidares dos apetitosos chouriços eram feitos com argila da Flor da Rosa. A da Faneca não serve para olaria.)
Ou então uma trapalhada que junta vários sítios num só, ao afirmar que no lugar da Praia, a que foi dado o nome de Lobo (sic), e que depois se chamou Vila do Porto, se construiu a primeira ermida de Santa Maria.
Quanto à formação geológica das ilhas, há a preciosidade de um autor que, depois de dizer que a rocha foi formada por vulcões, revela o inimaginável – que a terra foi trazida pelo ar e pelo mar…
A História feita por dedução nem sempre resulta… O erro mais generalizado, em que até historiadores credenciados têm incorrido, é o das famosas chaminés de Santa Maria, que alguém supôs terem resultado da influência de povoadores algarvios, que os não houve naquela ilha. Além disso, sendo as chaminés uma invenção do século XII, tardaram em fazer parte das casas dos pobres. Conforme escreveu André Brue (um alucinado que foi embaixador no Senegal, e que, apesar de ter estado uns meses na Terceira no início do século XVIII, teimava que os Açores pertenciam à África) a maioria das casas do Faial não tinha chaminé. As aparências (que neste caso entre Santa Maria e o Algarve nem sequer existem!) iludem. Mas facilmente se encontram outros exemplos que, embora não alterando tanto a verdade histórica, a distorcem consideravelmente. Foi o que aconteceu com o sotaque micaelense, que até os mais empenhados filólogos atribuíram a reminiscências de povoadores alentejanos da região de Nisa. Afinal, o que aconteceu foi uma viagem ao contrário. Em 1796 Pina Manique fez deslocar para o Alto Alentejo umas centenas de famílias de São Miguel, a fim de ocuparem herdades abandonadas. E o seu modo de falar terá permanecido naquela zona.
Há um historiador que dá os topónimos Flor da Rosa e ponta do Marvão, em Santa Maria, também como provável herança alentejana. O primeiro talvez o seja, tanto mais que veio gente de Estremoz, que não fica longe daquela freguesia do concelho do Crato. Mas, segundo Gaspar Frutuoso, o nome da ponta do Marvão resulta de ter sido seu proprietário Francisco Marvão. Deste não regista Frutuoso a naturalidade, mas de João Marvão diz ser do Sabugal, pelo que o mais razoável é pensar que Francisco também o fosse. O mesmo historiador leu mal Frutuoso ao atribuir a origem do nome da Algarvia e o do Pico da Algarvia a duas mulheres e não a uma somente. Gaspar Frutuoso, ao falar do pico, diz que ele deve o nome a uma mulher do Algarve que ali viveu com o marido, e de quem herdou as propriedades quando enviuvou. E, para que não restem dúvidas de que se tratava da mesma pessoa, acrescenta “como tenho dito”.
Ainda um outro equívoco, muito frequente sobretudo por parte de micaelenses mais bairristas, é o que respeita à criação da diocese. Ao contrário do que há quem pense, o Papa não se enganou. A haver engano, seria de D. João III ou do escrivão que fez a carta. E houve, porque nela falta a ilha de Santa Maria e se confunde São Miguel com a Terceira. No entanto, são sempre referidas Angra e a igreja do Salvador. Não podem subsistir dúvidas quanto à vontade de El-Rei. A vila de Angra era naquele tempo a mais notável dos Açores, com importância mundial na rota entre três mundos. O facto de D. João III a ter elevado à categoria de cidade, condição necessária para ser sede de uma diocese, e não Ponta Delgada, é prova segura da sua intenção.
Daniel de Sá
Apesar de ser lastimável que se saiba tão pouco e se tenha inventado tanto acerca do povoamento dos Açores, há hipóteses de tal maneira estranhas que chegam a dar vontade de sorrir. Tanto em pequenos ensaios sem pretensões académicas como em sisudos livros de capa e lombada, pode encontrar-se surpresas divertidas. Outras há que não têm graça nenhuma. Procurando nos arquivos da memória, recordo algumas delas.
Houve uma vez em que dei com uma informação intrigante. Dizia-se que Santa Maria fora povoada por degredados e velhos. Levei algum tempo a entender que velhos eram aqueles. Tratava-se, sem dúvida, de confusão com o apelido Velho, dos vários familiares de Gonçalo Velho Cabral que o capitão chamou para iniciar o povoamento da ilha.
Quanto aos degredados, não foram eles tão frequentes quanto alguns pensam, nem se tratou nunca de perigosos facínoras. E parece ter havido uma certa resistência em receber ladrões, traidores e pessoas de religião não católica. Pelo que se conclui que a generalidade dos exilados não passaria de autores de faltas menores. Era preciso povoar as ilhas, pelo que qualquer pretexto servia para obrigar a vir gente para cá, sobretudo mulheres, já que os homens menos dificilmente se aventuravam ao desconhecido. Por isso aconteceu o triste caso de Catarina Fernandes. A rapariga não fez mais do que ter testemunhado a respeito de um assassínio a que assistira. Mas o infante D. Pedro, regente do Reino, mandou-a para o exílio aqui. Tinha apenas dez anos! Ela cumpriu outros dez de degredo, “nas ilhas de São Miguel”, até que foi perdoada (não se percebe de quê…) por D. Afonso V.
Aparece também com frequência a alusão a escravos e negros entre os povoadores. Com algum exagero. Para São Miguel terão vindo doze casais de mouriscos, sob o mando de Jorge Velho, mas para provarem que e ilha era habitável. Também o Corvo foi primeiramente habitado por escravos, que o seu senhor, e dono da ilha, a ela enviava para a cultivarem. Outra referência habitual é a da vinda de judeus. Sobre este tema escreveu Eduardo Mayone Dias, no jornal Portuguese Times de New Bedford: “É bem provável que se houvessem fixado judeus nos Açores desde os primeiros tempos do povoamento. /…/ No entanto, como afirma o Professor Francisco dos Reis Maduro Dias, não existe qualquer documentação sobre esta presença.”
A própria geografia dos Açores pode reservar-nos surpresas desconcertantes. Como aquela que considera Santa Maria dividida em duas partes. Uma, montanhosa; a outra, plana, que é… o Barreiro da Faneca. (A grande publicidade dada a esta magnífica paisagem talvez explique a confusão, bem como o facto de haver quem pense que dali saía o famoso barro de Santa Maria. Os púcaros da água sempre fresca ou os alguidares dos apetitosos chouriços eram feitos com argila da Flor da Rosa. A da Faneca não serve para olaria.)
Ou então uma trapalhada que junta vários sítios num só, ao afirmar que no lugar da Praia, a que foi dado o nome de Lobo (sic), e que depois se chamou Vila do Porto, se construiu a primeira ermida de Santa Maria.
Quanto à formação geológica das ilhas, há a preciosidade de um autor que, depois de dizer que a rocha foi formada por vulcões, revela o inimaginável – que a terra foi trazida pelo ar e pelo mar…
A História feita por dedução nem sempre resulta… O erro mais generalizado, em que até historiadores credenciados têm incorrido, é o das famosas chaminés de Santa Maria, que alguém supôs terem resultado da influência de povoadores algarvios, que os não houve naquela ilha. Além disso, sendo as chaminés uma invenção do século XII, tardaram em fazer parte das casas dos pobres. Conforme escreveu André Brue (um alucinado que foi embaixador no Senegal, e que, apesar de ter estado uns meses na Terceira no início do século XVIII, teimava que os Açores pertenciam à África) a maioria das casas do Faial não tinha chaminé. As aparências (que neste caso entre Santa Maria e o Algarve nem sequer existem!) iludem. Mas facilmente se encontram outros exemplos que, embora não alterando tanto a verdade histórica, a distorcem consideravelmente. Foi o que aconteceu com o sotaque micaelense, que até os mais empenhados filólogos atribuíram a reminiscências de povoadores alentejanos da região de Nisa. Afinal, o que aconteceu foi uma viagem ao contrário. Em 1796 Pina Manique fez deslocar para o Alto Alentejo umas centenas de famílias de São Miguel, a fim de ocuparem herdades abandonadas. E o seu modo de falar terá permanecido naquela zona.
Há um historiador que dá os topónimos Flor da Rosa e ponta do Marvão, em Santa Maria, também como provável herança alentejana. O primeiro talvez o seja, tanto mais que veio gente de Estremoz, que não fica longe daquela freguesia do concelho do Crato. Mas, segundo Gaspar Frutuoso, o nome da ponta do Marvão resulta de ter sido seu proprietário Francisco Marvão. Deste não regista Frutuoso a naturalidade, mas de João Marvão diz ser do Sabugal, pelo que o mais razoável é pensar que Francisco também o fosse. O mesmo historiador leu mal Frutuoso ao atribuir a origem do nome da Algarvia e o do Pico da Algarvia a duas mulheres e não a uma somente. Gaspar Frutuoso, ao falar do pico, diz que ele deve o nome a uma mulher do Algarve que ali viveu com o marido, e de quem herdou as propriedades quando enviuvou. E, para que não restem dúvidas de que se tratava da mesma pessoa, acrescenta “como tenho dito”.
Ainda um outro equívoco, muito frequente sobretudo por parte de micaelenses mais bairristas, é o que respeita à criação da diocese. Ao contrário do que há quem pense, o Papa não se enganou. A haver engano, seria de D. João III ou do escrivão que fez a carta. E houve, porque nela falta a ilha de Santa Maria e se confunde São Miguel com a Terceira. No entanto, são sempre referidas Angra e a igreja do Salvador. Não podem subsistir dúvidas quanto à vontade de El-Rei. A vila de Angra era naquele tempo a mais notável dos Açores, com importância mundial na rota entre três mundos. O facto de D. João III a ter elevado à categoria de cidade, condição necessária para ser sede de uma diocese, e não Ponta Delgada, é prova segura da sua intenção.
Daniel de Sá
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